quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

VENCENDO A FÍSTULA DURAL ARTERIOVENOSA


Tudo começou quando um dia, ao me deitar, eu ouvi, no ouvido esquerdo, alguns sons parecidos com apitos de insetos. Fiquei preocupado pensando "Será que tem insetos no meu ouvido?".

Esses apitos pararam como se já não existissem mais. Porém reapareceram em outros momentos. E foram se tornando mais frequentes. Por fim, se tornaram contínuos, embora eu apenas os ouvisse em lugares silenciosos. Verifiquei, também, colocando o meu polegar em um dos meus pulsos, que o som que eu ouvia pulsava no ritmo das batidas do meu coração. Isso me levou a pesquisar a respeito no Google.

Diante de tal quadro, havendo passado um tempo significativo e orando a respeito, entendi que precisava reconhecer que aquele som era o meu corpo acendendo uma luz vermelha. Eu precisava fazer alguma coisa. Encarar o problema. Buscar a solução.

Resolvi contar para Juliana, minha esposa, o que estava acontecendo. A partir de então, após consultar-me com uma médica de clínica geral do posto de saúde, marquei uma consulta com um otorrinolaringologista para o dia 26 de setembro de 2024, às 18h e 20.

No dia da consulta, passei na creche de carro, por volta das 16h, peguei minha filha e fui para Miguel Pereira, onde seria a consulta. 50 minutos depois aproximadamente, cheguei a Miguel Pereira, dirigi-me ao local onde minha esposa trabalha e deixei a minha filha com ela. Aguardei alguns minutos e fui para o consultório do otorrino.

Após aguardar o atendimento de alguns pacientes, o meu nome foi finalmente chamado.

Relatei, com detalhes, ao otorrino o que estava acontecendo. Este examinou o meu ouvido e viu que tudo estava em ordem. Depois, levou-me a uma cabine e, usando os seus equipamentos, conseguiu ouvir o mesmo som que eu ouvia. Fez-me ouvir, também, e perguntou-me se aquele era o som que eu ouvia. Eu disse que sim.

Retirou-me da cabine, por fim, para conversar comigo. Denominou aquele som como "Sopro Pulsátil Craniano". Proibiu-me de pegar peso e de fazer atividade física. Solicitou que eu fizesse rapidamente uma Angioressonância. E elaborou um encaminhamento para o Instituto do Cérebro.

Enquanto ouviu o diagnóstico e as instruções, imaginei que estava recebendo tranquilamente aquelas informações. Porém, algo me provou o contrário: saindo da sala do médico e já chegando à recepção, tive uma tontura e percebi que eu poderia ter um desmaio.

Disse ao médico sobre a tontura. Ele me orientou que me sentasse em uma das cadeiras, afirmando que o mal-estar passaria. De fato, passou, após eu recobrar a minha consciência. Vi que eu estava no chão, deitado. O médico segurava as minhas pernas no alto, tentando recobrar-me do desmaio e os outros pacientes tentavam ajudar de acordo com suas possibilidades.

Diante de tamanho susto, o médico pediu-me que fizesse contato com algum familiar para que este viesse me buscar na clínica.

Liguei para a minha esposa e, assim que ela veio, contei-lhe detalhes do que havia acontecido. Penso que Deus usou aquele desmaio para que minha esposa ouvisse não só a mim, mas também ao médico (o que de fato aconteceu) e pudesse me ajudar, de posse de mais informações.

Diante daquele diagnóstico e das orientações do otorrino, marcamos a Angioressonância em uma clínica de Petrópolis. Este exame detectou que eu estava com Fístula Dural Arteriovenosa. Ou seja, de forma anômala, fluxo sanguíneo estava fluindo de uma artéria para uma (s) veia (s). Era necessário que tal condição fosse corrigida.

Tudo isso gerou em nós uma corrida contra o tempo. Pois entendíamos que estávamos diante de algo grave. Aquela Fístula poderia se romper. E qual seria a consequência de tal incidente?

Essa luz vermelha, que também havia acendido em minha mãe, irmãos e familiares (os quais me ajudaram bastante com orações, apoio e principalmente exigindo de mim mais celeridade), fez com que eu marcasse, às pressas, uma consulta com um neurologista, mesmo antes de eu marcar a revisão com o otorrino.

Ambas consultas (com o neurologista e com o otorrino) trouxeram luz à questão: era necessário fazer uma avaliação com um neurocirurgião, uma arteriografia e, por fim, o procedimento reparatório. Este poderia ser uma cirurgia (abrindo o crânio) ou uma embolização — procedimento que se dá por meio de um cateter o qual, após acesso à artéria pela virilha ou braço, chega onde a doença está e leva o material específico (cola, dentre outros) para a realização da intervenção no ponto exato.

Começamos a agir para agendar o procedimento, tendo em vista, primeiramente, o Instituto do Cérebro. No entanto, as portas se abriram para que o procedimento fosse realizado, através do SUS, no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis.

Chegando ao Hospital de Petrópolis, cumpri todos os requisitos burocráticos: assinatura de papéis, etc. E fui direcionado à Sala de Hemodinâmica, local onde eu deveria aguardar o horário de início do procedimento, previsto para aquele mesmo dia.

A enfermeira que ficou responsável por me auxiliar se chamava Vitória. Não demorou muito, fui presenteado com algumas furadas nos dedos, recebi um acesso venoso no braço. Tive a pressão aferida e ganhei alguns cabos colados no tórax para acompanhar os batimentos cardíacos.

Procurei manter-me em oração. Precisava ser fortalecido. Eu não tinha certeza se o procedimento seria realizado naquele dia, como estava previsto. Nem mesmo sabia qual seria o procedimento. Cirurgia... Embolização... Sabia que, primeiramente, realizariam a arteriografia. Esse era o exame que daria direção à equipe médica a respeito de qual procedimento adotar.

Restava-me, portanto, orar a Deus, confiar nele e crer que irmãos e irmãs ativados por Deus estavam "na brecha" pela minha vida.

Aquela tarde e início da noite passaram lentamente. E eu, cheio de cabos no corpo, não podia me mover livremente.

Por fim, chegou o momento desejado por um lado, porém temido por outro. Desejado, porque corrigiria aquela anomalia na qual uma de minhas artérias havia se metido. Temido, porque definitivamente eu não desejava permanecer vulnerável (sedado) diante da equipe médica, enquanto esta faria intervenção em meu corpo, artéria..., na região interna do crânio.

Eu não tinha escolha. Na verdade, havia orado para que Deus abrisse aquela porta. Ele havia atendido a minha oração.

Levaram-me para o local do procedimento. Fui em espírito de oração. Puseram-me no local do exame. Recebi mais agulhadas no corpo.

Não discerni quando terminou o exame e começou o procedimento, pois o efeito da anestesia me fez perder a consciência, como era de se esperar.

