segunda-feira, 21 de abril de 2014

NÃO RETENHAS O MEU DÍZIMO

        Graça e paz!

        Gostaria de convidá-los à leitura de Malaquias 3.10-12:

        10. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.

        Queridos irmãos em Cristo, é com alegria que venho aqui a frente, nesta oportunidade, dividir com a igreja uma experiência que tive com Deus na noite do dia 05 de setembro de 2010.

        Como os irmãos já podem deduzir facilmente, com base no texto que separei, é algo relacionado ao dízimo.

        Eu já dizimei em outra ocasião, mas infelizmente descuidei e acabei negligenciando esta área da minha vida. No momento, eu tenho contribuído, sem compromisso, com uma quantia variável e não proporcional aos dez por cento do meu salário.

        Entretanto, já há alguns meses, Deus tem despertado o meu coração para ser obediente a esta palavra de Malaquias. Vejam que Deus usa o verbo no imperativo afirmativo: “Trazei todos os dízimos”. Portanto, é uma ordem. E eu pensava comigo: “eu preciso voltar a ser fiel a esta palavra”.

        Porém, como todos sabem, não é tão simples dar o dízimo. E isto porque a mente humana tem dificuldade em entender o mistério que há por traz desta ação. A mente espiritual, entretanto, compreende. Esta situação produz uma guerra: de um lado, a mente espiritual inclina-nos para dizimar, pois acredita no mistério que envolve esta ação; de outro, a mente terrena não consegue vislumbrar a provisão de Deus e acha que, se dermos o dízimo, não iremos conseguir arcar com as nossas responsabilidades financeiras.

        Diante deste fato, eu comecei a pedir a Deus que me convencesse, me inclinasse para dizimar. E, enquanto Deus não me inclinava suficientemente, resolvi elaborar a seguinte estratégia: eu contribuiria inicialmente com uma pequena quantia e depois iria aumentando o valor, mês após mês, até atingir os dez por cento do meu salário. Continuei orando a Deus e pedindo a sua intervenção.

        Mas graças a Deus que, “assim como os céus são mais altos do que a terra, os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos caminhos e os pensamentos de Deus, mais altos do que os nossos pensamentos” (Is 55.9). Deus queria uma atitude mais enérgica de minha parte.

        No dia cinco deste mês (setembro de 2010). À noite. Eu já havia me deitado para dormir. Rolei na cama de um lado para o outro. E finalmente resolvi buscar ao Senhor. Todos já haviam se deitado e a nossa casa dormia tranquilamente...

        Orei sobre vários assuntos, inclusive sobre a questão do dízimo. Depois de um certo tempo de oração, pedi ao Senhor que falasse comigo. E Deus falou-me profundamente! Disse-me que eu não retivesse o dízimo. Lembrou-me do período em que eu fazia faculdade de Letras, o qual se estendeu de 2002 a 2005. Durante aqueles quatro anos, Deus me manteve contratado na Prefeitura de Paty do Alferes. Com o salário que recebia, eu custeava as minhas despesas pessoais, pagava a faculdade e ainda dizimava. E Deus me disse: “Eu supri as suas necessidades e nada lhe faltou”.

        Estou contando esta experiência porque Deus me autorizou e porque acredito que a mesma pode ajudá-lo a vencer a mente terrena e a colocar a vontade do Senhor em primeiro plano.

        Não sei como Deus tem falado ao seu coração. Creio que Ele quer agir poderosamente em nossa vida. Não apenas no que diz respeito ao dízimo, mas no que diz respeito a todas as áreas do nosso ser. E, por isso, requer de nós uma atitude mais enérgica e ousada.

        Aqui está o meu dízimo em obediência a palavra que Deus me deu. E que ele supra todas as minhas necessidades!

        Que o Senhor o fortaleça

domingo, 20 de abril de 2014

ATÉ AS AFLIÇÕES COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS

        I) INTRODUÇÃO

        Graça e paz!

        Queridos irmãos e irmãs em Cristo, é com muita alegria que venho à frente nesta noite para que Deus me use para pregar o Evangelho. Eu creio que o nosso Deus vai agir poderosamente em sua vida. E a alegria que, pelo poder de Deus, já está em seu coração ninguém poderá roubá-la.

        Amém!?

        Convido-os a acompanharem comigo o versículo que será a base desta mensagem: Romanos 8.28. Paulo faz uma revelação extraordinário neste versículo.

        Vejamos o que diz a palavra de Deus:

        Sabemos que 25 % das coisas que acontecem conosco cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, (...). É isto que diz a Palavra? Não!?

        Vamos tentar mais uma vez:

        Sabemos que 50 % das coisas que acontecem conosco cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, (...). É isto que está escrito? Não!?

        Mais uma vez:

        Sabemos que 75 %... É isto que diz as Escrituras? Não! Definitivamente NÃO!

        Diz a Palavra de Deus que “TODAS AS COISAS (três vezes) cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

        Diante desta palavra, gostaria de convidar aqueles que “amam a Deus”, mas somente os que amam a Deus, a se colocarem de pé por gentileza. Eu quero orar com você:

        [...]

        Podem se assentar.

        II) DESENVOLVIMENTO

        Louvado seja o nome do Senhor! Fico feliz por você ter se levantado em sinal de amor a Deus. Na verdade, ao fazer isto, você não está apenas dizendo a Deus que o ama. Está, também, dizendo a si próprio que o ama. E, desta forma, se identificando com este versículo que lemos. Ou seja:

        Você reconhece que Paulo não estava se referindo aos incrédulos, aos ímpios, àqueles que não têm Jesus no coração. Mas a mim e a você, que fomos chamados segundo o propósito de Deus, os quais amamos a Deus. Diga assim: “Eu amo a Deus!

        Portanto, quando Paulo diz que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, ele está dizendo que “todas coisas cooperam para o nosso bem”, pois nós o amamos. Diga assim comigo: Todas as coisas cooperam para o meu bem!

        Talvez você questione: Mas, Denílson, entender que as coisas boas que acontecem comigo: as vitórias, os meus momentos de alegria, etc., cooperam para o meu bem... isso é racional, isto faz sentido. Mas, quando Paulo diz todas as coisas, ele está se referindo também aos sofrimentos: as derrotas, as tristezas, as aflições, os medos, os sustos que levamos, etc. Como entender isto? Como é possível entender que os sofrimentos cooperam para o nosso bem?

        1) A nossa vida atual é cheia de sofrimentos

        Antes de respondermos a esta pergunta formulada por mim, que talvez seja a sua, precisamos entender claramente que é no contexto do sofrimento que Paulo declara que “todas as coisas cooperam para o nosso bem”.

        Vejamos o que está escrito no versículo 18:

        Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. (Diga assim: existe uma glória que será revelada em mim!)

        Paulo, neste versículo, põe duas coisas lado a lado: os sofrimentos e a glória. Porém, associa sofrimento ao presente. E glória ao futuro. Ou seja, a nossa realidade atual envolve sofrimento.

