domingo, 20 de abril de 2014

ATÉ AS AFLIÇÕES COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS

        I) INTRODUÇÃO

        Graça e paz!

        Queridos irmãos e irmãs em Cristo, é com muita alegria que venho à frente nesta noite para que Deus me use para pregar o Evangelho. Eu creio que o nosso Deus vai agir poderosamente em sua vida. E a alegria que, pelo poder de Deus, já está em seu coração ninguém poderá roubá-la.

        Amém!?

        Convido-os a acompanharem comigo o versículo que será a base desta mensagem: Romanos 8.28. Paulo faz uma revelação extraordinário neste versículo.

        Vejamos o que diz a palavra de Deus:

        Sabemos que 25 % das coisas que acontecem conosco cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, (...). É isto que diz a Palavra? Não!?

        Vamos tentar mais uma vez:

        Sabemos que 50 % das coisas que acontecem conosco cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, (...). É isto que está escrito? Não!?

        Mais uma vez:

        Sabemos que 75 %... É isto que diz as Escrituras? Não! Definitivamente NÃO!

        Diz a Palavra de Deus que “TODAS AS COISAS (três vezes) cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

        Diante desta palavra, gostaria de convidar aqueles que “amam a Deus”, mas somente os que amam a Deus, a se colocarem de pé por gentileza. Eu quero orar com você:

        [...]

        Podem se assentar.

        II) DESENVOLVIMENTO

        Louvado seja o nome do Senhor! Fico feliz por você ter se levantado em sinal de amor a Deus. Na verdade, ao fazer isto, você não está apenas dizendo a Deus que o ama. Está, também, dizendo a si próprio que o ama. E, desta forma, se identificando com este versículo que lemos. Ou seja:

        Você reconhece que Paulo não estava se referindo aos incrédulos, aos ímpios, àqueles que não têm Jesus no coração. Mas a mim e a você, que fomos chamados segundo o propósito de Deus, os quais amamos a Deus. Diga assim: “Eu amo a Deus!

        Portanto, quando Paulo diz que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, ele está dizendo que “todas coisas cooperam para o nosso bem”, pois nós o amamos. Diga assim comigo: Todas as coisas cooperam para o meu bem!

        Talvez você questione: Mas, Denílson, entender que as coisas boas que acontecem comigo: as vitórias, os meus momentos de alegria, etc., cooperam para o meu bem... isso é racional, isto faz sentido. Mas, quando Paulo diz todas as coisas, ele está se referindo também aos sofrimentos: as derrotas, as tristezas, as aflições, os medos, os sustos que levamos, etc. Como entender isto? Como é possível entender que os sofrimentos cooperam para o nosso bem?

        1) A nossa vida atual é cheia de sofrimentos

        Antes de respondermos a esta pergunta formulada por mim, que talvez seja a sua, precisamos entender claramente que é no contexto do sofrimento que Paulo declara que “todas as coisas cooperam para o nosso bem”.

        Vejamos o que está escrito no versículo 18:

        Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. (Diga assim: existe uma glória que será revelada em mim!)

        Paulo, neste versículo, põe duas coisas lado a lado: os sofrimentos e a glória. Porém, associa sofrimento ao presente. E glória ao futuro. Ou seja, a nossa realidade atual envolve sofrimento.

        E, se você continuar lendo os versículos seguintes, verá que o próprio universo sofre, pois está sujeito a “um poder destruidor que o mantém escravo”. Segundo Paulo, o universo aguarda com muita impaciência o momento em que Deus revelará quem realmente somos. Aí, então, será livre da corrupção e tomará parte na “gloriosa liberdade” dos filhos de Deus.

        No versículo 23, Paulo continua falando sobre o sofrimento que enfrentamos na nossa existência corpórea: “E não somente ela (ou seja, a criação, o universo), mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” O verbo “gememos” não deixa dúvida: a realidade na qual vivemos é cheia de sofrimentos.