Terminado o procedimento e já de volta à Sala de Hemodinâmica, comecei a recobrar a minha consciência. Para a minha surpresa, enquanto recobrava a consciência, encontrei-me falando em línguas com uma desenvoltura incrível. As línguas fluíam como um rio, mesmo não havendo uma intencionalidade pré-determinada. Senti que eu não conseguiria controlar aquele fluxo. Na verdade, não tentei fazê-lo, pois senti que era algo de Deus.

Havia um profissional de saúde ao meu lado, acompanhando-me nesse processo. Este me perguntou: O que é isto que você está falando? São línguas estranhas? Balancei a cabeça afirmativamente. Ele continuou: Rapaz, gostei daquela oração que você fez.

Fui recobrando a consciência, até atingir os 100%. O efeito da anestesia e de outros medicamentos passou. As línguas cessaram. O profissional de saúde, cumprida a sua missão, se apartou de mim. E eu fiquei me perguntando a que oração ele estava se referindo. Não me lembrei de tê-la feito. Porém se a fiz, como ele afirmou, estou seguro de que Deus dirigiu as minhas palavras, de forma que elas cumprissem os desígnios que estavam no coração dele. Infelizmente, fiquei sabendo que o procedimento não havia sido concluído.

No dia seguinte (terça-feira), fui transferido para a UTI São Judas. Fiquei sozinho em um cômodo. Recebi visitas de vários profissionais: psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, o médico do hospital...

Para minha surpresa, a enfermeira que recebeu a incumbência de me assistir se chamava Vitória. Vitória? Como assim? Não era esse o nome da enfermeira do dia anterior?

Isso mesmo. Ela possuía o mesmo nome. Tal fato ativou a minha percepção profética: Estaria Deus se comunicando comigo? De fato, Deus fala através de sinais. E não apenas através de palavras. Ele fala de diversas maneiras. Cabe a nós aprender a discernir essas diversas formas.

Senti uma certa alegria ao imaginar que Deus poderia estar tentando se comunicar comigo. Fiquei em alerta. Deus é mesmo tremendo! Ele teria movido todo o sistema, as escalas, enfim, tentando dizer-me que eu seria VENCEDOR.

Terça-feira terminou. Apesar da alegria descrita acima, eu ainda lidava com a tristeza de saber que restava a parte B do procedimento. Eu teria que me submeter a um novo procedimento. Mais agulhadas... Anestesia na virilha... Cateter transitando através da artéria... Acesso no braço... Medicamentos necessários à realização do procedimento...

Quarta-feira chegou. Outra enfermeira se apresentou. Perguntou se eu estava precisando de alguma coisa. Disse que estava responsável por me assistir. Acrescentou que, se eu precisasse de alguma coisa, poderia apertar a campainha. Quando ela mencionou o seu nome, tive plena certeza de que Deus realmente estava falando comigo. Ela também se chamava Vitória.

Deus havia falado comigo. Havia confirmado a mensagem usando um número bíblico. O número TRÊS. Eu seria vitorioso. Glória a Deus! Restava-me somente persistir, continuar crendo e perseverando em oração.

Na quarta-feira à tarde, fui transferido para a UTI São José. Era um cômodo grande. Ali havia outros pacientes (alguns em estado muito grave), vários enfermeiros e outros profissionais da saúde prestando assistência.

Neste setor, como se poderia imaginar, havia mais falatório, tanto conversas agradáveis como desagradáveis. Era preciso ter sabedoria, continuar orando e crendo no favor de Deus.

A noite seguiu avançando. A essa altura, eu já estava sentindo o impacto de estar longe de casa (da família), longe da minha Bíblia, sem poder ouvir um louvor, preso naquela cama hospitalar e na rotina característica de um hospital.

Comecei a sentir muita angústia. O tempo passava de gota em gota. O sono não vinha. Eu rolava de um lado para o outro, por não encontrar boa posição para dormir. Além disso, não havia me conformado com a ideia de que haveria de passar por um segundo procedimento. Sabia que, quanto mais o tempo passava, mais próximo eu estava do segundo procedimento. Sabia que tinha que passar por aquele desafio, porém uma parte de mim desejava fugir do mesmo.

Nesse mesmo dia (quarta-feira), faltando cerca de uns 40 minutos para a meia noite, fui informado de que o procedimento aconteceria no dia seguinte. Disseram-me, também, que entrasse em jejum à meia noite. Jejum de tudo, inclusive de água.

Mesmo rodeado de temores e não desejando enfrentar o procedimento, alegrei-me, pois sabia que a luta precede a vitória. E Deus já havia falado que eu seria vitorioso. Era meu dever confiar no favor de Deus.

Todos estes fatores juntos, somados às oposições espirituais oportunas, geravam um peso de angústia (mal-estar, mal humor...) insuportável. Graças à misericórdia de Deus, consegui vencer aquela noite e a angústia que lhe acompanhava.

Chegou a quinta-feira. Outra equipe de enfermeiros deu início a escala. E eu sentia que precisava criar uma estratégia para evangelizar. Visto que, na quarta-feira, eu havia compartilhado com uma enfermeira o link dos meus louvores no YouTube, resolvi usar a mesma estratégia.

Ouvi uma enfermeira cantando trechos de louvores, enquanto trabalhava. Logo que tive a oportunidade, puxei conversa com ela e fiz a propaganda dos meus louvores, dando-lhe o endereço do meu canal no YouTube ( https://www.youtube.com/@denilsonnunes7932 ). Para a minha surpresa, ela acessou na mesma hora, no computador da enfermaria, os meus louvores, fazendo-os tocar, de forma que toda a equipe de enfermeiros, os pacientes que ali estavam bem como os demais profissionais da saúde os ouvissem.

Fiquei muito feliz, pois sabia que o nome do Senhor estava sendo glorificado. Todos ali estavam ouvindo o Evangelho através das letras que o Senhor me deu. Que em todos os lugares, oh Deus, seja o teu nome glorificado! Aleluia!

O tempo passou lentamente. Chegou a noite e, com ela, o momento de eu passar pela segunda fase do procedimento.

Levaram-me novamente para à Sala de Hemodinâmica. E, por fim, para o locar onde seria realizado o procedimento. Como já era previsto, passei pelos mesmos sofrimentos: agulhadas, dores, temores... No entanto, eu estava confiante no Senhor. Orando em todo tempo. Crendo que amigos, familiares e irmãos em Cristo estavam intercedendo pela minha vida. Isso me dava paz em meio à guerra. E eu sabia que Deus me daria a vitória.

A anestesia me fez perder a consciência. Acordei depois, na Sala de Hemodinâmica, com muita dor de cabeça e pressão nos ouvidos. Um enfermeiro me acompanhava nesse processo.

Nesse mesmo dia, levaram-me de volta à UTI onde estava.

A noite seguiu avançando até amanhecer o dia. Sexta-feira começava a todo vapor. Deram-me algo para comer. Já era hora de finalizar o jejum. Comi um pouco, mesmo sem fome, porém nada parava no meu estômago. Assim foi durante todo aquele dia. Nunca vomitei tanto na minha vida!