        E, se você continuar lendo os versículos seguintes, verá que o próprio universo sofre, pois está sujeito a “um poder destruidor que o mantém escravo”. Segundo Paulo, o universo aguarda com muita impaciência o momento em que Deus revelará quem realmente somos. Aí, então, será livre da corrupção e tomará parte na “gloriosa liberdade” dos filhos de Deus.

        No versículo 23, Paulo continua falando sobre o sofrimento que enfrentamos na nossa existência corpórea: “E não somente ela (ou seja, a criação, o universo), mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” O verbo “gememos” não deixa dúvida: a realidade na qual vivemos é cheia de sofrimentos.

        Jesus, em João 16.33, diz que “no mundo nós passamos por aflições”.

        (Por favor, não pense que eu estou aqui fazendo a apologia do sofrimento. Apenas quero pôr em evidência o contexto do nosso versículo-base.)

        Observe que, na segunda parte do versículo 23, Paulo tenta explicar por que sofremos. Ele diz: “aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. Em outra tradução, o mesmo trecho aparece da seguinte forma: “enquanto esperamos que Deus faça com que sejamos seus filhos e nos liberte completamente”.

        2) Por que há sofrimento na vida cristã?

        Para entender isto, vejamos a seguinte ilustração que eu mesmo criei para elucidar a nossa realidade:

        Imagine que você é um menor abandonado. Você não tem família. Vive na rua, pedindo às pessoas dinheiro e comida, revirando os latões de lixo... As suas roupas estão rasgadas, sujas, cheirando mal.

        A fome, o medo, o frio das noites o acompanham constantemente. Até os cachorros urinam encima de você, enquanto você dorme embaixo de alguma ponte ou em algum ponto de ônibus.

        Você não tem amigo. Os “amigos” que você pensa ter são pessoas que estão vivendo na mesma realidade que você e, por isso, roubam as coisas que você consegue com muito sacrifício.

        Você não gosta daquela vida. Entretanto, uma parte de você parece gostar. E, quando está sensação chega no auge, parece até que você é livre: ninguém o critica quando você se prostitui. Há, inclusive, uma certa adrenalina quando você rouba as pessoas na rua.

        No entanto, para sua surpresa, algo inusitado acontece. Um homem muito rico, estrangeiro, se apieda de você e resolve adotá-lo. Porém, por algumas razões, ele não pode levá-lo imediatamente para o seu país.

        Então ele o leva para um orfanato, a igreja, cujo diretor, o Espírito Santo, é alguém de sua confiança. E ali você passa a ter uma vida digna, regrada segundo a palavra de Deus.

        O homem rico lhe promete muitas coisas. Diz, inclusive, que tudo o que ele possui será também seu. Diz que você será o seu próprio filho e que a fama dele será também sua. E, como garantia de que cumprirá a sua promessa, ele lhe dá o Espírito Santo, o qual passa a habitar em você. E finalmente volta para o seu país, dizendo que “não o deixará órfão, mas voltará para levá-lo consigo e fazê-lo definitivamente seu filho”.

        Isso tudo é maravilhoso! Mas você percebe que continua tendo que cumprir algumas regras, que, para você, acostumado com o mundo, são difíceis. Você continua tendo vida social e se relaciona com o mundo. As pessoas a sua volta riem de você, quando você fala do homem que vai adotá-lo. Muitos o convidam para ir a bailes, para se prostituir, roubar... Tentam de todas as formas atraí-lo para um mundo totalmente diferente daquele mundo onde o Espírito Santo é o cabeça, o “nosso Consolador”.

        E o pior é que a força da carne e os argumentos do mundo, às vezes, são tão fortes que você fica dividido entre fazer a vontade de Deus e fazer a vontade do mundo e da sua carne. Essa luta interna se manifesta através de uma dor chamada sofrimento.

        Quando você deita a cabeça no travesseiro, você se lembra de que tem uma promessa de alguém que não pode mentir, que é fiel. Ele realmente o adotará como filho e o fará herdeiro de tudo. Isto é realmente extraordinário! Entretanto, a alegria de crer em tais coisas e aguardá-las ardentemente, às vezes, se transforma em um olhar para a realidade a sua volta, e você percebe que a adoção ainda não acorreu, pois não é algo para o presente, mas para o futuro.

        E sabe o que Paulo diz a este respeito em 1ª aos Coríntios 15.19? “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”

        Precisamos lutar para que a alegria de termos uma promessa que vai se cumprir no futuro seja maior do que o sofrimento que se origina do fato de ainda não termos sido adotados por Deus e, por isso, ainda vivermos em um corpo corruptível, limitado, que nos entristece, pois atrapalha a nossa vida com Deus. Segundo Joyce Meyer, “Se sabemos que as provações são um fato da vida, devemos tomar a decisão de não permitir que elas roubem a nossa paz. Se elas fizerem isso, também roubarão a nossa força.” (Citar Joyce Meyer)

        Voltando para Romanos 8, vemos que, nos versículos 24 e 25, Paulo continua explicando a razão do nosso sofrimento. Ele afirma “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.

        Observe que, na primeira parte do versículo 24, Paulo afirma que “fomos salvos na esperança”. Ou seja, é algo que não se manifestou ainda em termos palpáveis. Nós ainda vivemos em um corpo de carne e enfrentamos diversas aflições neste mundo.

        Agora seja sincero com você mesmo (a): esperar é algo saboroso ou é algo doloroso? Imagine algo que você quer muito... Não é difícil perceber que esperar é algo doloroso, é algo que envolve sofrimento.

        3) O bom propósito do sofrimento cristão

        Mas graças a Deus que o Espírito, que sabe muito bem disto, nos ajuda na nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos que não podem ser explicados por palavras.

        É neste contexto que o apóstolo da graça afirma que “todas as coisas cooperam para o nosso bem”.

        Agora pense comigo: se Paulo estava falando principalmente sobre sofrimento nos versículos que antecedem o versículo 28, é lógico que aquela palavra (sofrimento) foi incluída pela mente de Paulo na expressão “todas as coisas”.

        Ora, se o sofrimento próprio da vida cristã produz algo de bom em minha vida, então eu tenho que olhar para ele de outra forma. Que tal dizermos como disse Paulo após ouvir Deus lhe falar que a sua graça lhe bastaria porque o seu poder se aperfeiçoa na fraqueza? Paulo disse, II Coríntios 12.10: “(...) De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

        Paulo conseguiu ver um bom propósito nos sofrimento. Percebeu que o sofrimento o aproximava de Deus.

        4) Qual a importância de ver no sofrimento próprio da vida cristã um instrumento de Deus?

        Talvez o irmão pergunte: qual a importância de ver no sofrimento próprio da vida cristã um instrumento de Deus? A importância é que você não entra em desespero. Você passa a entender que Deus está trabalhando em seu caráter. E, como Paulo, você passa a ter prazer no sofrimento.

        Não estou dizendo que você deva ficar inerte diante do sofrimento. Mas sim que deve entender que existe um aprendizado que ocorre através do sofrimento.

        Quando Deus olha para nós e age em nós e através de nós, ele faz isto tendo em mente o seu plano central, isto é, o plano da salvação. A razão da sua existência na Terra é ser salvo por Deus e ser instrumento de Deus para salvação de outras pessoas. Ele está na direção não apenas de sua vida, mas também das coisas que acontecem ao seu redor, as quais de alguma forma o influenciam.

