quinta-feira, 29 de abril de 2010

JUSTIFICAÇÃO DA PRÁTICA DA MENTIRA PELO CONCEITO DE DIPLOMACIA

          [...]
          Tornou-se habitual as pessoas dizerem “eu o amo” de forma automática, sem pensar no sentido que estas palavras possuem. Então dizem “eu o amo” por obrigação, porque isto foi convencionado pela sociedade.
          Não sei se você irá concordar comigo (...). Penso que vivemos em uma sociedade para a qual a prática da mentira se tornou “inevitável” (é lamentável que tenha chegado a este ponto!). Criaram-se, inclusive, vários argumentos cuja finalidade se resume na justificação da mentira. É o caso do conceito de “diplomacia”.
          Por exemplo:
          “Duas mulheres (amigas) estão, em uma mesma casa, se aprontando para uma festa. O nome de uma é Maria e o nome da outra é Joana. Em certo momento, Joana, já pronta para sair, pergunta à sua amiga Maria:
          – Maria, como eu estou? Estou bonita?
          Maria olha, percebe que os cabelos dela (de Joana) não estão bem penteados, a maquiagem não ficou legal... Além disso, Maria nunca achou que Joana fosse bonita e pensava consigo mesma: ‘Joana deveria se cuidar mais... Fazer alguns exercícios físicos para ficar em forma’. Maria, diante da pergunta da sua amiga, pensa em dizer-lhe a verdade, mas... sabe que, se fizer isto, poderá deixá-la triste e até mesmo colocar em risco a sua amizade. Então resolve mentir e responde à pergunta de Joana, da seguinte forma:
          – Joana, você está linda!”
          Este é um pequeno exemplo no qual, na maioria dos casos, prefere-se mentir a dizer a verdade. Neste caso, é comum justificar-se a mentira, dizendo-se que ela foi praticada por uma questão diplomática. Lamentavelmente, a mentira tem estado enraizada no seio da sociedade. Isto se tornou tão grave, que, de tanto ouvir a mentira, as pessoas não estão preparadas para ouvir a verdade. “A mentira se tornou a verdade, e a verdade ficou em segundo plano”.
          É preciso resgatar o genuíno conceito de verdade e reeducar as pessoas para que elas não tenham mais medo da verdade e venham novamente a apreciar os seus frutos. Isto não é uma tarefa fácil!
          Vivemos em uma época em que os valores morais saudáveis estão se tornando obsoletos. A maioria dos jovens de hoje não tem a vida familiar como um ideal. Preferem viver dissolutamente, sem se prenderem em um compromisso familiar.
          Vejo a família como a base da sociedade. Logo, se ela for destruída, a sociedade também será.
          [...]

DEUS CONHECE AS NOSSAS NECESSIDADES

            Outro dia, após alguns minutos de íntima comunhão com Deus, senti alguns pensamentos subirem à minha cabeça, questionando o fato de eu não haver orado por algumas coisas que considerava prioridade. Refleti sobre isto e constatei o óbvio: a oração não é um momento unicamente nosso. É Deus quem tem que estar em primeiro lugar, para que possa trabalhar em nosso coração, comunicar a sua vontade e produzir o crescimento necessário.
            Portanto, quando começamos a orar, estando a sós com Deus, é normal que não saibamos aonde vamos chegar. É como entrar em uma aeronave cujo piloto é o Espírito Santo. Ele nos faz voar alto! Entretanto, não temos medo, pois “o amor lança fora todo medo” (ele nos ama e nós também o amamos, pois para isto nascemos).
            Hoje, quando orando me deixo conduzir pelas asas do Espírito e, passado algum tempo e terminada a oração, percebo que não intercedi por tudo que deveria, conforto o meu espírito na certeza de que Deus conhece as minhas necessidades e cuida de todas elas.
            Que Deus nos revele os profundos mistérios da oração e nos capacite para “chamarmos à existência as coisas que não existem”! E que a certeza de que Deus cuida de todas as nossas necessidades libere a nossa mente para, em Cristo, voarmos alto, nos mais brilhantes lugares das “regiões celestiais”, para onde ele nos conduziu! Graça e Paz!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CONVERSA DE IDOSO

