quinta-feira, 16 de setembro de 2010

LUZ DO MUNDO

          Abram as suas bíblias, por gentileza, em Mateus 5. Leiamos os versículos 14, 15 e o 16. Diz o seguinte:
          “14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15. nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
          Graça e paz a todos, astros e estrelas de Deus!
          Gostaria de compartilhar com vocês, nesta noite, algumas reflexões que tenho feito a respeito destes versículos.
          Jesus disse aos seus doze discípulos (e eu creio que estas palavras referem-se também a nós, pois também somos seus discípulos): “Vós sois a luz do mondo.” A primeira pergunta que me veio à mente, quando estudava estes versículos, foi a seguinte: o que Jesus queria dizer, ao afirmar que nós somos a luz do mundo?
          Pus-me, então, a procura da resposta desta pergunta. Conclui de imediato que Jesus não queria dizer que nós somos seres que emitem raios luminosos. Aliás, nós não vemos, na história dos discípulos, eles servindo de lamparinas para iluminar as noites daquela época. Nós os vemos, entretanto, formando opinião, segundo Deus, e as ensinando, além de combaterem os ensinos contrários ao Evangelho.
          Desta conclusão, ficou-me claro uma coisa: os discípulos, que, segundo Jesus, eram luz do mundo, eram essencialmente formadores e destruidores de opinião. E, assim, iluminaram o mundo inteiro, lançando as bases do cristianismo.
          O que disse Jesus aos onze discípulos depois de haver ressuscitado? Marcos 16: 15: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” E Paulo, o que ele afirma a respeito do diálogo que teve com Tiago, Cefas e João? Gálatas 2. 9: “e, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão;”. E, em I Coríntios 3.10-11, Paulo afirma: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. 11. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.
          Paulo estava tão consciente da sua missão que até afirmou (I Coríntios 9.16): Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!
          Talvez você me diga nessa altura da nossa argumentação: Denilson, você afirma que ser luz é, entre coisas, ser um formador de opinião. Até aí tudo bem. Mas como ser luz pode significar, também, ser destruidor de opinião?
          Acompanhe-me, por gentileza, na leitura de Jeremias 1.4-10: “4. A mim me veio, pois, a palavra do SENHOR, dizendo: 5. Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações. 6. Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. 7. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás. 8. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. 9. Depois, estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e o SENHOR me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. 10. Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares.”
          Eu creio, irmãos, que Deus realmente nos chamou para arrancarmos as ervas daninhas que porventura estejam se desenvolvendo (ou tenham se desenvolvido) em nossa mente, em nossa família, comunidade... Temos uma chamada para destruir os valores morais anti-bíblicos. Quantos comportamentos errados têm atingido a nossa geração, os quais têm sido sustentados por “opiniões”, argumentos, raciocínios! Por isso, eu entendo que ser luz é, também, destruir estes raciocínios danosos.
          Deus não nos chamou para ficarmos debaixo do alqueire, mas sim no velador, de forma que possamos iluminar a toda a casa.
          Esteja pronto, pois:
  •  Os seus filhos o procurarão, e você terá que ser luz, orientando-os segundo a verdade;
  • Seus vizinhos, parentes... irão pedir que você ore por eles, e você terá a oportunidade de ser luz, usando a sua fé e uma confissão positiva.
          Que a sua voz ganhe a sua casa, a sua rua, o seu bairro, município, estado... E seja ouvida no mundo inteiro.
          Não temas! Ainda em Jeremias 1, nos versículos 11 e 12; 17-18, encontramos escrito o seguinte: “11. Veio ainda a palavra do SENHOR, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: vejo uma vara de amendoeira. 12. Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.”
          17. Tu, pois, cinge os lombos, dispõe-te e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te infunda espanto na sua presença. 18. Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo. 19. Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

BENÇÃOS ESPIRITUAIS

INTRODUÇÃO

Saudação e louvor a Deus:
          Graça e paz! Louvado e engrandecido seja o nosso Deus, cujas misericórdias são a causa de não sermos consumidos. A ele toda honra e todo louvor!

Leitura do texto bíblico:
          Para embasar a mensagem de hoje, leiamos Efésios 1.3:
3. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,

Invocação a Deus:
          Oremos ao Senhor:
          Pai amado e bendito, é com alegria e com grandes expectativas que invocamos o teu nome nesta hora. Tu és o único Deus. A ti pertencem todas as coisas.
          A tua palavra diz que tu nos abençoaste com toda sorte de bênção espiritual. Logo, Senhor, acreditamos, pois é a tua palavra que o diz.
          Entretanto, ó Deus, reconhecemos que não temos usufruído da plenitude das bênçãos espirituais. E humildemente te pedimos: dá-nos conhecimento e, assim, capacita-nos para vivenciarmos as tuas bênçãos. Mostra-nos o que precisamos para vivenciar as tuas bênçãos e supre as nossas necessidades.
          Capacita-me para pregar e usa-me segundo a tua vontade.
          Que esta mensagem, Senhor, esteja em sintonia com os teus desígnios para com a tua igreja nesta noite!
          Amém!