        III) CONCLUSÃO

        Finalizando a mensagem, quero alertá-lo de ainda outra revelação tremenda que há no nosso versículo-base: quando você se identifica como sendo pertencente ao grupo daqueles que amam a Deus, automaticamente está se identificando, também, como sendo pertencente ao grupo daqueles que “foram chamados segundo o seu propósito”. Não é por acaso que você está na presença de Deus. Ele o atraiu pela sua graça. Por isso, confie! E não permita que as aflições desta vida retire a alegria de saber que o Senhor jamais o abandonará.

        Na sua imensa sabedoria, misteriosamente, ele faz com que até as aflições cooperem para o nosso bem. Portanto, nunca fique prostrado. Levante a cabeça e atravesse o deserto com a cabeça erguida “olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé”. Rm 12.12-13 “Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que se não extravie o que é manco; antes, seja curado.” E que as bênçãos do Senhor se renovem sobre a sua vida! Amém!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

CONVERSÃO EM POUCAS PALAVRAS

        Por ter sido criado num lar cristão, eu conhecia as principais doutrinas do cristianismo. Entretanto, não havia ainda me comprometido com Jesus.

        A inclinação para a prática de coisas erradas, mundanas, me fazia errar em muitas coisas. E eu sabia que, na forma em que me encontrava, eu não seria salvo, pois “a salvação é pela fé” e eu não tinha a fé salvadora.

        Certa vez sofri algumas decepções nas minhas amizades e, juntamente com isso, comecei a me entristecer, a sentir cede de Deus. A Palavra Bíblica começou a falar muito ao meu coração.

        O momento-chave da minha conversão, porém, ocorreu em um dia, à noite, no qual, deitado, eu ouvia o programa Cristo em Casa (Melodia) através do rádio que havia sido ligado por meu pai em outro cômodo.

        O Espírito Santo falou muito ao meu coração através da pregação e eu, chorando muito, entreguei a minha vida a Jesus.

        No dia seguinte, surgiu um pensamento: será que eu realmente fui salvo? Outro pensamento me disse: “A árvore se conhece pelos frutos”. A partir de então, comecei a analisar as minhas atitudes e, graças a Deus, pude constatar que eu realmente havia mudado. É por isso que hoje eu posso falar de Jesus para você.

sábado, 12 de abril de 2014

ILUSTRAÇÃO SOBRE O AR

        Eu me lembro que, certa vez – eu era criança, estava estudando no sexto ou sétimo ano do Ensino Fundamental... – a nossa professora de Ciências entrou em sala e começou a explicar-nos “o que era o ar e o vento”. Explicou-nos detalhadamente, deu alguns exemplos... E, por fim, fez a famosa pergunta: entenderam? Todos haviam entendido (pelo menos disseram que sim), exceto uma aluna.

        Então a professora explicou novamente, deu outros exemplos... e a aluna não entendeu. Explicou pela terceira vez, quarta, quinta... e nada. Até que a professora teve uma ideia – uma ideia infalível na sua concepção: agora sim! Agora ela faria com que a aluna entendesse “o que era o ar”, “o que era o vento”!

        Levou-a até o lado de fora da sala. Nós, os outros alunos, também fomos. Do lado da escola, uma árvore. O vento acariciava levemente as suas folhas. Então a professora apontou para o cume, onde os galhos mais finos e folhas moviam-se de um lado para o outro, e explicou-lhe que aquilo só era possível porque o vento, ou seja, o “ar em movimento”, tocava nos galhos daquela árvore. E novamente perguntou se a jovem havia entendido.

        A menina olhou para a professora, para os outros alunos. E, com um rostinho triste e ainda cheia de dúvidas, respondeu que “sim”, buscando se livrar daquela situação constrangedora. A professora, já no limite das suas possibilidades, preferiu entender que a menina estava sendo sincera.

        Atualmente, sabe-se que aquela menina, agora mulher, anda de biblioteca em biblioteca, devorando livros e mais livros, buscando entender o que é o ar e o vento...

domingo, 6 de abril de 2014

O PSEUDOPROGRESSO DO ÍMPIO E SUA CONSEQUÊNCIA NA VIDA DO CRISTÃO

I) INTRODUÇÃO

        Graça e paz à igreja do Deus Vivo, àqueles que foram chamados para serem santos! E se você se enquadra neste grupo, diga “Amém!”.

[ORAÇÃO]

        Desejei muito vir aqui à frente, após a leitura do salmo 73. O assunto desenvolvido por Asafe, autor deste salmo, é real e pode embaçar a mente do cristão, se este não estiver atento.

        Intitulei esta minha reflexão com o seguinte título: “O Pseudo (ou seja, o falso) progresso do Ímpio e sua Consequência na Vida do Cristão”.

        Em resumo, este é o tema que prevalece neste salmo.

        Não o lerei todo, mas somente os versículos que considero serem os principais.

II) DESENVOLVIMENTO

1) Breve resumo

        Asafe, em determinado momento de sua vida (ele era temente a Deus), cometeu o erro que a maioria de nós (ou talvez todos) já cometeu, comete ou cometerá em algum momento. Ele olhou para os ímpios, sua maneira de viver, as portas que são abertas para eles e concluiu que os ímpios eram mais bem-sucedidos que os tementes a Deus.

        Veja como ele se expressa nos versículos 2 e 3:

Porém, quando vi que tudo ia bem

para os orgulhosos e os maus,

quase perdi a confiança em Deus

porque fiquei com inveja deles.

2) Vida segundo a aparência

        Asafe estava vendo a aparência das coisas, estava vendo o transitório. A sua visão começou a ficar turva. Segundo René Descartes, “os nossos sentidos nos enganam”. E Salomão, que viveu bem antes de René Descartes, se antecipou e disse: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Provérbio 14.12)

        Vejam, parece direito, mas não é. É por isso que precisamos constantemente da direção de Deus, pois ele vê além da aparência.

        Asafe começou a achar que era mais vantajoso ser ímpio, não ter compromisso com Deus, viver na farra... e isso por quê? Porque começou a confiar na aparência, naquilo que estavam dizendo os seus sentidos físicos.

3) Argumentos mentirosos proferidos para nos tirar do caminho da verdade

        Quantas vezes no mundo as pessoas se armam de argumentos mentirosos e tentam nos convencer de que não vale a pena ser cristão? Olham para nós com desprezo e questionam ironicamente: “Você é crente? Não acredito...” O que querem com isto? Querem nos induzir a termos vergonha das nossas convicções. Outros vão ainda mais além e dizem: “Ser crente...: Não pode isso, não pode aquilo... Não se pode nada! Prefiro não ter religião...”

        Tais pessoas estão vivendo das coisas aparentes e transitórias. Não se dão conta de que os deleites do mundo vão acabar e que, certo dia, estarão diante de Deus, a quem terão de prestar contas pelas coisas que fizeram.

        Olhe à sua volta e examine a sua memória, certamente se lembrará de ter sido vítima destes questionamentos. Talvez na escola, na faculdade, no emprego, meio familiar, ou mesmo na sua comunidade, etc.