       Chapelão de palha na cabeça e expressão cansada de velhice, Teobaldo, orgulhoso, falava em silêncio consigo mesmo, enquanto de pé observava atento o tráfego de ônibus, não querendo mofar no ponto, por conta de um descuido qualquer: “oitenta anos... é chão pra daná!” Uma coceira crônica na garganta, nesse momento mais insuportável que em outros, o faz encher os pulmões para tossir. Foi quando a mão pesada do Francisco estalou nas costas do nosso velho. A tosse saiu aguda como um grito de criança. “Teria sido pior”, pensaria mais tarde, “se a dentadura tivesse caído. Já imaginou que vexame!”
       Francisco, que não era preto nem branco, regulava idade com “– Sô Baldinho” (assim o chamava Francisco). A calça, social e desbotada, tinha-a quase debaixo das axilas. Era mantida assim por uma cinta bem apertada. Chiquito (apelido que ganhara na infância) pertencia ao grupo daquelas pessoas que gostam de falar alto, quando em público, e, enquanto conversam, ficam sapateando, dando voltas ao redor do interlocutor como se fossem um galo.
       Com um riso sarcástico, apertou a mão do seu colega:
       – E aí meu velho?! Eu tive um cachorro que morreu com essa tosse, hem!
       – Tá me achando com cara de cachorro, maracujá de gaveta?!
       Riram novamente os dois. Teobaldo cutucou a farta barriga do colega, que quase pisou o pé de uma senhora mal-encarada que estava ao lado. Pediu desculpa sem graça. Voltou-se para o Baldinho. Olhou ao redor por alguns segundos... e perguntou, como se já soubesse a resposta:
       – E o Sebastião, ainda é vivo?
       – Ué, não ficou sabendo? Morreu há três anos. Segundo a minha cunhada... tadinha dela: não se conforma com a viuvez..., quando o dia amanheceu, ele, que sempre acordava cedo, nesse dia continuou deitado. Mariquinha foi ver: estava morto!
       – Mas não foi o Afonso que morreu dessa forma?
       – Você está confundindo as bolas. Afonso está por um fio. Um pé e meio já está na cova, mas está vivo ainda. Maldito! Me pediu dez reais uma vez. Disse que estava trocando a janta pelo almoço. Fiquei com pena, e sabe como é?! Até hoje nada. Aquele tem que sofrer mesmo.
       Apertando um pouco mais a cinta, Francisco lamentou em voz baixa:
       – Brincávamos tanto quando criança... Nunca imaginei que fosse se transformar em um mau caráter. Mas também, Baldinho, o que é dez reais para você amaldiçoar o velho?
       – Ah, esqueça! Me diga uma coisa: e aquela cambada de irmãos que você possui, ainda tem mais dois vivos, não tem?
       – Sinto te informar, meu nobre, mas só este velho está de pé ainda. Sou osso duro de roer. De vez em quando a pressão sobe, sinto umas pontadas aqui, outras ali. Há cinco dias fui parar no hospital: colesterol alto. Olha só o resultado. – Meteu a mão no bolso e tirou uma cartela com dez comprimidos. – Já vi a morte cara a cara e ainda estou de pé para contar história.
       Nessa altura do diálogo, um ônibus amarelado de poeira com destino a um bairro chamado Fernandó parou ao sinal de um grupinho de pessoas cujo sotaque as denunciava como gringas. Teobaldo, após despedir-se de seu amigo, entrou nesse ônibus. Talvez tenham se encontrado outras vezes e conversado sobre o mesmo assunto..., se o destino não interveio mudando o curso da história.
       A minha colega e eu achamos interessante esse diálogo. Rimos um pouco, mas achamos interessante. Jovens que somos, não estamos acostumados a olhar ao nosso redor e ver a maioria das pessoas que cresceram conosco, no outro lado da vida. Não deve ser confortante olhar à volta e constatar que os nossos já se foram. Um pouco de humor e jogo de cintura talvez nos capacitem para melhor vencermos os desafios da vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A NECESSIDADE HUMANA DE BUSCAR SABEDORIA NO CRIADOR, A ÚNICA FONTE DE VIDA QUE POSSUÍMOS