DESENVOLVIMENTO

          O versículo que acabamos de ler (Efésios 1.3) foi escrito pelo apóstolo Paulo à igreja de Éfeso. Paulo que, como o próprio afirma, tornara-se apóstolo de Cristo por vontade do Senhor.
          Neste versículo, nós o vemos fazer uma observação extraordinária a respeito do povo de Deus. Ele não afirma que recebemos “algumas” bênçãos espirituais. Mas sim “toda sorte”. Logo, nada nos falta.
          Entretanto, atentemo-nos para o que está escrito na segunda parte do versículo. Ela nos diz que precisamos estar nas “regiões celestiais” e “em Cristo”.
          Penso que “regiões celestiais” e “em Cristo” possuem, no texto, o mesmo valor semântico. Ou seja, não é possível estar nas “regiões celestiais” e não estar em Cristo; ou estar em Cristo e não estar nas regiões celestiais.

A Primeira Pergunta:
          A pergunta que surge, neste momento da nossa reflexão, é a seguinte: estamos todos, os quais confessamos a Cristo, nas regiões celestiais?
          Vamos examinar o que está escrito nos versículos 13 e 14 de Colossenses 1, para respondermos a pergunta formulada acima:

13. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14. no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

          Como podemos observar, antes do milagre da salvação, estávamos no “império das trevas”. Mas ele, ou seja, Cristo, nos resgatou de lá e nos transportou para o “reino do filho de seu amor”. Portanto, não estamos mais sob o domínio de Satanás. Agora, é Cristo que reina sobre nós. Uma vez neste reino, diz o versículo 14, “temos a redenção, a remissão dos pecados”. (“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”, não é isto que diz Romanos 5.1?)
          Portanto, se você confessou a Cristo, recebendo-o como Senhor e Salvador de sua vida, você tem a redenção e a remissão (tanto redimir quanto remir significa, resumidamente, tirar do cativeiro, do poder alheio) do pecado. E em que lugar você tem tão grande bênção? No “reino do filho do seu amor”, que é sinônimo do termo “regiões celestiais”.
          Veja o que está escrito em Efésios 2.6:

6. e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
Portanto, nós realmente estamos nos lugares celestiais. Logo, temos a nossa disposição toda sorte de bênção espiritual.

Nova Formulação da Pergunta (ilustração):
          Mas a pergunta não se cala. Ao contrário, ganha uma outra formulação: por que, então, nem sempre é possível vislumbrar os vestígios das bênçãos espirituais na vida de alguns cristãos?
          Para responder a esta pergunta, analisemos a seguinte ilustração:

          Conta-se que um homem humilde, nascido na cidade de Minas Gerais, sonhava em embarcar num transatlântico para fazer um cruzeiro marítimo. Por isso, trabalhava sem cessar.
          Após alguns anos de muito trabalho, conseguiu comprar a passagem para a tão desejada viagem.
          Preocupado por não haver sobrado nenhum real para se alimentar a bordo daquele navio, e sendo mineiro..., encheu uma sacola com queijo e muitos pães de queijo.
          Durante a viagem, na hora em que sentia fome, entrava no seu quarto e comia queijo e pão de queijo com água. Com isso, mais ou menos no terceiro dia, já não aguentava mais aquela alimentação. Passava perto dos restaurantes, sentia aquele cheiro maravilhoso de comida... mas ia comer o pão de queijo, que a esta altura já estava duro.
          Fraco, anêmico e sem um centavo para comprar algo, não via a hora daquele cruzeiro de sete dias acabar.
          Finalmente chegou o fim da viagem e ele pensou consigo: “assim que o navio atracar, vou pedir esmola na cidade, pois estou muito fraco e faminto”.
          Ao sair do navio, ele encontrou um amigo e começou a lhe dizer que há sete dias não comia nada, pois não tinha dinheiro para se alimentar naquele cruzeiro. O amigo, então, coça a cabeça e, escolhendo as palavras para não constrangê-lo, lhe explica que quando foi comprada a passagem esta lhe dava o direito de usufruir de tudo que havia no navio, INCLUSIVE da alimentação.