Em certo momento desse dia, presenciei a crise que uma paciente que estava ao meu lado teve. A princípio, ela estava normal. De repente, começou a reclamar de frio, o qual foi aumentando, aumentando..., até que ela começou a gemer de tanto frio. Pediu ajuda. A enfermeira que estava responsável por ela se aproximou, mas não conseguiu solucionar a questão.

A situação começou a piorar. Outros enfermeiros chegaram. Alguém ligou a manta térmica, mas não obteve o resultado esperado. Mais enfermeiros chegaram para ajudar. Por fim, chegou também o médico que, pela escala, estava responsável por aquela UTI.

A situação continuou se agravando. Tive a impressão de que ela estava à beira da morte, talvez na fronteira. Ou, como diria o rei e salmista Davi, atravessando o "Vale da Sombra da Morte" (Salmo 23). A essa altura, eu já estava intercedendo por ela. Intensifiquei a minha intercessão, pedindo mais insistentemente que Deus tivesse misericórdia dela.

E Ele teve. Louvado seja o nome de Senhor! Alguém sugeriu que retirassem o acesso venoso que haviam colocado nela. Assim fizeram. Não demorou muito, o frio começou a diminuir até parar completamente. E a paciente ficou bem.

De acordo com a conclusão a que aqueles profissionais chegaram, a crise de frio estava relacionada a uma infecção bacteriana através do acesso. Foi por isso que a crise terminou, diante do simples fato de retirarem o acesso.

No sábado, levaram-me para a enfermaria. Fiquei em um cômodo, onde já havia um paciente com a sua acompanhante.

Segui sem fome. Achava horrível o gosto dos alimentos. Somente alguns poucos itens eu conseguia comer. Sempre uma pequena porção. Não sei o que seria de mim, se o soro não fosse mantido no meu braço, pingando as suas gotas intermináveis...

Disseram que havia a possibilidade de eu ter alta no domingo. Alegrei-me imensamente.

Veio a tarde. Depois a noite. E, por fim, amanheceu o dia. Era domingo. E eu ansiava por ter alta.

Felizmente, recebi a visita da minha esposa. Conversamos bastante sobre vários assuntos. Inclusive sobre a minha filha, a qual, segundo a minha esposa, estava sentindo muita falta de mim. Alegrei-me, pois eu não era o único que sentia falta dela. O sentimento era recíproco.

Aqueles momentos com a minha esposa foram momentos de renovo. Pedi que ela orasse por mim. Quando ela o fez, senti o Espírito Santo trazendo renovo sobre a minha vida. Na mesma hora, lembrei-me de Jó 14.7-9, que diz: "Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta”. Lembrei-me, também, do hino "O Cheiro das águas", do Diante do Trono. Terminada a oração, nós o acessamos, usando YouTube.

Creio que Deus me fortaleceu, pois havia ainda uma grande luta a caminho. Certamente, eu estava mais fraco do que imaginava.

Estávamos esperando a comunicação de que eu estava de alta. Visto, porém, que, à medida que o tempo passava, nenhum profissional aparecia com tal informação, minha esposa se dirigiu ao setor que poderia nos esclarecer. Infelizmente, ficamos sabendo que a alta não se daria naquele dia, pois restava orientações por parte do neurocirurgião.

A alta ficou adiada para a segunda-feira. Eu teria que passar, ainda, mais uma noite no hospital.

O dia seguiu adiante. Veio a noite. Aquietei-me, evitando a proliferação de muitos pensamentos em minha mente. Isto eu o fiz porque sabia que precisava dormir, renovar as minhas forças. O corpo já reclamava daquele colchão duro. Virando de um lado para o outro, finalmente encontrei uma posição que convidou um sono profundo. Sono do qual eu estava precisando. Nesse dia, diferente dos demais, a enfermeira fechou a porta que dava para o corredor. Com isso, o cômodo ficou totalmente escuro.

Cerca de duas horas da manhã, enquanto eu dormia profundamente, uma grande opressão imergiu-me imediatamente em um confronto terrível. Um demônio fora enviado para causar danos em minha vida.

No mesmo instante, uma fraqueza envolveu o meu ser. Tentei levantar os meus braços, mas estes não ultrapassavam a distância de um palmo acima da cama. Inicie a oração de guerra, pois já havia compreendido que estava sob um ataque do reino das trevas. A oração, porém, por mais que eu me esforçasse, não fluía. Cada frase era produzida através de um grande esforço.

Insisti na oração de guerra, clamando a Jesus com toda minha força, enquanto repreendia aquele mal. Fui me fortalecendo, à medida que orava com mais autoridade dada por Deus. Até que aquele espírito se retirou.

O sono, porém, era cruel naquela altura da noite. Era por volta das duas horas da madrugada. Poucos instantes depois, já quase sendo vencido pelo sono, a mesma opressão caiu sobre mim. Dessa vez, o adversário veio com ainda mais fúria. E golpeava-me com toda força.

Novamente, não conseguia levantar os braços mais do que um palmo acima da cama. Dei início, mais uma vez, à oração de guerra. Clamava o nome de Cristo e repreendia aquele mal, ainda que com dificuldade. Fui perseverando e, com isso, levantando os braços cada vez mais alto. Até que, por fim, estava com as mãos completamente estendidas. Finalmente, senti que precisava moderar a minha voz para não acordar as pessoas com as quais estava compartilhando aquele cômodo.

Felizmente, aquele demônio se foi. E Deus me concedeu a vitória.

Este último confronto deixou-me completamente desperto. Eu sabia que precisava fortalecer-me em Deus. Por isso, decidi permanecer em oração, lendo a Bíblia do meu celular e meditando na Palavra de Deus. Somente por volta das cinco horas da manhã, quando as luzes já estavam acesas e muitos funcionários iniciavam suas escalas, eu voltei a dormir.

Pela misericórdia de Deus, chegou o dia da minha alta. Pude ver a natureza, o Sol... E voltar para os meus familiares, amigos, para a minha realidade.

Dentre as muitas coisas que Deus me ensinou através desta experiência, aprendi que, quando tudo está bem, temos uma certa sensação de segurança. Achamos que temos algum controle sobre a realidade. Dizemos que confiamos em Deus, mas, na verdade, uma boa parte da nossa confiança está depositada em nós mesmos, ou seja, na crença de que temos controle sobre alguma coisa.

Quando nos encontramos diante de experiências como a que vivi, nós nos deparamos com a nossa vulnerabilidade. Em tais situações, a única opção que temos é crer, confiar completamente em Deus. Sentimos que estamos diante da vida e da morte. Diante do fato de que Deus tem a última palavra. Do fato de que, se sou capaz de confiar em Deus para readquirir a vida, tenho que ser também para enfrentar a morte, caso seja esta a última palavra de Deus. O mesmo Deus que nos acolhe do lado de cá (ou seja, na vida), é poderoso para nos acolher do outro lado, pois, como diz a Escritura "Eu (Jesus) sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?". João 11.25-26

Retomo a pergunta de Jesus: “Você crê nisso?”. Quanto você está preparado para enfrentar os desafios da vida e da morte? O quanto você confia realmente em Deus?