I. INTRODUÇÃO

        Queridos irmãos e irmãs em Cristo, Graça e paz a todos vocês! É, para mim, uma grande alegria poder assumir esta tão nobre responsabilidade, ou seja, a de trazer, nesta noite, uma mensagem que tenha fluído do coração do nosso Deus e, por isso, vá ao encontro dos desígnios dele para conosco.
        Como sei que sou falho em minha humanidade, repito agora, em público, a invocação que, em particular, tenho feito ao Senhor, enquanto desenvolvia o tema desta mensagem: Senhor, usa-me segundo a tua vontade. Que a unção do teu espírito esteja sobre mim! Que não seja a minha voz a falar, mas a tua através de mim!
        Aproveito este momento para agradecer, de coração, a confiança depositada em mim por este abençoado servo do SENHOR, o querido pastor desta igreja. Espero em Deus trazer uma mensagem que faça valer a pena o crédito que me fora depositado.
  • Leitura do Texto Base
        Dito estas coisas, convido-os a abrirem, com espírito de reverência, as suas Bíblias no capítulo noventa do livro dos salmos. Leiamos os versículos de nove a doze:
        “9. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. 10. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. 11. Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12. Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.
  • Invocação ao Senhor
        Oremos ao SENHOR:
        Pai amado e bendito, criador de todos as coisas, “sem ti nada podemos fazer”. Tu és a “videira verdadeira”, de ti dependemos constantemente. E, por estarmos cientes disto, pedimos a ti que use o meu intelecto, o meu espírito, a minha boca..., o meu ser por completo. Que o teu poder se manifeste através deste sermão e que, segundo a tua soberana vontade, atenda ao mais íntimo clamor que flui do coração do teu povo. Que todos digam amém!”


II. DESENVOLVIMENTO
  • Delimitação do Tema
        O salmo no qual se encontram os versículos que selecionei para ser o trecho-base desta mensagem, ou seja, o salmo noventa, recebe em minha bíblia o seguinte título: “A Eternidade de Deus e a Transitoriedade do Homem”. No caso desta mensagem, que se baseia principalmente no versículo 12, o tema e o título são o seguinte: “A NECESSIDADE HUMANA DE BUSCAR SABEDORIA NO CRIADOR, A ÚNICA FONTE DE VIDA QUE POSSUÍMOS”. Portanto, fixem em seus intelectos o versículo “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”. Ele será a espinha dorsal deste sermão.
  • Contexto do Versículo 12
        A primeira pergunta que surge, referente ao presente tema é a seguinte: “qual é o contexto deste versículo?” Moisés, escritor deste salmo, estava confrontando as características opostas do homem e de seu criador, a saber, a eternidade deste e a transitoriedade daquele. Entretanto, o foco principal da reflexão de Moisés não está na transitoriedade do homem, mas nos atributos de Deus, que o tornam digno da nossa adoração e do nosso louvor e o estabelecem como a única pessoa capaz de completar o nosso ser.
  • A figura da Relação entre o Sol e a Terra
        Assim como o sol completa a Terra, e lembremos que não é o sol que gira ao redor da Terra mas sim esta ao redor do sol, Deus nos completa. Penso que a figura da relação entre o Sol e a Terra reflete bem a relação Deus-homem.
        Vejamos:

        1º. A Terra, sem o Sol, seria gelada e não possuiria as condições necessárias à vida. Seria, portanto, um planeta morto. Também assim é o cristão sem Deus: está morto espiritualmente. O que diz Paulo, quando escreve aos efésios, no versículo 1 do capítulo 2? “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” Estávamos, portanto, Mortos. E por que estávamos mortos? O próprio Paulo responde no versículo 11 e 12 do mesmo capítulo: “11. Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12. naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.”