        Precisamos cumprir o “Ide” de Jesus para com essas pessoas, mas sem esquecer de que, no estado em que se encontram, estão perdidas e, muitas vezes, são instrumentos do maligno para nos tirar do caminho da verdade.

4) Vida cristã focada no agora, sem a devida projeção no futuro que há de vir

        Paulo afirmou em 1 coríntios 15.19: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (Em outra tradução: Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo.)

        Era assim que Asafe estava vivendo, tendo esperança em Deus apenas nesta vida. E qual foi a consequência deste comportamento na vida dele? Quase perdeu a confiança em Deus e começou a sentir inveja daqueles que não têm compromisso com Deus.

        Aproveito para levá-lo a um questionamento pessoal: Como está a sua esperança em Cristo? Você está olhando apenas para as coisas desta vida? Se a resposta for positiva, cuidado para não cair no mesmo erro de Asafe. Lembre-se daquela palavra que diz:

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

        Ou seja, o cristianismo aponta para algo tremendo, algo que há de se revelar no tempo determinado por Deus. E esse algo é tão maravilhoso (é tão tremendo!) que homem nenhum é capaz de imaginar.

        Paulo se empolga ao falar sobre esse algo. Em outras palavras, ele estava dizendo que aquilo que Deus tem preparado para nós que o amamos é tão grandioso e extrapola de tal maneira o nosso conceito de algo sublime que a única forma de fazer referência a tal coisa é dizer que ela é o que olhos não viram, ouvidos não ouviram, nem jamais penetrou em coração humano.

5) O desabafo de um homem fragilizado

        Voltando ao salmo 73, vemos, então, um homem fragilizado. Um homem a beira de perder a confiança em Deus, se sentindo inferior.

        Vejamos como Asafe se desabafa nos versículos seguintes:

4. “Os maus não sofrem;

eles são fortes e cheios de saúde.

5. Eles não sofrem como os outros sofrem,

nem têm as aflições que os outros têm.

6. Por isso, usam o orgulho

como se fosse um colar

e a violência, como uma capa.

7. O coração deles está cheio de maldade,

e a mente deles só vive fazendo

planos perversos.

8. Eles gostam de caçoar

e só falam de coisas más.

São orgulhosos e fazem planos

para explorar os outros.

9. Falam mal de Deus, que está no céu,

e com orgulho dão ordens às pessoas

aqui na terra.

        Versículo 12:

Os maus são assim:

eles têm muito e ficam cada vez mais ricos

        Versículo 13:

Parece que não adianta nada

eu me conservar puro

e ter as mãos limpas de pecado

        Diante destas declarações, claro fica que Asafe não estava vendo a vida com a ótica de Deus e, por esse motivo, começou a achar que a vida de santidade não tinha valor. Naquele estado em que se encontrava, só a misericórdia do Senhor podia restaurá-lo.

        Julgo esse tema importante, porque nós mesmos podemos incorrer no mesmo erro, se não estivermos atentos. O mundo está cheio de atrativos, formadores de opinião a serviço das trevas. Pessoas famosas no mundo da música, teatro, cinema, televisão... Vivem um padrão de vida baseado nos deleites e numa prosperidade oca, enganando a milhares de pessoas.

        Se você olhar para tais pessoas, tornando-as padrões para sua vida e seguindo os seus valores morais, sua maneira de viver, ensinamentos, etc. facilmente perderá o temor a Deus e começará a amar o mundo.

6) O esforço é o início da mudança

        Quanto a Asafe, graças a Deus ele não se conformou com aqueles pensamentos enganosos. Recusou-se a se sujeitar a conceitos superficiais e dedicou-se a procura da verdade. No versículo 16, está escrito o seguinte:

Em só refletir para compreender isso,

achei mui pesada tarefa para mim.

        Em outra tradução, o mesmo versículo aparece da seguinte forma:

Então eu me esforcei para entender

essas coisas,

mais isso era difícil demais para mim.

        Gosto dessa tradução e penso que é neste versículo, na expressão “me esforcei para entender” que está o segredo para sair de uma vida medíocre. Enquanto nos conformamos com uma compreensão superficial dos planos de Deus, somos jogados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina. É preciso esforçar-se, gastar tempo com Deus e na meditação em sua palavra.

7) Ao esforço se une o apelo à misericórdia de Deus

        Versículo 17:

até que entrei no santuário de Deus

e atinei com o fim deles.

        Outra versão:

Porém, quando fui ao teu Templo,

entendi o que acontecerá no fim

com os maus.

        Quando se fala em templo, santuário de Deus, neste contexto especialmente, fica em evidência um espírito de temor. Asafe sabe que não é capaz de achar a resposta por conta própria. Vai ao templo para ter um encontro com Deus. Nesse momento, a luz brilha em sua mente e ele compreende o destino daqueles que não querem saber de Deus.

        Aproveito para levá-lo ao seguinte questionamento: “O que o está inquietando? Você já esgotou as suas forças para entender tal assunto? Ou está tentando entender algo demasiadamente profundo com raciocínios superficiais? Já experimentou pedir ajuda ao Senhor?” Por ser a verdade, só ele pode levá-lo à compreensão da verdade das coisas.

8) O destino dos ímpios

        Asafe compreendeu o destino dos ímpios e nos revelou. Veja como ele se expressa do versículo 18 ao 20:

18. Tu certamente os pões

em lugares escorregadios

e os fazes cair na destruição.

19. Como ficam de súbito assolados,

totalmente aniquilados de terror!

20. Como ao sonho, quando se acorda,

assim, ó Senhor, ao despertares,

desprezarás a imagem deles.

9) A causa da visão turva da Asafe

        Do versículo 21 ao 22, Asafe explica porque estava confuso quanto às vantagens de ter uma vida com Deus e quanto à consequência da impiedade na vida daqueles que não querem saber de Deus. Assim ele se expressa:

21. Quando o coração se me amargou

e as entranhas se me comoveram,

22. eu estava embrutecido e ignorante;

era como um irracional à tua presença.

        Veja como a amargura é perigosa na vida de um crente. Ela nos impede de compreender os desígnios de Deus. Começamos a achar que Deus é injusto. Que não nos ouve mais. Conforme disse Asafe, ficamos embrutecidos como um ser irracional.

10) Compreensão dos planos de Deus

        Nos últimos versículos do salmo 73, vemos um homem diferente, restaurado. Após sair de uma dinâmica de raciocínio superficial, egoísta e focada no agora (no transitório), após buscar a ajuda de Deus, Asafe consegue compreender os planos de Deus. Agora, com discernimento espiritual, é capaz de olhar para além da vida presente e da aparência enganosa.

        Assim ele se expressa do versículo 23 em diante:

23. Todavia, estou sempre contigo,

tu me seguras pela minha mão direita.

24. Tu me guias com o teu conselho

e depois me recebe na glória.

25. Quem mais tenho eu no céu?

Não há outro em quem eu

me compraza na terra.

26. Ainda que a minha carne

e o meu coração desfaleçam,

Deus é fortaleza do meu coração

e a minha herança para sempre.