Que seja este um momento de reflexão e de retorno a uma vida profunda em Deus, pois ele é a nossa Rocha!

Paz seja contigo!

 

Denílson Nunes

quinta-feira, 4 de junho de 2020

DEUS RECOMPENSA OS QUE O BUSCAM


Hebreus 11.6: “Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.” (NTLH)

Este versículo tem atraído a minha atenção nestes dias. Há algumas preciosidades nele que eu gostaria de compartilhar com você.
O escritor desta carta, neste versículo em especial, começa dizendo que a fé é o elemento principal que deve permear toda ação que tenha por objetivo agradar a Deus. No mesmo versículo, aparece um termo correspondente a fé: o verbo “crer”: “quem vai a ele precisa CRER que ele existe”.
Faço aqui uma pausa na minha argumentação para perguntá-lo: Você tem temperado com fé os seus esforços em agradar a Deus? Ou está cheio de dúvida e indecisão?
Avançando um pouco mais, temos que fazer a seguinte pergunta: além de referir-se a Deus, como sendo o alvo da fé (da ação de ‘crer’), a quem o trecho em questão se refere? (Ou seja, quem é o praticante da fé?) Resposta: Refere-se a “quem vai a ele” (“aquele que se aproxima do Senhor”, em outra versão).
Essa designação lhe é familiar? Ou seja, você se encontra entre “Aqueles que se Aproximam do SENHOR”? Caso não, o que você está esperando? A Bíblia diz “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55.6).
Agora que temos uma clara noção de qual é grupo de pessoas ao qual o versículo se refere, precisamos, estão, extrair as orientações-chave que podem nos fazer bem-sucedidos no desafio de buscar ao Senhor. Para tanto, faremos uso da seguinte pergunta: Em que tenho que crer (ter fé)?
a) Crer que ele existe. – Penso que esta é a exigência mais “tranquila”, por conta da nossa cultura, predominantemente cristã, e também por causa das fortes evidências da existência dele na criação e no nosso íntimo, pois fomos criados “a sua imagem e semelhança”. Apesar de tais fatores, penso que é indispensável a nossa constante meditação na Palavra do Senhor e nas evidências da sua existência. Salmos 1.2 diz: “Bem aventurado o homem que [...] tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
b) Crer que Deus recompensa os que procuram conhecê-lo melhor. – Creio que, para muitas pessoas, este item é o mais difícil. Talvez pensem assim: Será que Deus sabe, de fato, que eu existo? E, se ele sabe, será que se importa comigo? E, se ele se importa, por que tenho sofrido tanto e visto tanta pessoa que amo sofrer? Por que Deus me daria atenção, havendo tanta pessoa melhor do que eu no mundo? Eu sou tão pecador, imperfeito..., magoei tantas pessoas..., fiz tanta coisa errada... Até de Deus eu já falei mal. Por que ele se importaria comigo e atentaria para o meu esforço em tentar “conhecê-lo melhor”?
Apesar de suas falhas, você precisa acreditar. As Escrituras Sagradas estão repletas de afirmações de Deus dizendo que ele vai recompensar os nossos esforços em buscá-lo. O que diz João 3. 16? “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna”. Grande é o amor dele por você. E alguém que ama é também alguém que recompensa. Por isso, busque-o “enquanto se pode achar” e tenha a certeza de que ele o recompensará.
Veja o versículo 5 de Hebreus 11: “Foi pela fé que Enoque escapou da morte. Ele foi levado para Deus, e ninguém o encontrou porque Deus mesmo o havia levado. As Escrituras Sagradas dizem que antes disso ele já havia agradado a Deus.” – Por que Deus o levou para si? Porque ele o agradou.
João 14.21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. – Se você o buscar, além de amá-lo, ele vai se manifestar a você.
Jeremias 33.3 diz: “Clama a mim e responder-te-ei. Anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” – Se nós o clamarmos, ele revelará coisa extraordinárias a nós.
Concluindo, deixe que a fé no PRINCÍPIO DA RECOMPENSA DIVINA seja um combustível que o faz buscar a Deus cada vez mais. Paz e graça!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

NÃO RETENHAS O MEU DÍZIMO

        Graça e paz!

        Gostaria de convidá-los à leitura de Malaquias 3.10-12:

        10. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.

        Queridos irmãos em Cristo, é com alegria que venho aqui a frente, nesta oportunidade, dividir com a igreja uma experiência que tive com Deus na noite do dia 05 de setembro de 2010.

        Como os irmãos já podem deduzir facilmente, com base no texto que separei, é algo relacionado ao dízimo.

        Eu já dizimei em outra ocasião, mas infelizmente descuidei e acabei negligenciando esta área da minha vida. No momento, eu tenho contribuído, sem compromisso, com uma quantia variável e não proporcional aos dez por cento do meu salário.

        Entretanto, já há alguns meses, Deus tem despertado o meu coração para ser obediente a esta palavra de Malaquias. Vejam que Deus usa o verbo no imperativo afirmativo: “Trazei todos os dízimos”. Portanto, é uma ordem. E eu pensava comigo: “eu preciso voltar a ser fiel a esta palavra”.

        Porém, como todos sabem, não é tão simples dar o dízimo. E isto porque a mente humana tem dificuldade em entender o mistério que há por traz desta ação. A mente espiritual, entretanto, compreende. Esta situação produz uma guerra: de um lado, a mente espiritual inclina-nos para dizimar, pois acredita no mistério que envolve esta ação; de outro, a mente terrena não consegue vislumbrar a provisão de Deus e acha que, se dermos o dízimo, não iremos conseguir arcar com as nossas responsabilidades financeiras.

        Diante deste fato, eu comecei a pedir a Deus que me convencesse, me inclinasse para dizimar. E, enquanto Deus não me inclinava suficientemente, resolvi elaborar a seguinte estratégia: eu contribuiria inicialmente com uma pequena quantia e depois iria aumentando o valor, mês após mês, até atingir os dez por cento do meu salário. Continuei orando a Deus e pedindo a sua intervenção.

        Mas graças a Deus que, “assim como os céus são mais altos do que a terra, os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos caminhos e os pensamentos de Deus, mais altos do que os nossos pensamentos” (Is 55.9). Deus queria uma atitude mais enérgica de minha parte.

        No dia cinco deste mês (setembro de 2010). À noite. Eu já havia me deitado para dormir. Rolei na cama de um lado para o outro. E finalmente resolvi buscar ao Senhor. Todos já haviam se deitado e a nossa casa dormia tranquilamente...