        Jesus, em João 16.33, diz que “no mundo nós passamos por aflições”.

        (Por favor, não pense que eu estou aqui fazendo a apologia do sofrimento. Apenas quero pôr em evidência o contexto do nosso versículo-base.)

        Observe que, na segunda parte do versículo 23, Paulo tenta explicar por que sofremos. Ele diz: “aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. Em outra tradução, o mesmo trecho aparece da seguinte forma: “enquanto esperamos que Deus faça com que sejamos seus filhos e nos liberte completamente”.

        2) Por que há sofrimento na vida cristã?

        Para entender isto, vejamos a seguinte ilustração que eu mesmo criei para elucidar a nossa realidade:

        Imagine que você é um menor abandonado. Você não tem família. Vive na rua, pedindo às pessoas dinheiro e comida, revirando os latões de lixo... As suas roupas estão rasgadas, sujas, cheirando mal.

        A fome, o medo, o frio das noites o acompanham constantemente. Até os cachorros urinam encima de você, enquanto você dorme embaixo de alguma ponte ou em algum ponto de ônibus.

        Você não tem amigo. Os “amigos” que você pensa ter são pessoas que estão vivendo na mesma realidade que você e, por isso, roubam as coisas que você consegue com muito sacrifício.

        Você não gosta daquela vida. Entretanto, uma parte de você parece gostar. E, quando está sensação chega no auge, parece até que você é livre: ninguém o critica quando você se prostitui. Há, inclusive, uma certa adrenalina quando você rouba as pessoas na rua.

        No entanto, para sua surpresa, algo inusitado acontece. Um homem muito rico, estrangeiro, se apieda de você e resolve adotá-lo. Porém, por algumas razões, ele não pode levá-lo imediatamente para o seu país.

        Então ele o leva para um orfanato, a igreja, cujo diretor, o Espírito Santo, é alguém de sua confiança. E ali você passa a ter uma vida digna, regrada segundo a palavra de Deus.

        O homem rico lhe promete muitas coisas. Diz, inclusive, que tudo o que ele possui será também seu. Diz que você será o seu próprio filho e que a fama dele será também sua. E, como garantia de que cumprirá a sua promessa, ele lhe dá o Espírito Santo, o qual passa a habitar em você. E finalmente volta para o seu país, dizendo que “não o deixará órfão, mas voltará para levá-lo consigo e fazê-lo definitivamente seu filho”.

        Isso tudo é maravilhoso! Mas você percebe que continua tendo que cumprir algumas regras, que, para você, acostumado com o mundo, são difíceis. Você continua tendo vida social e se relaciona com o mundo. As pessoas a sua volta riem de você, quando você fala do homem que vai adotá-lo. Muitos o convidam para ir a bailes, para se prostituir, roubar... Tentam de todas as formas atraí-lo para um mundo totalmente diferente daquele mundo onde o Espírito Santo é o cabeça, o “nosso Consolador”.

        E o pior é que a força da carne e os argumentos do mundo, às vezes, são tão fortes que você fica dividido entre fazer a vontade de Deus e fazer a vontade do mundo e da sua carne. Essa luta interna se manifesta através de uma dor chamada sofrimento.

        Quando você deita a cabeça no travesseiro, você se lembra de que tem uma promessa de alguém que não pode mentir, que é fiel. Ele realmente o adotará como filho e o fará herdeiro de tudo. Isto é realmente extraordinário! Entretanto, a alegria de crer em tais coisas e aguardá-las ardentemente, às vezes, se transforma em um olhar para a realidade a sua volta, e você percebe que a adoção ainda não acorreu, pois não é algo para o presente, mas para o futuro.