27. Os que se afastam de ti, eis que perecem;

tu destróis todos os que são infiéis para contigo.

28. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus;

no Senhor Deus ponho o meu refúgio,

Para proclamar todos os seus feitos.

III) COMCLUSÃO

        Quero destacar o versículo 26: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre”. Em outras palavras, Asafe está dizendo que, agora, tendo compreensão da vontade de Deus, ele não vai mais se abalar por qualquer coisa, e isso inclui o enfraquecimento do seu corpo e de seu coração. Ele vai continuar firme, mesmo em situações desfavoráveis.

        Que outro versículo bíblico é muito parecido com este? Você se lembra? Eu me lembrei de Habacuque 3.17-19. Assim se expressou o profeta:

17. Ainda que a figueira não floresça,

nem haja fruto na vide;

o produto da oliveira minta,

e os campos não produzam

mantimento;

as ovelhas sejam arrebatadas

do aprisco,

e nos currais não haja gado,

18. todavia eu me alegro no Senhor,

exulto no Deus da minha salvação.

19. O SENHOR Deus é a minha fortaleza,

e faz os meus pés como os da corça,

e me faz andar altaneiramente.

        Eu creio, irmãos, que a figueira, a vide, a oliveira e os campos vão produzir, haverá ovelhas e gados. Entretanto, se não houver estas coisas, seja como Habacuque e como o Asafe restaurado. Não abaixe a quarda! Continue firme, vendo o invisível. Deus não se esqueceu de você. Nem o esquecera. E então, no tempo certo, no tempo de Deus (e com esta palavra concluo a mensagem), se cumprirá aquela profecia que está em Malaquias capítulo 4:

        Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. 2. Mas para voz outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. 3. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos.

        Graça e paz!

domingo, 30 de março de 2014

A IGREJA E OS PECADOS DO SÉCULO XXI

INTRODUÇÃO:

        Graça e paz!

        Quero primeiramente, nesta bendita oportunidade, agradecer ao Senhor por estar aqui com vocês, pois tenho aprendido muito acerca do Evangelho. Aproveito também para invocar o nome do Senhor, pois, como disse Salomão no salmo 127, “1. Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. E, em João 15.5, Jesus disse “sem mim nada podeis fazer”:

        Senhor, que a tua presença seja incontestavelmente percebida nesta noite! Que haja crescimento espiritual! Que esta mensagem vá ao encontro da tua vontade para conosco! E que, ao sairmos daqui, estejamos mais aptos para fazer a tua vontade.

        O tema que estaremos desenvolvendo foi preestabelecido na reunião anterior e é o seguinte: A igreja e os pecados do século XXI.

DESENVOLVIMENTO:

        O primeiro desafio que encontramos, neste início desta nossa argumentação, é a definição do é o pecado. A esse respeito eu gostaria de ouvir os irmãos: Como vocês definem o pecado?

        [...]

        Como pudemos ver através das definições expostas, existem vários sentidos para a palavra pecado. Creio que o sentido mais forte é aquele que o define como sendo uma força, uma inclinação da nossa carne que nos induz a querermos fazer tudo aquilo (ou apenas algumas coisas específicas) que é contrário aos ensinamentos e à vontade de Deus.

        Pretendo trabalhar principalmente com este sentido, enquanto estiver desenvolvendo o tema.

        Vamos ver o que Paulo fala sobre o pecado em Romanos 7: “14. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. 15. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. 16. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. 18. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 19. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. 20. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. 21. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. 22. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23. mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.

        Vemos aqui Paulo apresentando o pecado como uma força que nos induz a fazermos coisas contrárias a vontade de Deus.

        Lembro-me daquela ilustração sobre alguns pastores que subiram num monte para orar, os quais em certo momento da oração decidiram contar uns aos outros os seus pecados. Após todos contarem, chegou o momento do último contar. Todos ficaram perplexos ao ouvi-lo, pois afirmara que o seu pecado era a fofoca e que, naquele momento mesmo, já estava enfrentando uma luta terrível, tal era a vontade que estava sentido de descer e contar os pecados deles para todo mundo.

        Segundo esta ilustração, cada pastor tinha um tipo específico de inclinação para o mal, o que nos revela um fato interessante: a luta que você enfrenta contra o pecado não é a mesma que eu enfrento e vice versa. E isto provavelmente pela seguinte razão, entre outras, fomos criados de maneiras diferentes. A educação que você recebeu de seus familiares (e da sua comunidade) não é a mesma que eu recebi dos meus. Além disso, estamos inseridos em contextos diferentes.

Os pecados do século XXI

        Alguns definem pecado de uma forma muito simples (mas nem por isso ineficiente), afirmando que o pecado é desobediência. Logo, a nossa compreensão do pecado passa pelo conhecimento da vontade de Deus. Ou seja, se eu faço algo contrário à vontade de Deus, estou sendo desobediente a ele e, por isso, pecando.

        Mas, buscando direcionar a nossa reflexão para o tema preestabelecido, proponho o seguinte questionamento: Qual é o pecado característico deste século? São vários, mas eu gostaria que você citasse apenas um.

        [...]

        A seguir, vamos comentar sobre alguns pecados característicos da época em que vivemos:

  • As “piadas” familiares que exploram o humor

        O primeiro pecado que merece a nossa reflexão são as “piadas” familiares. Observe que o uso das aspas na palavra piada tem a intenção de ampliar o seu sentido, de forma a incluir neste grupo aquelas proposições que exploram o sarcasmo, a censura, tratando de maneira torpe temas referentes à sexualidade (e ao comportamento sexual), ao homossexualismo, etc.

        Creio que este pecado tem sido muito forte em nossa geração, talvez devido ao nobre conceito que tem o humor para a nossa civilização.

        A bíblia usa a expressão “conversação torpe” ou “chocarrice” (que significa piada suja), quando se refere ao pecado em questão.

        O meio familiar, embora seja um ambiente saudável em diversos sentido, é o espaço ideal para a conversação torpe, pois a liberdade existente entre as pessoas facilita o uso do sarcasmo e da censura. Além do meio familiar, poderíamos citar o ambiente de trabalho, a escola e a própria comunidade.

        As conversações torpes são uma verdadeira tentação em nossa carne, pois, segundo as concepções seculares, o humor, além de descontrair, promove, tornando a pessoa mais sociável e, finalmente, elevando o seu status.

        O que fazer, por exemplo, para ir a um bar e ser bem aceito ali, sem participar das conversações que ali estão sendo desenvolvidas? Eis uma tarefa difícil.

        E quanto à Bíblia, o que ela propõe a este respeito? Efésios 5.3-4: “3. Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; 4. nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.”

        Programas televisivos que exploram chocarrices:

        “Pânico”;

        “Programa do Tom”;

        “Casseta e Planeta”;

        “Zorra Total”; etc.

  • Reputação

        O próximo pecado que merece a nossa reflexão se chama “reputação”. “Re-pu-ta-ção?!”, talvez alguém pergunte com certo espanto. E isto é justo, pois sempre ouvimos tal palavra ser usada com sentido positivo. Entretanto, eu a coloco no grupo dos pecados característicos deste século... Peço-lhe, inicialmente, que não tire conclusões precipitadas. Acompanhe o meu raciocínio, e você entenderá a razão de eu ter arrolado a reputação no referido grupo.