        Orei sobre vários assuntos, inclusive sobre a questão do dízimo. Depois de um certo tempo de oração, pedi ao Senhor que falasse comigo. E Deus falou-me profundamente! Disse-me que eu não retivesse o dízimo. Lembrou-me do período em que eu fazia faculdade de Letras, o qual se estendeu de 2002 a 2005. Durante aqueles quatro anos, Deus me manteve contratado na Prefeitura de Paty do Alferes. Com o salário que recebia, eu custeava as minhas despesas pessoais, pagava a faculdade e ainda dizimava. E Deus me disse: “Eu supri as suas necessidades e nada lhe faltou”.

        Estou contando esta experiência porque Deus me autorizou e porque acredito que a mesma pode ajudá-lo a vencer a mente terrena e a colocar a vontade do Senhor em primeiro plano.

        Não sei como Deus tem falado ao seu coração. Creio que Ele quer agir poderosamente em nossa vida. Não apenas no que diz respeito ao dízimo, mas no que diz respeito a todas as áreas do nosso ser. E, por isso, requer de nós uma atitude mais enérgica e ousada.

        Aqui está o meu dízimo em obediência a palavra que Deus me deu. E que ele supra todas as minhas necessidades!

        Que o Senhor o fortaleça

domingo, 20 de abril de 2014

ATÉ AS AFLIÇÕES COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS

        I) INTRODUÇÃO

        Graça e paz!

        Queridos irmãos e irmãs em Cristo, é com muita alegria que venho à frente nesta noite para que Deus me use para pregar o Evangelho. Eu creio que o nosso Deus vai agir poderosamente em sua vida. E a alegria que, pelo poder de Deus, já está em seu coração ninguém poderá roubá-la.

        Amém!?

        Convido-os a acompanharem comigo o versículo que será a base desta mensagem: Romanos 8.28. Paulo faz uma revelação extraordinário neste versículo.

        Vejamos o que diz a palavra de Deus:

        Sabemos que 25 % das coisas que acontecem conosco cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, (...). É isto que diz a Palavra? Não!?

        Vamos tentar mais uma vez:

        Sabemos que 50 % das coisas que acontecem conosco cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, (...). É isto que está escrito? Não!?

        Mais uma vez:

        Sabemos que 75 %... É isto que diz as Escrituras? Não! Definitivamente NÃO!

        Diz a Palavra de Deus que “TODAS AS COISAS (três vezes) cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

        Diante desta palavra, gostaria de convidar aqueles que “amam a Deus”, mas somente os que amam a Deus, a se colocarem de pé por gentileza. Eu quero orar com você:

        [...]

        Podem se assentar.

        II) DESENVOLVIMENTO

        Louvado seja o nome do Senhor! Fico feliz por você ter se levantado em sinal de amor a Deus. Na verdade, ao fazer isto, você não está apenas dizendo a Deus que o ama. Está, também, dizendo a si próprio que o ama. E, desta forma, se identificando com este versículo que lemos. Ou seja:

        Você reconhece que Paulo não estava se referindo aos incrédulos, aos ímpios, àqueles que não têm Jesus no coração. Mas a mim e a você, que fomos chamados segundo o propósito de Deus, os quais amamos a Deus. Diga assim: “Eu amo a Deus!

        Portanto, quando Paulo diz que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, ele está dizendo que “todas coisas cooperam para o nosso bem”, pois nós o amamos. Diga assim comigo: Todas as coisas cooperam para o meu bem!

        Talvez você questione: Mas, Denílson, entender que as coisas boas que acontecem comigo: as vitórias, os meus momentos de alegria, etc., cooperam para o meu bem... isso é racional, isto faz sentido. Mas, quando Paulo diz todas as coisas, ele está se referindo também aos sofrimentos: as derrotas, as tristezas, as aflições, os medos, os sustos que levamos, etc. Como entender isto? Como é possível entender que os sofrimentos cooperam para o nosso bem?

        1) A nossa vida atual é cheia de sofrimentos

        Antes de respondermos a esta pergunta formulada por mim, que talvez seja a sua, precisamos entender claramente que é no contexto do sofrimento que Paulo declara que “todas as coisas cooperam para o nosso bem”.

        Vejamos o que está escrito no versículo 18:

        Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. (Diga assim: existe uma glória que será revelada em mim!)

        Paulo, neste versículo, põe duas coisas lado a lado: os sofrimentos e a glória. Porém, associa sofrimento ao presente. E glória ao futuro. Ou seja, a nossa realidade atual envolve sofrimento.

        E, se você continuar lendo os versículos seguintes, verá que o próprio universo sofre, pois está sujeito a “um poder destruidor que o mantém escravo”. Segundo Paulo, o universo aguarda com muita impaciência o momento em que Deus revelará quem realmente somos. Aí, então, será livre da corrupção e tomará parte na “gloriosa liberdade” dos filhos de Deus.

        No versículo 23, Paulo continua falando sobre o sofrimento que enfrentamos na nossa existência corpórea: “E não somente ela (ou seja, a criação, o universo), mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” O verbo “gememos” não deixa dúvida: a realidade na qual vivemos é cheia de sofrimentos.

        Jesus, em João 16.33, diz que “no mundo nós passamos por aflições”.

        (Por favor, não pense que eu estou aqui fazendo a apologia do sofrimento. Apenas quero pôr em evidência o contexto do nosso versículo-base.)

        Observe que, na segunda parte do versículo 23, Paulo tenta explicar por que sofremos. Ele diz: “aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. Em outra tradução, o mesmo trecho aparece da seguinte forma: “enquanto esperamos que Deus faça com que sejamos seus filhos e nos liberte completamente”.

        2) Por que há sofrimento na vida cristã?

        Para entender isto, vejamos a seguinte ilustração que eu mesmo criei para elucidar a nossa realidade:

        Imagine que você é um menor abandonado. Você não tem família. Vive na rua, pedindo às pessoas dinheiro e comida, revirando os latões de lixo... As suas roupas estão rasgadas, sujas, cheirando mal.

        A fome, o medo, o frio das noites o acompanham constantemente. Até os cachorros urinam encima de você, enquanto você dorme embaixo de alguma ponte ou em algum ponto de ônibus.

        Você não tem amigo. Os “amigos” que você pensa ter são pessoas que estão vivendo na mesma realidade que você e, por isso, roubam as coisas que você consegue com muito sacrifício.

        Você não gosta daquela vida. Entretanto, uma parte de você parece gostar. E, quando está sensação chega no auge, parece até que você é livre: ninguém o critica quando você se prostitui. Há, inclusive, uma certa adrenalina quando você rouba as pessoas na rua.

        No entanto, para sua surpresa, algo inusitado acontece. Um homem muito rico, estrangeiro, se apieda de você e resolve adotá-lo. Porém, por algumas razões, ele não pode levá-lo imediatamente para o seu país.

        Então ele o leva para um orfanato, a igreja, cujo diretor, o Espírito Santo, é alguém de sua confiança. E ali você passa a ter uma vida digna, regrada segundo a palavra de Deus.