          Assim também é a vida do cristão. As bênçãos já nos foram doadas. Mas é só através do conhecimento que nos tornamos aptos para usufruí-las.
          O que Jesus disse aos judeus, quando questionado por eles? João 8.32:

e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará

          Portanto, o conhecimento da Palavra de Deus é o primeiro e decisivo passo para usufruirmos das bênçãos do Senhor.
          E Pedro acrescenta:

18. antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. [...] (2 Pe 3.18)

          E eu pergunto a vocês: você tem crescido no conhecimento do nosso Deus? Tem estudado a Palavra da Verdade? E a sua comunhão com ele, como anda? Quanto mais você o conhecer e a sua vontade e tiver comunhão íntima com ele, mais você estará apto para usufruir das bênçãos espirituais que tem por direito. Em contrapartida, quanto menos conhecimento você tiver das coisas citadas acima e menos intensa for a sua comunhão com o Senhor, menor será a possibilidade de você usufruir das bênçãos espirituais.
          Quantas vezes nós ouvimos algumas pessoas dizerem: “o fulano não conhece os seus direitos, os direitos que a Constituição lhe confere”! Também ouvimos: “O boi não conhece a força que tem”. Portanto, se até as questões referentes à nossa cidadania e ao comportamento dos animais estão relacionadas ao conhecimento, quanto mais as questões espirituais?

Eliseu e seu Servo:
          Ainda insistindo nesta argumentação, vamos refletir sobre um acontecimento extraordinário envolvendo Eliseu e o seu servo (capítulo 6 de 2 Reis). Conta-nos a Palavra do Senhor que, na época de Eliseu, o rei da Assíria fez guerra contra Israel. E, juntamente com seus oficiais, resolveu acampar em um lugar determinado, tramando emboscada contra Israel. Mas Eliseu, sendo profeta de Deus e, por isso, capaz de ouvi-lo, comunicou tudo detalhadamente ao rei de Israel.
          Sendo os planos do rei da Assíria descobertos várias vezes por Eliseu e comunicados ao rei de Israel, indignou-se o rei assírio e perguntou aos seus servos qual deles o estava traindo. Então, um de seus servos lhe respondeu (2 Reis 6.12):

(...) Ninguém, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.

          O rei assírio, descobrindo onde o Profeta estava, enviou um exército para prendê-lo. Confira este evento nos versículos 14, 15 e 16, do capítulo 6:

15. Tendo-se levantado muito cedo o moço do homem de Deus e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então, o seu moço lhe disse: Ai! Meu senhor! Que faremos? 16. Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. 17. Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.

          E eu lhe pergunto com toda sinceridade: o que você tem visto quando olha ao seu redor? Tem visto um grande exército de inimigos? Ou um exército infinitamente maior de anjos de Deus prontos para defendê-lo?
          Faço esta pergunta a você e a mim também, porque estamos vivendo no mundo, como Jesus disse (João 17.15):

15. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.

          Quantas situações adversas se levantam contra nós! Alguns enfrentam enfermidades; outros, acusações do inimigo, depressões...
          Quantos foram ao médico esperando um diagnóstico positivo da medicina, e o que ouviram foram expressões como: “não tem cura”, “você tem um ano de vida”!
          Quantos ouviram na infância, às vezes até de um familiar, expressões como “você nunca será nada na vida” e cresceram com este pensamento enraizado no subconsciente... E quando a vida lhe sorri, respondem cabisbaixos: “eu não mereço isto”, “eu nasci para sofrer”. Pessoas que assimilaram o fracasso de tal forma que não conseguem admitir que podem ser vencedoras.
          O salmista, no salmo 107, retrata um quadro parecido com este, entretanto, marcado pelo compasso inconfundível e confortante da adoração. Refiro-me ao versículo 1, que se repete ao longo do salmo com algumas pequenas modificações. Leiamos apenas os versículos de 1 a 16 e de 41 a 43:

1. Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre. 2. Digam-no os remidos do SENHOR, os que ele resgatou da mão do inimigo 3. e congregou de entre as terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do mar. 4. Andaram errantes pelo deserto, por ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem. 5. Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma. 6. Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações. 7. Conduziu-os pelo caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem. 8. Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! 9. Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta. 10. Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, 11. por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, 12. de modo que lhes abateu com trabalhos o coração -- caíram, e não houve quem os socorresse. 13. Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações. 14. Tirou-os das trevas e das sombras da morte e lhes despedaçou as cadeias. 15. Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! 16. Pois arrombou as portas de bronze e quebrou as trancas de ferro.

41. Mas levanta da opressão o necessitado, para um alto retiro, e lhe prospera famílias como rebanhos. 42. Os retos vêem isso e se alegram, mas o ímpio por toda parte fecha a boca. 43. Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do SENHOR.