        Cumpre-nos primeiramente definir o que é “reputação”.

        Estive pesquisando no dicionário Aurélio, mas ele não foi muito esclarecedor, embora tenha dado um sinônimo, “renome”, que nos ajudará bastante. “Renome” significa “bom nome”, “boa reputação”.

        Simplificando, “reputação” é a imagem que a sociedade tem, ou julgamos que tem, a nosso respeito e, ao mesmo tempo, é a imagem que procuramos transmitir, ou seja, a que queremos que a sociedade tenha a nosso respeito.

        Vejamos um exemplo bíblico em que palavra “reputação” aparece.

        Atos 6.3: “3. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço;”.

        Segundo o teólogo Leonardo Boffe, “cada um interpreta com os olhos que tem e a partir de onde os pés pisam”. Isto nos permite deduzir o seguinte: a percepção do que é a boa reputação não é universal, havendo uma distância enorme entre a reputação que é proposta pelo universo cristão e a proposta pelo universo secular.

        Creio que esta é uma das razões de a vida cristã não ser uma vida fácil. Por pertencermos a ambos universos, ficamos muitas vezes, consciente ou inconscientemente, divididos entre ambas reputações. Ou seja, não sabemos se cuidamos da nossa imagem como cidadão cristão ou da que temos como cidadão secular. Isto gera conflito e diversas oscilações.

        O diabo sabe deste fato e frequentemente usa isto contra nós.

        Por exemplo: se recebemos uma proposta para termos uma relação sexual ilícita, qual “seta” ele lança à nossa mente? Aquela que questiona: “Ué, você não é HOMEM!? Vai recusar? Ou será que você não gosta... O que as pessoas vão dizer se souberem que você recusou?”. Ao fazer isto, ele está tentando manipular-nos, aproveitando-se do cuidado que temos com a nossa reputação.

        Como seria bom, se pudéssemos dizer como disse o apóstolo Paulo: “24. Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” (Atos 20.24).

        O cuidado com a reputação tem sido, também, um empecilho que atrapalha o cumprimento da missão que Deus nos confiou, que é pregar a palavra, como está escrito em Marcos 16.15: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

        Quantas vezes tivemos a oportunidade de pregar, por exemplo, para um maltrapilho, numa rodoviária. E, ao invés de cumprirmos a nossa missão, começamos a prever as situações que poderiam colocar a nossa reputação em risco: “Esse indivíduo pode estar bêbado... Se eu for falar de Jesus para ele, ele vai dialogar comigo em tom alto, talvez me xingue. Vai falar que eu sou careta. Vai me pedir dinheiro, comida... O que as pessoas vão pensar quando o ouvirem falando alto comigo?”.

        São preocupações que resguardam a nossa reputação.

        Se deixamos de pregar, para cuidar da nossa reputação, estamos sendo egoístas (cuidando de uma reputação passageira) e desobedientes à ordem de Jesus, que diz “pregai...”.

        Temos que estar atentos, pois vivemos em uma época em que o discurso secular se opõem ao discurso bíblico, tentando anular a nossa ação como igreja.

        O apóstolo Paulo disso: “14. Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15. por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma. 16. Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;”(Romanos 1.14-16).

        Como vimos acima, Paulo diz que não se envergonha do evangelho de Cristo. Tal afirmação sugere que é possível uma pessoa se envergonhar do evangelho.

        Que possamos, hoje, fazer um exame de consciência. E pedir ao Espírito Santo que nos ajude a superar a nossa carne e as pressões do presente século. É realmente necessário que nós nos transformemos no objeto da nossa própria reflexão, para que luz do Espírito revele se, porventura, há algo de errado conosco.

        Hebreus 13.9-14 diz: ”9. Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam. 10. Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo. 11. Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. 12. Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13. Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. 14. Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

        Como podemos ver, o escritor do livro intitulado Hebreus desafia-nos a levar o vitupério de Cristo. Alguém aqui sabe definir o que é “vitupério”? Segundo o Aurélio, vitupério significa insulto, injúria, ato vergonhoso, infame ou criminoso.

        Aos olhos da concepção secular, o sacrifício de Cristo não é algo nobre, mas sim algo vergonhoso: ele se fez maldição, todos os nossos pecados foram postos sobre ele. Ele foi cuspido, xingado, chutado... E sabemos que o sofrimento dele foi muito além do que foi registrado, porque foi um sofrimento principalmente espiritual.

        Sejamos, portanto, ousados nesta geração, carregando o vitupério de Cristo como quem carrega um grande troféu. E é, de fato, um grande troféu, pois é a nossa salvação.

        Vejamos o que disse o profeta Isaías: “1. Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? 2. Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. 7. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. 11. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. 12. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53.1-12).

  • Sub-temas que poderiam ter sido abordados:

        - Televisão,

        - Internet,

        - Falso testemunho.

CONCLUSÃO:

  • O nosso papel como formadores de opinião

        Em Mateus 5. 14-16, Jesus afirma:

        “14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15. nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

        Jesus disse aos seus doze discípulos (e eu creio que estas palavras referem-se também a nós, pois também somos seus discípulos): “Vós sois a luz do mondo.” A primeira pergunta que me veio à mente, quando estudava estes versículos, foi a seguinte: o que Jesus queria dizer, ao afirmar que nós somos a luz do mundo?

        Pus-me, então, a procura da resposta desta pergunta. Conclui de imediato que Jesus não queria dizer que nós somos seres que emitem raios luminosos. Aliás, nós não vemos, na história dos discípulos, eles servindo de lamparinas para iluminar as noites daquela época. Nós os vemos, entretanto, formando opinião, segundo Deus, e as ensinando, além de combaterem os ensinos contrários ao Evangelho.

        Desta conclusão, ficou-me claro uma coisa: os discípulos, que, segundo Jesus, eram luz do mundo, eram essencialmente formadores e destruidores de opinião. E, assim, iluminaram o mundo inteiro, lançando as bases do cristianismo.

        O que disse Jesus aos onze discípulos depois de haver ressuscitado? Marcos 16: 15: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. E Paulo, o que ele afirma a respeito do diálogo que teve com Tiago, Cefas e João? Gálatas 2. 9: “e, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão;”. E, em I Coríntios 3.10-11, Paulo afirma: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. 11. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.

        Paulo estava tão consciente da sua missão que até afirmou (I Coríntios 9.16): Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!

        Talvez você me diga, nessa altura da nossa argumentação: Denilson, você afirma que ser luz é, entre coisas, ser um formador de opinião. Até aí tudo bem. Mas como ser luz pode significar, também, ser destruidor de opinião?

        Acompanhe-me, por gentileza, na leitura de Jeremias 1.4-10: “4. A mim me veio, pois, a palavra do SENHOR, dizendo: 5. Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações. 6. Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. 7. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás. 8. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. 9. Depois, estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e o SENHOR me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. 10. Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares.