        O homem rico lhe promete muitas coisas. Diz, inclusive, que tudo o que ele possui será também seu. Diz que você será o seu próprio filho e que a fama dele será também sua. E, como garantia de que cumprirá a sua promessa, ele lhe dá o Espírito Santo, o qual passa a habitar em você. E finalmente volta para o seu país, dizendo que “não o deixará órfão, mas voltará para levá-lo consigo e fazê-lo definitivamente seu filho”.

        Isso tudo é maravilhoso! Mas você percebe que continua tendo que cumprir algumas regras, que, para você, acostumado com o mundo, são difíceis. Você continua tendo vida social e se relaciona com o mundo. As pessoas a sua volta riem de você, quando você fala do homem que vai adotá-lo. Muitos o convidam para ir a bailes, para se prostituir, roubar... Tentam de todas as formas atraí-lo para um mundo totalmente diferente daquele mundo onde o Espírito Santo é o cabeça, o “nosso Consolador”.

        E o pior é que a força da carne e os argumentos do mundo, às vezes, são tão fortes que você fica dividido entre fazer a vontade de Deus e fazer a vontade do mundo e da sua carne. Essa luta interna se manifesta através de uma dor chamada sofrimento.

        Quando você deita a cabeça no travesseiro, você se lembra de que tem uma promessa de alguém que não pode mentir, que é fiel. Ele realmente o adotará como filho e o fará herdeiro de tudo. Isto é realmente extraordinário! Entretanto, a alegria de crer em tais coisas e aguardá-las ardentemente, às vezes, se transforma em um olhar para a realidade a sua volta, e você percebe que a adoção ainda não acorreu, pois não é algo para o presente, mas para o futuro.

        E sabe o que Paulo diz a este respeito em 1ª aos Coríntios 15.19? “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”

        Precisamos lutar para que a alegria de termos uma promessa que vai se cumprir no futuro seja maior do que o sofrimento que se origina do fato de ainda não termos sido adotados por Deus e, por isso, ainda vivermos em um corpo corruptível, limitado, que nos entristece, pois atrapalha a nossa vida com Deus. Segundo Joyce Meyer, “Se sabemos que as provações são um fato da vida, devemos tomar a decisão de não permitir que elas roubem a nossa paz. Se elas fizerem isso, também roubarão a nossa força.” (Citar Joyce Meyer)

        Voltando para Romanos 8, vemos que, nos versículos 24 e 25, Paulo continua explicando a razão do nosso sofrimento. Ele afirma “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.

        Observe que, na primeira parte do versículo 24, Paulo afirma que “fomos salvos na esperança”. Ou seja, é algo que não se manifestou ainda em termos palpáveis. Nós ainda vivemos em um corpo de carne e enfrentamos diversas aflições neste mundo.

        Agora seja sincero com você mesmo (a): esperar é algo saboroso ou é algo doloroso? Imagine algo que você quer muito... Não é difícil perceber que esperar é algo doloroso, é algo que envolve sofrimento.

        3) O bom propósito do sofrimento cristão

        Mas graças a Deus que o Espírito, que sabe muito bem disto, nos ajuda na nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos que não podem ser explicados por palavras.

        É neste contexto que o apóstolo da graça afirma que “todas as coisas cooperam para o nosso bem”.

        Agora pense comigo: se Paulo estava falando principalmente sobre sofrimento nos versículos que antecedem o versículo 28, é lógico que aquela palavra (sofrimento) foi incluída pela mente de Paulo na expressão “todas as coisas”.

        Ora, se o sofrimento próprio da vida cristã produz algo de bom em minha vida, então eu tenho que olhar para ele de outra forma. Que tal dizermos como disse Paulo após ouvir Deus lhe falar que a sua graça lhe bastaria porque o seu poder se aperfeiçoa na fraqueza? Paulo disse, II Coríntios 12.10: “(...) De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

        Paulo conseguiu ver um bom propósito nos sofrimento. Percebeu que o sofrimento o aproximava de Deus.

        4) Qual a importância de ver no sofrimento próprio da vida cristã um instrumento de Deus?

        Talvez o irmão pergunte: qual a importância de ver no sofrimento próprio da vida cristã um instrumento de Deus? A importância é que você não entra em desespero. Você passa a entender que Deus está trabalhando em seu caráter. E, como Paulo, você passa a ter prazer no sofrimento.

        Não estou dizendo que você deva ficar inerte diante do sofrimento. Mas sim que deve entender que existe um aprendizado que ocorre através do sofrimento.

        Quando Deus olha para nós e age em nós e através de nós, ele faz isto tendo em mente o seu plano central, isto é, o plano da salvação. A razão da sua existência na Terra é ser salvo por Deus e ser instrumento de Deus para salvação de outras pessoas. Ele está na direção não apenas de sua vida, mas também das coisas que acontecem ao seu redor, as quais de alguma forma o influenciam.

        III) CONCLUSÃO

        Finalizando a mensagem, quero alertá-lo de ainda outra revelação tremenda que há no nosso versículo-base: quando você se identifica como sendo pertencente ao grupo daqueles que amam a Deus, automaticamente está se identificando, também, como sendo pertencente ao grupo daqueles que “foram chamados segundo o seu propósito”. Não é por acaso que você está na presença de Deus. Ele o atraiu pela sua graça. Por isso, confie! E não permita que as aflições desta vida retire a alegria de saber que o Senhor jamais o abandonará.

        Na sua imensa sabedoria, misteriosamente, ele faz com que até as aflições cooperem para o nosso bem. Portanto, nunca fique prostrado. Levante a cabeça e atravesse o deserto com a cabeça erguida “olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé”. Rm 12.12-13 “Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que se não extravie o que é manco; antes, seja curado.” E que as bênçãos do Senhor se renovem sobre a sua vida! Amém!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

CONVERSÃO EM POUCAS PALAVRAS

        Por ter sido criado num lar cristão, eu conhecia as principais doutrinas do cristianismo. Entretanto, não havia ainda me comprometido com Jesus.

        A inclinação para a prática de coisas erradas, mundanas, me fazia errar em muitas coisas. E eu sabia que, na forma em que me encontrava, eu não seria salvo, pois “a salvação é pela fé” e eu não tinha a fé salvadora.

        Certa vez sofri algumas decepções nas minhas amizades e, juntamente com isso, comecei a me entristecer, a sentir cede de Deus. A Palavra Bíblica começou a falar muito ao meu coração.

        O momento-chave da minha conversão, porém, ocorreu em um dia, à noite, no qual, deitado, eu ouvia o programa Cristo em Casa (Melodia) através do rádio que havia sido ligado por meu pai em outro cômodo.

        O Espírito Santo falou muito ao meu coração através da pregação e eu, chorando muito, entreguei a minha vida a Jesus.