          Leiamos também o salmo 103 do versículo 5 ao 9:

5. Quem há semelhante ao SENHOR, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, 6. que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? 7. Ele ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado, 8. para o assentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo. 9. Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!


CONCLUSÃO

          Termino esta mensagem dizendo que nós temos direitos extraordinários em Cristo. E que hoje é dia de decisão! Ou você decide conhecer os seus direitos espirituais em Cristo e, consequentemente, viver poderosamente nesta Terra, ou decide pôr as outras coisas em primeiro plano, sem usufruir do mover sobrenatural de Deus. Espero que você faça a primeira opção.

domingo, 1 de agosto de 2010

UM ENCONTRO REAL COM CRISTO

            Graça e paz! Que a providência e a alegria do Senhor estejam com todos!
            Convido-os a fazerem uma viagem comigo no tempo. Uma viagem ao século passado, o século XX. Especialmente ao ano de 1997. Eu contava dezenove anos na época. E o que posso dizer sobre a minha vida espiritual é que eu era um filho de crente e, como tal, havia aprendido a acreditar em Deus e a reverenciar a Bíblia. Eu acreditava nas principais doutrinas do cristianismo.
            Isto, entretanto, não trazia paz ao meu ser, pois o Evangelho denunciava o meu estado de condenação. Eu ainda não tinha recebido a Cristo como meu salvador.
            Quando eu começava a refletir sobre as grandes questões filosóficas e teológicas, acabava deparando-me com os questionamentos referentes à minha salvação. Era muito doloroso admitir as conclusões a que as minhas reflexões me levavam.
            Eu conhecia Efésios 2.8, que diz “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;”. Por isso, eu sabia que a salvação depende da fé. Mas eu não via fé em mim. Não tinha certeza se seria salvo, caso Cristo viesse arrebatar a Igreja. Na verdade, eu estava imerso em um lago de dúvidas. O seguinte raciocínio lógico era inevitável: se a salvação é pela fé e eu só tenho dúvida, o oposto da fé, então eu não sou salvo.
            Aceitar esta conclusão era doloroso demais para mim. Por isso, eu me esforçava em negá-la, dizendo que era sim salvo, pois ia, às vezes, à igreja, lia a Bíblia, orava... E finalmente procurava pensar em outros assuntos, até que me esquecesse daqueles questionamentos.
            Mas graças a Deus que, conforme disse Jó no capítulo 42, versículo 2, “nenhum dos projetos de Deus pode ser frustrado”. O tempo de Deus havia chegado a minha vida! Louvado seja o Senhor!
            O Espírito Santo começou a gerar em mim um grande amor pelo Evangelho. Eu me lembro que várias vezes, naquela ocasião, eu cheguei a casa e encontrei alguém da família ouvindo o Evangelho. Então, eu me concentrava na pregação. Às vezes, a emoção era tão forte que eu me trancava no meu quarto e começava a chorar.
            Certo dia, à noite, após eu haver me deitado para dormir, pude me concentrar em um culto realizado pela Rádio Melodia, o Culto Cristo em Casa. O meu pai havia ligado o rádio em outro cômodo.
            Eu realmente precisava ouvir a Palavra de Deus!
            Fui deixando me conduzir pelos louvores, pelos testemunhos... Depois veio a pregação e Deus falou profundamente ao meu espírito. Naquela noite, eu confessei a Cristo como meu salvador, entreguei a ele a minha vida e um grande milagre aconteceu. Como diz a Palavra, eu fui “selado com o Santo Espírito da promessa” (Efésios 1.13).
            Eu não sei como está a sua vida espiritual, se você pertence ao grupo dos que já confessaram a Cristo ou ao grupo dos que ainda não receberam a Cristo como salvador. Apenas sei que aquele que “começou a boa obra em sua vida há de completá-la até o dia de Cristo” (Filipenses 1.6). Se você já o confessou como salvador, glórias a Deus por isto! Caso contrário, não perca a grande oportunidade que está diante de você. Receba a Cristo como salvador agora. A sua vida estará segura nas mãos dele. E quando a sua missão aqui na terra for concluída, começará uma missão ainda maior junto ao Pai amado e a todos que fazem parte desta família celestial.
            Que o Senhor o fortaleça!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ESPELHO DE SI MESMO

          Sabemos que a constante busca do ser humano de entender a si próprio não é algo recente, uma tendência do presente século... Ao contrário, acompanha a humanidade desde que a mesma existe. O homem sempre tentou entender a si mesmo!
          Entretanto, embora esse esforço seja tão antigo quanto antiga é a humanidade, o homem e tudo aquilo que o envolve continua sendo um mistério. Estava certo, assim penso, o poeta William Shakespeare quando afirmou que “há mais coisas entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia”.
          A poesia a seguir, “Espelho de si mesmo” (de minha própria autoria), tem como tema exatamente essa constante busca do autoconhecimento. Busca esta que, diariamente, nos confronta com o “espelho” do nosso próprio intelecto, onde a nossa imagem refletida poderá, assim esperamos, dizer algo de sólido a nosso respeito.