        Eu creio, irmãos, que Deus realmente nos chamou para arrancarmos as ervas daninhas que porventura estejam se desenvolvendo (ou tenham se desenvolvido) em nossa mente, em nossa família, comunidade... Temos uma chamada para destruir os valores morais antibíblicos. Quantos comportamentos errados têm atingido a nossa geração, os quais têm sido sustentados por “opiniões”, argumentos, raciocínios! Por isso, eu entendo que ser luz é, também, destruir estes raciocínios danosos.

        Deus não nos chamou para ficarmos debaixo do alqueire, mas sim no velador, de forma que possamos iluminar toda a casa.

        Esteja pronto, pois:

        · Os seus filhos o procurarão, e você terá que ser luz, orientando-os segundo a verdade;

        · Seus vizinhos, parentes... irão pedir que você ore por eles, e você terá a oportunidade de ser luz, usando a sua fé e uma confissão positiva.

        Que a sua voz ganhe a sua casa, a sua rua, o seu bairro, município, estado... E seja ouvida no mundo inteiro.

        Não temas! Ainda em Jeremias 1, nos versículos 11 e 12; 17-18, encontramos escrito o seguinte: “11. Veio ainda a palavra do SENHOR, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: vejo uma vara de amendoeira. 12. Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.

        “17. Tu, pois, cinge os lombos, dispõe-te e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te infunda espanto na sua presença. 18. Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo. 19. Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar”.

terça-feira, 11 de março de 2014

A CONVERSÃO

        No ano de 1997, eu cursava a segunda série do Ensino Médio. Era aluno da noite (terceiro turno, na linguagem dos profissionais do ensino). Foi nesse tempo, na segunda metade do ano, que algo extraordinário – um divisor de águas – mudaria para sempre a minha vida, instituindo um novo período, em que as reticências do eterno, e somente eles, são o limite. Tive um encontro real com Jesus.

        Dois fatores importantes concorreram para esse acontecimento, os quais Deus, como sempre, soube utilizá-los de forma extraordinária. O primeiro, uma espécie de tristeza – desgosto pela vida terrena. O segundo, em sintonia perfeita com o outro, foi um apego arrebatador, emotivo, algo de muito forte, por Deus e por tudo que lhe dizia respeito. Ele era a minha razão de viver; o meu tudo; a minha origem, o meu destino. Esses dois fatores foram se intensificando cada vez mais, até culminar no meu encontro com Deus.

        O primeiro fator mencionado por mim, a tristeza, ganhou força em algumas falsas amizades que contraí naquele ano. Havia uma sincronia perfeita nos acontecimentos. Tudo, de alguma forma, conduzia-me para Deus. E as falsas amizades, que vieram a tirar os meus interesses pelo estudo, eram um “mal que haveria de contribuir para o bem”. É verdade que parei de estudar, um tanto traumatizado com os estudos. Mas Cristo entrou em minha vida, tornando-me um novo homem.

        Ter recebido a salvação foi um progresso, algo extraordinário. Imagine o que é estar morto em espírito e, de repente, ganhar vida. Imaginou? Pois bem, foi exatamente isto que aconteceu comigo.

        Que Deus o abençoe! E o Espírito Santo ilumine os seus olhos para fazê-lo compreender que, sem Jesus, a sua vida estará caminhando a passos largos para a condenação eterna! Graça e paz!

domingo, 2 de março de 2014

O CARÁTER ATIVO DA FÉ

      Graças e paz a todos!

      Gostaria de convidá-lo a uma rápida reflexão sobre a fé.

      Leia comigo o que o escritor de Hebreus disse a respeito desse fenômeno: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus 1.1). Portanto, a fé está associada aos substantivos “certeza” e “convicção”. Logo, quem tem fé está certo, ou seja, convicto de algo.

      O tema fé, por ser bastante fecundo, pode ser abordado de diversas formas. É, sem dúvida, um tema demasiadamente rico. Não tenho, portanto, a intenção de esgotá-lo nesta rápida reflexão.

      Atualmente, tenho sentido o desejo de discorrer sobre o tema “As diversas faces da fé”.

      Eu entendo que a fé possui diversas faces, ou seja, diferentes maneiras de agir e de ser usada. Penso-a não como um conceito estático, inativo, que não pode ser manipulado, mas sim como um instrumento de ação com diversas utilidades.

      O escritor de Hebreus, quando definiu a fé, poderia ter ficado apenas no versículo 1 de Hebreus 11. Se ele, todavia, fizesse isto, não ficaria evidente o caráter ativo da fé. A fé, portanto, não é passiva, ela é ativa, você age através da fé.

      O escritor, então, desenvolve todo o capítulo 11, relatando as situações em que a fé demonstrou o seu caráter ativo. Ela foi ativa na vida de Abraão, Abel, Enoque e outros servos do Senhor.

      Para não lermos todo o capítulo 11, leiamos, agora, apenas os versículos 32 ao 37

      “32. E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, 33. os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, [Quantas vezes, meus irmãos, “leões” se levantam contra nós: pessoas mal-intencionadas proferindo mentiras, acusações! Você, pela fé, tem o poder de fechar essas “bocas”.] 34. extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força [Ou seja, quando você sentir que está fraco, na verdade haverá um poder extraordinário dentro de você.], fizeram-se poderosos em guerra [Você não precisa de canhões ou metralhadoras, quando estiver em guerra. A fé o fará imbatível.], puseram em fuga exércitos de estrangeiros. 35. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; 36. outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. 37. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados

      A fé o faz suportar as aflições do mundo de cabeça erguida, pois permite que os seus olhos vejam além das coisas aparentes. Você vê a grande vitória chegando, o poder de Deus agindo em seu favor.

     O escritor de Hebreus teve o cuidado de comparar a realidade dos “heróis da fé” com a nossa realidade. Veja o que ele disse nos versículos 39 e 40:

      “39. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, 40. por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

      Eles creram, mas não puderam contemplar a concretização da promessa, o milagre da morte e ressurreição de Cristo. Mas hoje, isto é uma realidade e, por isto, nós temos uma chamada a termos uma fé superior à deles.

      Finalizando, eu quero propor estes questionamentos: você tem usado a sua fé para enfrentar os desafios da vida? Como você a tem usado? Que o Senhor lhe dê revelação e o faça agir poderosamente, não apenas no mundo físico, mas principalmente no mundo espiritual! Fique com Deus!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

POR QUE SER SANTO

I) INTRODUÇÃO

        “Graça e paz!” é a saudação que utilizo para iniciar a minha fala desta noite.

        Recentemente, na madrugada do dia 31 de outubro de 2011, eu tive uma experiência interessante. Era mais ou menos entre 5h e 15 e 6h e 20. Eu estava me arrumando para ir ao trabalho. Exatamente por isto, era necessário que a minha mente estivesse concentrada naquilo que eu estava fazendo: eu estava me arrumando e organizando tudo o que eu preciso para exercer o meu trabalho.

        Entretanto, a minha mente começou a ser invadida por diversos assuntos referentes à santificação. Talvez você questione: “Mas, Denílson... o que há de especial nesta experiência? Refletir sobre temas bíblicos é normal na vida de um cristão...” O interessante desta experiência é que aquelas reflexões vieram em minha mente de tal forma, que eu não estava conseguindo me concentrar em coisas simples: coisas que faço todos os dias antes de sair para trabalhar. Com isso, o tempo ia passando rapidamente e eu comecei a ficar preocupado, pois temia chegar atrasado ao trabalho.