        No dia seguinte, surgiu um pensamento: será que eu realmente fui salvo? Outro pensamento me disse: “A árvore se conhece pelos frutos”. A partir de então, comecei a analisar as minhas atitudes e, graças a Deus, pude constatar que eu realmente havia mudado. É por isso que hoje eu posso falar de Jesus para você.

sábado, 12 de abril de 2014

ILUSTRAÇÃO SOBRE O AR

        Eu me lembro que, certa vez – eu era criança, estava estudando no sexto ou sétimo ano do Ensino Fundamental... – a nossa professora de Ciências entrou em sala e começou a explicar-nos “o que era o ar e o vento”. Explicou-nos detalhadamente, deu alguns exemplos... E, por fim, fez a famosa pergunta: entenderam? Todos haviam entendido (pelo menos disseram que sim), exceto uma aluna.

        Então a professora explicou novamente, deu outros exemplos... e a aluna não entendeu. Explicou pela terceira vez, quarta, quinta... e nada. Até que a professora teve uma ideia – uma ideia infalível na sua concepção: agora sim! Agora ela faria com que a aluna entendesse “o que era o ar”, “o que era o vento”!

        Levou-a até o lado de fora da sala. Nós, os outros alunos, também fomos. Do lado da escola, uma árvore. O vento acariciava levemente as suas folhas. Então a professora apontou para o cume, onde os galhos mais finos e folhas moviam-se de um lado para o outro, e explicou-lhe que aquilo só era possível porque o vento, ou seja, o “ar em movimento”, tocava nos galhos daquela árvore. E novamente perguntou se a jovem havia entendido.

        A menina olhou para a professora, para os outros alunos. E, com um rostinho triste e ainda cheia de dúvidas, respondeu que “sim”, buscando se livrar daquela situação constrangedora. A professora, já no limite das suas possibilidades, preferiu entender que a menina estava sendo sincera.

        Atualmente, sabe-se que aquela menina, agora mulher, anda de biblioteca em biblioteca, devorando livros e mais livros, buscando entender o que é o ar e o vento...

domingo, 6 de abril de 2014

O PSEUDOPROGRESSO DO ÍMPIO E SUA CONSEQUÊNCIA NA VIDA DO CRISTÃO

I) INTRODUÇÃO

        Graça e paz à igreja do Deus Vivo, àqueles que foram chamados para serem santos! E se você se enquadra neste grupo, diga “Amém!”.

[ORAÇÃO]

        Desejei muito vir aqui à frente, após a leitura do salmo 73. O assunto desenvolvido por Asafe, autor deste salmo, é real e pode embaçar a mente do cristão, se este não estiver atento.

        Intitulei esta minha reflexão com o seguinte título: “O Pseudo (ou seja, o falso) progresso do Ímpio e sua Consequência na Vida do Cristão”.

        Em resumo, este é o tema que prevalece neste salmo.

        Não o lerei todo, mas somente os versículos que considero serem os principais.

II) DESENVOLVIMENTO

1) Breve resumo

        Asafe, em determinado momento de sua vida (ele era temente a Deus), cometeu o erro que a maioria de nós (ou talvez todos) já cometeu, comete ou cometerá em algum momento. Ele olhou para os ímpios, sua maneira de viver, as portas que são abertas para eles e concluiu que os ímpios eram mais bem-sucedidos que os tementes a Deus.

        Veja como ele se expressa nos versículos 2 e 3:

Porém, quando vi que tudo ia bem

para os orgulhosos e os maus,

quase perdi a confiança em Deus

porque fiquei com inveja deles.

2) Vida segundo a aparência

        Asafe estava vendo a aparência das coisas, estava vendo o transitório. A sua visão começou a ficar turva. Segundo René Descartes, “os nossos sentidos nos enganam”. E Salomão, que viveu bem antes de René Descartes, se antecipou e disse: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Provérbio 14.12)

        Vejam, parece direito, mas não é. É por isso que precisamos constantemente da direção de Deus, pois ele vê além da aparência.

        Asafe começou a achar que era mais vantajoso ser ímpio, não ter compromisso com Deus, viver na farra... e isso por quê? Porque começou a confiar na aparência, naquilo que estavam dizendo os seus sentidos físicos.

3) Argumentos mentirosos proferidos para nos tirar do caminho da verdade

        Quantas vezes no mundo as pessoas se armam de argumentos mentirosos e tentam nos convencer de que não vale a pena ser cristão? Olham para nós com desprezo e questionam ironicamente: “Você é crente? Não acredito...” O que querem com isto? Querem nos induzir a termos vergonha das nossas convicções. Outros vão ainda mais além e dizem: “Ser crente...: Não pode isso, não pode aquilo... Não se pode nada! Prefiro não ter religião...”

        Tais pessoas estão vivendo das coisas aparentes e transitórias. Não se dão conta de que os deleites do mundo vão acabar e que, certo dia, estarão diante de Deus, a quem terão de prestar contas pelas coisas que fizeram.

        Olhe à sua volta e examine a sua memória, certamente se lembrará de ter sido vítima destes questionamentos. Talvez na escola, na faculdade, no emprego, meio familiar, ou mesmo na sua comunidade, etc.

        Precisamos cumprir o “Ide” de Jesus para com essas pessoas, mas sem esquecer de que, no estado em que se encontram, estão perdidas e, muitas vezes, são instrumentos do maligno para nos tirar do caminho da verdade.

4) Vida cristã focada no agora, sem a devida projeção no futuro que há de vir

        Paulo afirmou em 1 coríntios 15.19: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (Em outra tradução: Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo.)

        Era assim que Asafe estava vivendo, tendo esperança em Deus apenas nesta vida. E qual foi a consequência deste comportamento na vida dele? Quase perdeu a confiança em Deus e começou a sentir inveja daqueles que não têm compromisso com Deus.

        Aproveito para levá-lo a um questionamento pessoal: Como está a sua esperança em Cristo? Você está olhando apenas para as coisas desta vida? Se a resposta for positiva, cuidado para não cair no mesmo erro de Asafe. Lembre-se daquela palavra que diz:

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

        Ou seja, o cristianismo aponta para algo tremendo, algo que há de se revelar no tempo determinado por Deus. E esse algo é tão maravilhoso (é tão tremendo!) que homem nenhum é capaz de imaginar.

        Paulo se empolga ao falar sobre esse algo. Em outras palavras, ele estava dizendo que aquilo que Deus tem preparado para nós que o amamos é tão grandioso e extrapola de tal maneira o nosso conceito de algo sublime que a única forma de fazer referência a tal coisa é dizer que ela é o que olhos não viram, ouvidos não ouviram, nem jamais penetrou em coração humano.

5) O desabafo de um homem fragilizado

        Voltando ao salmo 73, vemos, então, um homem fragilizado. Um homem a beira de perder a confiança em Deus, se sentindo inferior.

        Vejamos como Asafe se desabafa nos versículos seguintes:

4. “Os maus não sofrem;

eles são fortes e cheios de saúde.