ESPELHO DE SI MESMO

Espelho do intelecto
Ponto de reflexão
Minha imagem se resvala
Contemplo-a atento
“Espelho de Alcibíades”
Olhos do sentimento

Objeto da própria razão
Auto-análise minuciosa
Psiquismo da própria alma
Que se mede
Se pesa
Se examina
Se concentra
Se ensimesma
E ensimesmando
Se entende...
Se confunde
Se retrata
Se ora sabe tudo o que sabe
Ora sabe “que nada sei”

“Ser ou não ser
eis a questão”
Questionamento
Que sempre insiste
Quanto mais sabe
Mais se apequena
Sabe, contudo,
“O saber de si mesmo”
“Sabe que pensa
Se pensa existe”
Se existe se ama,
Se encanta
Se entrega tremendo
Sorrindo e querendo
O amor de quem ama

A INVERSÃO DE INTERLOCUTOR NO EXERCÍCIO DA PREGAÇÃO

          Normalmente, os pregadores, no exercício da pregação, ora se direcionam à igreja ora se direcionam a Deus. Entretanto, isto não é feito sem a devida transição: quando, por exemplo, decide o pregador dirigir-se a Deus, ele se pronuncia da seguinte forma (entre outras): “oremos ao Senhor”. Feito isto, ele desenvolve a estrutura da oração e, por fim, faz o encerramento da mesma. Então, dirige-se à igreja com um vocativo que pode ser o seguinte: “Queridos irmãos em Cristo”.
          Como se pode ver, marca-se propositalmente um processo de transição que pretende dar visibilidade à mudança de interlocutor. E a maioria dos pregadores respeita tal regra.
          A mudança de interlocutor, no entanto, tende a ser limitada, pois sempre que é pretendida exige a presença do que eu vou chamar de marcador de transição, cujo excesso poderia tornar a pregação oscilante e cansativa.
          Mas, é realmente necessária a presença dos marcadores? Analisemos o Salmo 23. Nele, o salmista tem dois interlocutores: o leitor, a quem o rei Davi se dirige (versículos 1 ao 3, em itálico), falando sobre Deus (o “Ele” do versículo 2), e o SENHOR (o “Tu” do versículo 4, em negrito). Entretanto, não há marcadores especiais para sinalizar a transição. Há apenas a mudança de pronome e os verbos mudam de pessoa.
          Observe atentamente o que falamos, no referido salmo:
“1. O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 2. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; 3. refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. 4. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. 6. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.”
          É, portanto, possível, na pregação, fazer a mudança de interlocutor sem usar os marcadores formais. Nesse caso, a transição será marcada pela entonação, pelos pronomes, verbos, e mesmo pelos gestos do pregador e pela sua expressão facial e/ou corporal. Claro que isto não poderá ser feito alheatoriamente, o pregador deverá perceber, ao passo que redige o seu sermão, os momentos propícios para fazer a transição. Dessa forma, quando assumir o púlpito, ele já saberá, como e quando fazer.
          A seguir, vamos simular o que explicamos acima. O tema é “Bênçãos espirituais”:
          “[...]
          Como podemos observar, antes do milagre da salvação, estávamos no ‘império das trevas’. Mas ele, ou seja, Cristo, nos resgatou de lá e nos transportou para o ‘reino do filho de seu amor’. Portanto, não estamos mais sob o domínio de Satanás. Agora, é Cristo que reina sobre nós. Uma vez neste reino, diz o versículo 14, ‘temos a redenção, a remissão dos pecados’.
          Portanto, se você confessou a Cristo, recebendo-o como Senhor e Salvador de sua vida, você tem a redenção e a remissão do pecado. E em que lugar você tem tão grande bênção? No ‘reino do filho do seu amor’, que é sinônimo do termo ‘regiões celestiais’.
          Veja o que está escrito em Efésios 2.6:
          ‘e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;’
          Portanto, nós realmente estamos nos lugares celestiais. Logo, temos à nossa disposição toda sorte de bênção espiritual. Não é maravilhoso ter acesso a este conhecimento?! Como é bom ter a providência do SENHOR trabalhando em nosso favor! Oh Deus (olhando para o céu e estendendo os braços), Senhor da minha vida, obrigado por ter me alcançado e por permitir-me pregar a tua Palavra, esta palavra que vivifica e dá herança.
          Louvado seja Deus (olhando para a igreja)! Como é bom estar na presença do SENHOR! É ele quem dá sentido a nossa vida, de forma que podemos acreditar em uma vida melhor, uma vida com dignidade, amor e todos os valores positivos. Você pode dar um ‘glória a Deus!’ neste momento? Amém! Louvado seja o SENHOR!
          [...]”
          Logo, como foi simulado acima, é possível fazer a inversão de interlocutor, sem o uso dos marcadores formais. Ao falar desta técnica, não estou tratando de algo inusitado. Muitos pregadores já a tem utilizado, porém a maioria, de forma inconsciente. O uso consciente poderá certamente tornar esta técnica mais eficiente. E que a inspiração do nosso Pai celestial esteja com todos. Graça e paz!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O CAMINHO DOS RETOS