        Então fiz um grande esforço para concentrar-me nas coisas que eu precisava fazer e pedi a Deus que me ajudasse a voltar, depois, àquele tema.

        O versículo-chave que, naquela ocasião, desencadeou aquelas reflexões sobre santificação se encontra em 1 Pedro 1.16 “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

II) DESENVOLVIMENTO

        Irmãos, como vocês bem sabem, este tema, a santificação, tem sido servido no altar desta igreja. Há poucos dias, tivemos o congresso jovem com o tema “É tempo de ser santo”. Muita coisa foi dita a este respeito.

        Entretanto, eu gostaria de desenvolver este tema com a pergunta “POR QUE EU DEVO SER SANTO?” (Repita comigo: “POR QUE EU DEVO SER SANTO?”)

Nós não pertencemos a nós mesmos (não “somos donos do nosso nariz”)

        Antes de qualquer elaboração de resposta a esta pergunta, é importante que uma coisa esteja bem clara em nossa mente. Confira 1 Pedro 1.18-19: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo”. Como podemos ver claramente nesta palavra, nós fomos resgatados a preço de sangue através do sacrifício da cruz do Calvário. Isto significa que nós não pertencemos a nós mesmos, mas àquele que nos resgatou. É comum algumas pessoas dizerem: “eu faço o que eu quiser, pois sou dono do meu nariz!” (Quantos aqui conhecem esta expressão?) Quem criou esta expressão esta por fora. Deus é que é dono do nosso nariz! Por favor, digam “amém!” aqueles que estão entendendo esta mensagem.

        Eu estive verificando no meu dicionário bíblico o significado da palavra “resgatar”. E fui direcionado para o sinônimo “remir”, que significa “libertar pelo pagamento de um preço”.

Devemos ser santos porque o nosso proprietário nos deu esta ordem

        Agora que está claro, povo de Deus, que nós não pertencemos a nós mesmos, podemos perseguir a resposta para a pergunta formulada anteriormente. Qual é mesmo a pergunta que eu formulei? Alguém se lembra? (POR QUE EU DEVO SER SANTO?)

        1º) Porque o nosso proprietário ordena isto. Ele diz “sede santos!” Alguém aqui sabe dizer em que modo se encontra o verbo “sede”? Não? Vamos conjugá-lo então: sê tu, seja você, sejamos nós, sede vós e sejam vocês. Está no imperativo. E o imperativo indica ordem. Deus está nos dando uma ordem e a ordem é esta “temos que ser santo”.

        Ainda nesta linha de raciocínio, pense comigo: se Deus, o nosso proprietário, ordena que temos que ser santos, restando a nós a obrigação de obedecê-lo, então temos que ter uma noção exata sobre o que é santidade.

1º definição sobre “santidade”

        Voltemos ao dicionário bíblico, onde encontramos três definições, das quais duas se destacam por causa da identificação que têm com o contexto desta mensagem.

        Conforme o dicionário bíblico, o segundo sentido da palavra santidade (depois eu falo sobre o primeiro.) define-a como “qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se separar dos pagãos, a não seguir os maus costumes deste mundo a pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a ele.” Ou seja, santidade é “a ação de alguém se afastar dos maus caminhos e andar pelos bons caminhos, segundo a Palavra de Deus”.

        É através da Palavra de Deus que nós adquirimos conhecimento sobre qual é o bom e o mau caminho. Talvez alguém pergunte: “Mas é preciso saber, também, qual é o mau caminho?” Sim! Exatamente para que você se desvie dele.

        O que as Escrituras dizem sobre Jó? Jó 1.1: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” Por que ele conseguia se desviar do mal? Porque ele conhecia o mal e não o aceitava em sua vida. O salmista Davi certamente diria que Jó, além de íntegro, reto e temente a Deus, era também bem-aventurado, feliz, pois assim ele se expressa no salmo primeiro “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

        [...]

        Recapitulando, temos que ser santos porque Deus, o nosso proprietário, ordena isto: ele quer que sejamos santos.

Deus apresenta o fato de ele ser santo como a razão decisiva para que nós sejamos santos

        No entanto, queridos, não paremos por aí. Deus ainda continua falando conosco através de 1 Pedro 1.16.

        Deus não parou na frase imperativa “sede santos”. Ele continua: (sede santos,) porque eu sou santo”. E é aqui, exatamente nesta oração, que encontramos um mistério extraordinário. Deus não para na oração imperativa. Ao contrário, mostra-nos um motivo por causa do qual nos temos que obedecer a sua ordem. Ele diz seja santo, por esta razão: porque eu sou santo.

        Enquanto eu refletia sobre esta oração, estive pensando: eu não tenho o direito de chegar para você e dizer: “Corte o seu cabelo igual ao meu!”. Aí você me pergunta: “Por que eu devo fazer isto?” Então eu respondo: “Porque eu cortei desta forma!”... Ora, o fato de eu ter cortado o meu cabelo de um jeito não sugere em si que você deva cortar o seu da mesma forma.

        Entretanto Deus, por causa da excelência da posição hierárquica que ele possui, não havendo ninguém acima dele, pode chegar para mim e para você e dizer:

        – Filhinho!

        – Sim, Deus. Eis me aqui!

        – Seja santo!

        – Mas por quê, Deus?

        – Porque eu sou santo!

        Eu penso que Deus, quando proferiu este período para Israel (Pedro buscou esta palavra lá em Levítico 11.44. Há uma intertextualidade aqui.), estava de certa forma dizendo: “Olha! eu sou o modelo, eu sou o padrão, o paradigma. Vocês têm que ser iguais a mim, tem que ser parecidos comigo. Vocês têm o meu DNA espiritual. Eu sou o seu pai.”

        Então, irmãos, não sejam iguais ao seu vizinho não crente. Não sejam iguais a essas pessoas famosas que diariamente são veiculadas pela mídia, as quais não têm Jesus. Há muitas pessoas querendo ser iguais ao Luan Santana, ao Neimar, etc. Nós temos em Cristo o modelo dos modelos; o paradigma dos paradigmas. Todas estas pessoas famosas algum dia não serão sequer lembradas. Mas o nosso Deus é o pai da eternidade.

CONCLUSÃO

        No salmo 90. 1-2, está escrito: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.

        Portanto, irmãos, é tempo de darmos um passo além no que diz respeito à santidade. O Deus a quem servimos é eterno. Logo, santidade também o é. A primeira definição, da qual eu falei anteriormente, define a santidade como “atributo de Deus pelo qual ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mal e impuro.

        Finalizando esta mensagem, eu tenho que lhe dizer uma coisa: de nada adianta adquirirmos um vasto conhecimento sobre santidade, se nós não andarmos com Deus. Por isto, não abra mão do seu momento a sós com ele. Deus é a fonte da nossa santidade.

        Sabe o que Deus disse a Abraão? “Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”, Gn 17.1.

        Termino esta mensagem com 1 Pedro 1.13-16:

        Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.