        2º. A Terra não possui luz própria. É o Sol quem produz a luz que a ilumina e, assim, permite que os seres que nela habitam possam exercer o sentido da visão. Gn 4.10: “E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.” Jo 1.5: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” Nós, os gentios, estávamos em trevas, mas a luz, Cristo, brilhou e, agora, nós podemos nos achegar ao SENHOR com consciência pura e tranquila. Você quer poder enxergar tudo o que está ocorrendo a sua volta e não ser confundido? Vejamos o que Jesus disse aos discípulos (Jo 11:9-10): “9. Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; 10. mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.” Aplicando isto à vida espiritual, andando na luz do Evangelho, você não será confundido; mas se, ao contrário, você se afastar dos caminhos do SENHOR, tropeçarás.

        3º. O Sol é o grande responsável pelas fontes de energia que estão disponível no planeta Terra. As quais, além da energia solar, são a energia eólica, a energia hidrelétrica e a termoelétrica, entre outras. A energia eólica é aquela que é produzida pelo vento. Mas quem produz o vento, senão o Sol, através do deslocamento de ar que provoca com o seu calor? A energia hidrelétrica é aquela que é produzida a partir do movimento das águas. Mas quem permite que as águas se movimentem nos rios, senão o Sol que as recolhe no estado gasoso e, depois, as despeja sobre a terra seca em forma de chuva? A energia termoelétrica é aquela que é obtida a partir da queima de combustíveis, como o carvão e o petróleo, que, por sua vez, são derivados de matéria orgânica fossilizada. Como a matéria orgânica foi em geral sintetizada por processos fotossintéticos (e a fotossíntese se utiliza da energia solar), ela tem energia solar. Deus é a nossa fonte de energia, ou seja de poder, como está escrito nas Escrituras a cerca do rei Davi: “Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o SENHOR dos Exércitos era com ele.” (1 Cr 11.9) Davi não estava crescendo por causa dos seus atributos pessoais, mas sim porque o SENHOR era com ele. Jó 9.4: “Ele é sábio de coração e grande em poder; quem porfiou com ele e teve paz?” Jó 25.2: “A Deus pertence o domínio e o poder; ele faz reinar a paz nas alturas celestes.”
  • Transitoriedade do Homem
        Moisés, ao longo do salmo, reconhece que o tempo do homem na Terra é curto. No versículo 10, ele afirma: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.” Então, de posse desta compreensão, ele faz a Deus um pedido extraordinário, pede-lhe a capacidade de se tornar sábio. E eu lhe pergunto: você tem buscado sabedoria? Tem pedido isto a Deus?
        Claro que não estou me referindo à sabedoria deste século, que é frágil e duvidosa, mas a que vem do SENHOR. 1 Co 2.6-7: “6. Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada;7. mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória.” Veja que maravilhoso! Deus já preordenou desde a eternidade uma sabedoria para nossa glória. Por isso, temos que ter a ousadia de tomar posse desta herança e viver a intensidade desta benção.
  • O Sábio Salomão
        Quem, além de Moisés, foi o outro grande homem de Deus que, quando recebeu a visita do SENHOR em sonho, lhe pediu sabedoria? Vamos conferir isto em 1 Reis, 3.5-13: “5. Em Gibeão, apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê. 6. Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê. 7. Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me. 8. Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar. 9. Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo? 10. Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. 11. Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; 12. eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá. 13. Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.
        Mas o que o sábio Salomão diz a respeito da sabedoria? Diz, porventura, que ela foge de nós? Ou que ela é inacessível? Pelo contrário, ao lhe fazer referência, afirma (Pv 1.20-21) “20. Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz; 21. do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras:” E não é isto que vemos hoje! A palavra da verdade tem sido pregada. Nós a ouvimos na igreja, através da televisão, dos rádios. Nós a lemos porque possuímos um exemplar do livro sagrado que a contém... A própria natureza -- o mundo visível, as coisas observáveis... -- nos prega a palavra de Deus. Leia comigo os versículos 19 e 20 de Rm 1: “19. porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;”
  • A Sabedoria Deste Século
        Ao refletirmos sobre este último versículo, surge uma pergunta que eu considero inevitável: Por que muito “entendidos”, cientista, estudiosos, apesar de terem os seus olhos voltados para o universo, para o genoma dos seres vivos etc., afirmam, por exemplo, que Deus não existe, que o universo surgiu por acaso, que o ser humano é nada mais que um ser vivo que evoluiu a partir dos macacos? Eu acredito sinceramente que Isaias 44.18 responde: “18. Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender.
        Somente a luz do SENHOR pode nos capacitar para compreendermos profundamente as grandezas do nosso Pai celestial!