          Cumprimento a todos com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo. É sempre agradável ao nosso ser a responsabilidade de trazer uma reflexão sobre o Evangelho. A minha expectativa é a de que a mensagem que elaborei seja edificante, de forma a promover progresso na sua vida espiritual.
          Dito estas coisas, convido-os a lerem o que se encontra escrito no versículo 17 de Provérbio 16: “O caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.”
          Ao lermos este versículo, o primeiro questionamento que surge em nossa mente é o seguinte: a quem esta palavra se refere? Salomão diz “o caminho dos retos”... não diz o caminho dos ímpios. Está claro, então, que esta palavra se refere àquele grupo que é constituído pelos “retos”.
          Mas, o que significa “ser reto”?
          Segundo o Novo Aurélio, ‘reto’ significa honesto, direito, integro. Logo, esta palavra refere-se a um tipo de proceder que é considerado correto.
          Provavelmente, ao ouvir esta afirmação, você já está se perguntando: “Mas... quem poderá se enquadrar neste grupo, já que Isaias disse que ‘todas as nossas justiças são com trapo de imundícia’?” Realmente, Isaias escreve isto. Ele afirma: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.” (Is 64. 6)
          Não esqueçamos, entretanto, que o mesmo profeta que disse estas palavras afirmou em Isaías 1.18: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. (... “se tornarão como a branca lã”, em outra tradução)”
          Observe que, ao usar a expressão “diz o SENHOR”, o profeta atribui esta fala ao próprio Deus, que, no versículo em questão, teria usado figuras para retratar o mais intenso estado pecaminoso do homem e a sua purificação total em Cristo. Tanto a palavra ‘carmesim’ quanto a palavra ‘escarlata’ estão associadas a um tipo de vermelho muito forte. A neve e a lã também estão associadas a cores, no caso a cor branca, e um branco muito intenso. Em outras palavras, Deus está dizendo: não importa a intensidade do pecado em uma pessoa, Jesus é capaz de libertá-la e torná-la justa (sem culpa) diante de Deus.
          E como Deus fez isto? Através da morte e ressurreição de Cristo, e do sangue que ele derramou em nosso favor. E finalmente, como disse o Apóstolo Paulo (Efésios 1.13) “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;”
          Portanto, havendo nós recebido a Cristo como Salvador, estamos justos diante de Deus, sem culpa, ou seja, na condição de “retos”. Em Romanos 5.1, encontramos a seguinte palavra: Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
          Veja que maravilhosa esta palavra!
          Você tem paz com Deus!
          Quando as tribulações vierem, lembre-se: “você tem paz com Deus!”
          Quando o inimigo soprar palavras negativas contra você, lembre-se: “você tem paz com Deus!”, e confesse isto.
          Quando acordar ao amanhecer, olhe no espelho, dê um sorriso para si mesmo e declare: “eu tenho paz com Deus!”
          Quando chegar cansado do trabalho, ao invés de “amarrar a cara” (Conhece aquela expressão: fulano está com “a cara amarrada”?!), lembre-se (e se possível declare): “eu tenho paz com Deus!”
          E se sentir vontade de gritar..., por que não, “eu tenho paz com Deus!?”
          Agora, se você realmente entendeu esta mensagem, vire-se para o irmão que está ao seu lado e diga-lhe: “você tem paz com Deus!”
          Louvado seja o SENHOR!
          Salomão, então, sabendo disto, sabendo da redenção, ele já tinha lido Gêneses e lá está escrito “Deus proverá”, chama-nos a parte e diz:
          -- Justos, retos, “desvie-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.” Quer preservar a sua alma? Guarde o seu caminho.
          E para finalizar, Salmo 1:
1. Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
4. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
5. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.
6. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