5. Eles não sofrem como os outros sofrem,

nem têm as aflições que os outros têm.

6. Por isso, usam o orgulho

como se fosse um colar

e a violência, como uma capa.

7. O coração deles está cheio de maldade,

e a mente deles só vive fazendo

planos perversos.

8. Eles gostam de caçoar

e só falam de coisas más.

São orgulhosos e fazem planos

para explorar os outros.

9. Falam mal de Deus, que está no céu,

e com orgulho dão ordens às pessoas

aqui na terra.

        Versículo 12:

Os maus são assim:

eles têm muito e ficam cada vez mais ricos

        Versículo 13:

Parece que não adianta nada

eu me conservar puro

e ter as mãos limpas de pecado

        Diante destas declarações, claro fica que Asafe não estava vendo a vida com a ótica de Deus e, por esse motivo, começou a achar que a vida de santidade não tinha valor. Naquele estado em que se encontrava, só a misericórdia do Senhor podia restaurá-lo.

        Julgo esse tema importante, porque nós mesmos podemos incorrer no mesmo erro, se não estivermos atentos. O mundo está cheio de atrativos, formadores de opinião a serviço das trevas. Pessoas famosas no mundo da música, teatro, cinema, televisão... Vivem um padrão de vida baseado nos deleites e numa prosperidade oca, enganando a milhares de pessoas.

        Se você olhar para tais pessoas, tornando-as padrões para sua vida e seguindo os seus valores morais, sua maneira de viver, ensinamentos, etc. facilmente perderá o temor a Deus e começará a amar o mundo.

6) O esforço é o início da mudança

        Quanto a Asafe, graças a Deus ele não se conformou com aqueles pensamentos enganosos. Recusou-se a se sujeitar a conceitos superficiais e dedicou-se a procura da verdade. No versículo 16, está escrito o seguinte:

Em só refletir para compreender isso,

achei mui pesada tarefa para mim.

        Em outra tradução, o mesmo versículo aparece da seguinte forma:

Então eu me esforcei para entender

essas coisas,

mais isso era difícil demais para mim.

        Gosto dessa tradução e penso que é neste versículo, na expressão “me esforcei para entender” que está o segredo para sair de uma vida medíocre. Enquanto nos conformamos com uma compreensão superficial dos planos de Deus, somos jogados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina. É preciso esforçar-se, gastar tempo com Deus e na meditação em sua palavra.

7) Ao esforço se une o apelo à misericórdia de Deus

        Versículo 17:

até que entrei no santuário de Deus

e atinei com o fim deles.

        Outra versão:

Porém, quando fui ao teu Templo,

entendi o que acontecerá no fim

com os maus.

        Quando se fala em templo, santuário de Deus, neste contexto especialmente, fica em evidência um espírito de temor. Asafe sabe que não é capaz de achar a resposta por conta própria. Vai ao templo para ter um encontro com Deus. Nesse momento, a luz brilha em sua mente e ele compreende o destino daqueles que não querem saber de Deus.

        Aproveito para levá-lo ao seguinte questionamento: “O que o está inquietando? Você já esgotou as suas forças para entender tal assunto? Ou está tentando entender algo demasiadamente profundo com raciocínios superficiais? Já experimentou pedir ajuda ao Senhor?” Por ser a verdade, só ele pode levá-lo à compreensão da verdade das coisas.

8) O destino dos ímpios

        Asafe compreendeu o destino dos ímpios e nos revelou. Veja como ele se expressa do versículo 18 ao 20:

18. Tu certamente os pões

em lugares escorregadios

e os fazes cair na destruição.

19. Como ficam de súbito assolados,

totalmente aniquilados de terror!

20. Como ao sonho, quando se acorda,

assim, ó Senhor, ao despertares,

desprezarás a imagem deles.

9) A causa da visão turva da Asafe

        Do versículo 21 ao 22, Asafe explica porque estava confuso quanto às vantagens de ter uma vida com Deus e quanto à consequência da impiedade na vida daqueles que não querem saber de Deus. Assim ele se expressa:

21. Quando o coração se me amargou

e as entranhas se me comoveram,

22. eu estava embrutecido e ignorante;

era como um irracional à tua presença.

        Veja como a amargura é perigosa na vida de um crente. Ela nos impede de compreender os desígnios de Deus. Começamos a achar que Deus é injusto. Que não nos ouve mais. Conforme disse Asafe, ficamos embrutecidos como um ser irracional.

10) Compreensão dos planos de Deus

        Nos últimos versículos do salmo 73, vemos um homem diferente, restaurado. Após sair de uma dinâmica de raciocínio superficial, egoísta e focada no agora (no transitório), após buscar a ajuda de Deus, Asafe consegue compreender os planos de Deus. Agora, com discernimento espiritual, é capaz de olhar para além da vida presente e da aparência enganosa.

        Assim ele se expressa do versículo 23 em diante:

23. Todavia, estou sempre contigo,

tu me seguras pela minha mão direita.

24. Tu me guias com o teu conselho

e depois me recebe na glória.

25. Quem mais tenho eu no céu?

Não há outro em quem eu

me compraza na terra.

26. Ainda que a minha carne

e o meu coração desfaleçam,

Deus é fortaleza do meu coração

e a minha herança para sempre.

27. Os que se afastam de ti, eis que perecem;

tu destróis todos os que são infiéis para contigo.

28. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus;

no Senhor Deus ponho o meu refúgio,

Para proclamar todos os seus feitos.

III) COMCLUSÃO

        Quero destacar o versículo 26: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre”. Em outras palavras, Asafe está dizendo que, agora, tendo compreensão da vontade de Deus, ele não vai mais se abalar por qualquer coisa, e isso inclui o enfraquecimento do seu corpo e de seu coração. Ele vai continuar firme, mesmo em situações desfavoráveis.

        Que outro versículo bíblico é muito parecido com este? Você se lembra? Eu me lembrei de Habacuque 3.17-19. Assim se expressou o profeta:

17. Ainda que a figueira não floresça,

nem haja fruto na vide;

o produto da oliveira minta,

e os campos não produzam

mantimento;

as ovelhas sejam arrebatadas

do aprisco,

e nos currais não haja gado,

18. todavia eu me alegro no Senhor,

exulto no Deus da minha salvação.

19. O SENHOR Deus é a minha fortaleza,

e faz os meus pés como os da corça,

e me faz andar altaneiramente.

        Eu creio, irmãos, que a figueira, a vide, a oliveira e os campos vão produzir, haverá ovelhas e gados. Entretanto, se não houver estas coisas, seja como Habacuque e como o Asafe restaurado. Não abaixe a quarda! Continue firme, vendo o invisível. Deus não se esqueceu de você. Nem o esquecera. E então, no tempo certo, no tempo de Deus (e com esta palavra concluo a mensagem), se cumprirá aquela profecia que está em Malaquias capítulo 4:

        Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. 2. Mas para voz outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. 3. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos.

        Graça e paz!