III. CONCLUSÃO

        E para finalizarmos a nossa mensagem de hoje, um texto profético, proferido pelo sábio Salomão, e uma súplica poderosa emitida pelo Apóstolo Paulo. Leiamos, primeiramente, o texto profético, que se estrutura da seguinte forma: condição, finalidade, condição novamente e palavra profética, com explicação.
  • Pv 2.1-6
        “1. Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, 2. para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, 3. e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, 4. se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, 5. então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. 6. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.”
  • Ef 3.14-20
        “14. Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, 15. de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, 16. para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; 17. e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18. a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19. e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. 20. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, 21. a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”
        Fiquem com Deus!

domingo, 4 de abril de 2010

TESTANDO UM NETBOOK

          Neste momento, estou diante do meu netbook (comprei-o ontem) e penso em escrever alguma coisa. Quero testá-lo! Engraçado: nada vem à mente... Exceto essa idéia estranha de escrever sobre o que estou escrevendo, o fato de não haver nenhuma idéia brilhante.
          Mas, pensando bem, este poderá ser um bom ponto de partida. É em um terreno baldio que, através do trabalho dos construtores, se estabelece uma grande construção.
          A produção textual pode também ser comparada à arte de tecer, ao trabalho da pessoa que vai tricotando até produzir uma bela blusa.
          Todavia, posso afirmar que já atingi o meu objetivo, que era apenas escrever algo. Não tenho do que reclamar, caso resolva parar por aqui. No entanto, não nego que uma vontade palpitante, de dar uma razão significava a este texto, constrange-me a continuar explorando a “inspiração” (ou talvez deva dizer: a falta de inspiração) que o deu à luz. Eis que, enquanto prossigo, embrenho-me em um metatexto, um metapensamento, como se pode ver claramente.
          Lembro-me que, quando eu era adolescente, tinha uma certa dificuldade em redigir textos: preocupava-me muito em criar um bom início. Acabava não escrevendo nada.
          Certa vez, imaginei que este era o grande entrave. Resolvi, então, reverter a minha preocupação, de forma que, daquele dia em diante, o estilo estivesse em segundo plano, isto é, logo após a apreensão das idéias. Em outras palavras, eu deveria acima de tudo “jogar” as idéias no papel, sem grandes preocupações estilísticas.
          Para isto, busquei confortar-me com o fato de que eu poderia (e deveria fazê-lo) reescrever o texto, modificar o que não ficasse legal. A partir desse dia, confesso, comecei a ter maior facilidade para redigir. E descobri uma coisa, quando as idéias vêm, mesmo que comece do nada, o estilo as acompanha. Mas nem sempre o contrário acontece.