JUSTIFICAÇÃO DA PRÁTICA DA MENTIRA PELO CONCEITO DE DIPLOMACIA

          [...]
          Tornou-se habitual as pessoas dizerem “eu o amo” de forma automática, sem pensar no sentido que estas palavras possuem. Então dizem “eu o amo” por obrigação, porque isto foi convencionado pela sociedade.
          Não sei se você irá concordar comigo (...). Penso que vivemos em uma sociedade para a qual a prática da mentira se tornou “inevitável” (é lamentável que tenha chegado a este ponto!). Criaram-se, inclusive, vários argumentos cuja finalidade se resume na justificação da mentira. É o caso do conceito de “diplomacia”.
          Por exemplo:
          “Duas mulheres (amigas) estão, em uma mesma casa, se aprontando para uma festa. O nome de uma é Maria e o nome da outra é Joana. Em certo momento, Joana, já pronta para sair, pergunta à sua amiga Maria:
          – Maria, como eu estou? Estou bonita?
          Maria olha, percebe que os cabelos dela (de Joana) não estão bem penteados, a maquiagem não ficou legal... Além disso, Maria nunca achou que Joana fosse bonita e pensava consigo mesma: ‘Joana deveria se cuidar mais... Fazer alguns exercícios físicos para ficar em forma’. Maria, diante da pergunta da sua amiga, pensa em dizer-lhe a verdade, mas... sabe que, se fizer isto, poderá deixá-la triste e até mesmo colocar em risco a sua amizade. Então resolve mentir e responde à pergunta de Joana, da seguinte forma:
          – Joana, você está linda!”
          Este é um pequeno exemplo no qual, na maioria dos casos, prefere-se mentir a dizer a verdade. Neste caso, é comum justificar-se a mentira, dizendo-se que ela foi praticada por uma questão diplomática. Lamentavelmente, a mentira tem estado enraizada no seio da sociedade. Isto se tornou tão grave, que, de tanto ouvir a mentira, as pessoas não estão preparadas para ouvir a verdade. “A mentira se tornou a verdade, e a verdade ficou em segundo plano”.
          É preciso resgatar o genuíno conceito de verdade e reeducar as pessoas para que elas não tenham mais medo da verdade e venham novamente a apreciar os seus frutos. Isto não é uma tarefa fácil!
          Vivemos em uma época em que os valores morais saudáveis estão se tornando obsoletos. A maioria dos jovens de hoje não tem a vida familiar como um ideal. Preferem viver dissolutamente, sem se prenderem em um compromisso familiar.
          Vejo a família como a base da sociedade. Logo, se ela for destruída, a sociedade também será.
          [...]

DEUS CONHECE AS NOSSAS NECESSIDADES

            Outro dia, após alguns minutos de íntima comunhão com Deus, senti alguns pensamentos subirem à minha cabeça, questionando o fato de eu não haver orado por algumas coisas que considerava prioridade. Refleti sobre isto e constatei o óbvio: a oração não é um momento unicamente nosso. É Deus quem tem que estar em primeiro lugar, para que possa trabalhar em nosso coração, comunicar a sua vontade e produzir o crescimento necessário.
            Portanto, quando começamos a orar, estando a sós com Deus, é normal que não saibamos aonde vamos chegar. É como entrar em uma aeronave cujo piloto é o Espírito Santo. Ele nos faz voar alto! Entretanto, não temos medo, pois “o amor lança fora todo medo” (ele nos ama e nós também o amamos, pois para isto nascemos).
            Hoje, quando orando me deixo conduzir pelas asas do Espírito e, passado algum tempo e terminada a oração, percebo que não intercedi por tudo que deveria, conforto o meu espírito na certeza de que Deus conhece as minhas necessidades e cuida de todas elas.
            Que Deus nos revele os profundos mistérios da oração e nos capacite para “chamarmos à existência as coisas que não existem”! E que a certeza de que Deus cuida de todas as nossas necessidades libere a nossa mente para, em Cristo, voarmos alto, nos mais brilhantes lugares das “regiões celestiais”, para onde ele nos conduziu! Graça e Paz!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CONVERSA DE IDOSO