        E sabe o que Paulo diz a este respeito em 1ª aos Coríntios 15.19? “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”

        Precisamos lutar para que a alegria de termos uma promessa que vai se cumprir no futuro seja maior do que o sofrimento que se origina do fato de ainda não termos sido adotados por Deus e, por isso, ainda vivermos em um corpo corruptível, limitado, que nos entristece, pois atrapalha a nossa vida com Deus. Segundo Joyce Meyer, “Se sabemos que as provações são um fato da vida, devemos tomar a decisão de não permitir que elas roubem a nossa paz. Se elas fizerem isso, também roubarão a nossa força.” (Citar Joyce Meyer)

        Voltando para Romanos 8, vemos que, nos versículos 24 e 25, Paulo continua explicando a razão do nosso sofrimento. Ele afirma “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.

        Observe que, na primeira parte do versículo 24, Paulo afirma que “fomos salvos na esperança”. Ou seja, é algo que não se manifestou ainda em termos palpáveis. Nós ainda vivemos em um corpo de carne e enfrentamos diversas aflições neste mundo.

        Agora seja sincero com você mesmo (a): esperar é algo saboroso ou é algo doloroso? Imagine algo que você quer muito... Não é difícil perceber que esperar é algo doloroso, é algo que envolve sofrimento.

        3) O bom propósito do sofrimento cristão

        Mas graças a Deus que o Espírito, que sabe muito bem disto, nos ajuda na nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos que não podem ser explicados por palavras.

        É neste contexto que o apóstolo da graça afirma que “todas as coisas cooperam para o nosso bem”.

        Agora pense comigo: se Paulo estava falando principalmente sobre sofrimento nos versículos que antecedem o versículo 28, é lógico que aquela palavra (sofrimento) foi incluída pela mente de Paulo na expressão “todas as coisas”.

        Ora, se o sofrimento próprio da vida cristã produz algo de bom em minha vida, então eu tenho que olhar para ele de outra forma. Que tal dizermos como disse Paulo após ouvir Deus lhe falar que a sua graça lhe bastaria porque o seu poder se aperfeiçoa na fraqueza? Paulo disse, II Coríntios 12.10: “(...) De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

        Paulo conseguiu ver um bom propósito nos sofrimento. Percebeu que o sofrimento o aproximava de Deus.

        4) Qual a importância de ver no sofrimento próprio da vida cristã um instrumento de Deus?

        Talvez o irmão pergunte: qual a importância de ver no sofrimento próprio da vida cristã um instrumento de Deus? A importância é que você não entra em desespero. Você passa a entender que Deus está trabalhando em seu caráter. E, como Paulo, você passa a ter prazer no sofrimento.

        Não estou dizendo que você deva ficar inerte diante do sofrimento. Mas sim que deve entender que existe um aprendizado que ocorre através do sofrimento.

        Quando Deus olha para nós e age em nós e através de nós, ele faz isto tendo em mente o seu plano central, isto é, o plano da salvação. A razão da sua existência na Terra é ser salvo por Deus e ser instrumento de Deus para salvação de outras pessoas. Ele está na direção não apenas de sua vida, mas também das coisas que acontecem ao seu redor, as quais de alguma forma o influenciam.

        III) CONCLUSÃO

        Finalizando a mensagem, quero alertá-lo de ainda outra revelação tremenda que há no nosso versículo-base: quando você se identifica como sendo pertencente ao grupo daqueles que amam a Deus, automaticamente está se identificando, também, como sendo pertencente ao grupo daqueles que “foram chamados segundo o seu propósito”. Não é por acaso que você está na presença de Deus. Ele o atraiu pela sua graça. Por isso, confie! E não permita que as aflições desta vida retire a alegria de saber que o Senhor jamais o abandonará.

        Na sua imensa sabedoria, misteriosamente, ele faz com que até as aflições cooperem para o nosso bem. Portanto, nunca fique prostrado. Levante a cabeça e atravesse o deserto com a cabeça erguida “olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé”. Rm 12.12-13 “Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que se não extravie o que é manco; antes, seja curado.” E que as bênçãos do Senhor se renovem sobre a sua vida! Amém!

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