       Chapelão de palha na cabeça e expressão cansada de velhice, Teobaldo, orgulhoso, falava em silêncio consigo mesmo, enquanto de pé observava atento o tráfego de ônibus, não querendo mofar no ponto, por conta de um descuido qualquer: “oitenta anos... é chão pra daná!” Uma coceira crônica na garganta, nesse momento mais insuportável que em outros, o faz encher os pulmões para tossir. Foi quando a mão pesada do Francisco estalou nas costas do nosso velho. A tosse saiu aguda como um grito de criança. “Teria sido pior”, pensaria mais tarde, “se a dentadura tivesse caído. Já imaginou que vexame!”
       Francisco, que não era preto nem branco, regulava idade com “– Sô Baldinho” (assim o chamava Francisco). A calça, social e desbotada, tinha-a quase debaixo das axilas. Era mantida assim por uma cinta bem apertada. Chiquito (apelido que ganhara na infância) pertencia ao grupo daquelas pessoas que gostam de falar alto, quando em público, e, enquanto conversam, ficam sapateando, dando voltas ao redor do interlocutor como se fossem um galo.
       Com um riso sarcástico, apertou a mão do seu colega:
       – E aí meu velho?! Eu tive um cachorro que morreu com essa tosse, hem!
       – Tá me achando com cara de cachorro, maracujá de gaveta?!
       Riram novamente os dois. Teobaldo cutucou a farta barriga do colega, que quase pisou o pé de uma senhora mal-encarada que estava ao lado. Pediu desculpa sem graça. Voltou-se para o Baldinho. Olhou ao redor por alguns segundos... e perguntou, como se já soubesse a resposta:
       – E o Sebastião, ainda é vivo?
       – Ué, não ficou sabendo? Morreu há três anos. Segundo a minha cunhada... tadinha dela: não se conforma com a viuvez..., quando o dia amanheceu, ele, que sempre acordava cedo, nesse dia continuou deitado. Mariquinha foi ver: estava morto!
       – Mas não foi o Afonso que morreu dessa forma?
       – Você está confundindo as bolas. Afonso está por um fio. Um pé e meio já está na cova, mas está vivo ainda. Maldito! Me pediu dez reais uma vez. Disse que estava trocando a janta pelo almoço. Fiquei com pena, e sabe como é?! Até hoje nada. Aquele tem que sofrer mesmo.
       Apertando um pouco mais a cinta, Francisco lamentou em voz baixa:
       – Brincávamos tanto quando criança... Nunca imaginei que fosse se transformar em um mau caráter. Mas também, Baldinho, o que é dez reais para você amaldiçoar o velho?
       – Ah, esqueça! Me diga uma coisa: e aquela cambada de irmãos que você possui, ainda tem mais dois vivos, não tem?
       – Sinto te informar, meu nobre, mas só este velho está de pé ainda. Sou osso duro de roer. De vez em quando a pressão sobe, sinto umas pontadas aqui, outras ali. Há cinco dias fui parar no hospital: colesterol alto. Olha só o resultado. – Meteu a mão no bolso e tirou uma cartela com dez comprimidos. – Já vi a morte cara a cara e ainda estou de pé para contar história.
       Nessa altura do diálogo, um ônibus amarelado de poeira com destino a um bairro chamado Fernandó parou ao sinal de um grupinho de pessoas cujo sotaque as denunciava como gringas. Teobaldo, após despedir-se de seu amigo, entrou nesse ônibus. Talvez tenham se encontrado outras vezes e conversado sobre o mesmo assunto..., se o destino não interveio mudando o curso da história.
       A minha colega e eu achamos interessante esse diálogo. Rimos um pouco, mas achamos interessante. Jovens que somos, não estamos acostumados a olhar ao nosso redor e ver a maioria das pessoas que cresceram conosco, no outro lado da vida. Não deve ser confortante olhar à volta e constatar que os nossos já se foram. Um pouco de humor e jogo de cintura talvez nos capacitem para melhor vencermos os desafios da vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A NECESSIDADE HUMANA DE BUSCAR SABEDORIA NO CRIADOR, A ÚNICA FONTE DE VIDA QUE POSSUÍMOS

I. INTRODUÇÃO

        Queridos irmãos e irmãs em Cristo, Graça e paz a todos vocês! É, para mim, uma grande alegria poder assumir esta tão nobre responsabilidade, ou seja, a de trazer, nesta noite, uma mensagem que tenha fluído do coração do nosso Deus e, por isso, vá ao encontro dos desígnios dele para conosco.
        Como sei que sou falho em minha humanidade, repito agora, em público, a invocação que, em particular, tenho feito ao Senhor, enquanto desenvolvia o tema desta mensagem: Senhor, usa-me segundo a tua vontade. Que a unção do teu espírito esteja sobre mim! Que não seja a minha voz a falar, mas a tua através de mim!
        Aproveito este momento para agradecer, de coração, a confiança depositada em mim por este abençoado servo do SENHOR, o querido pastor desta igreja. Espero em Deus trazer uma mensagem que faça valer a pena o crédito que me fora depositado.
  • Leitura do Texto Base
        Dito estas coisas, convido-os a abrirem, com espírito de reverência, as suas Bíblias no capítulo noventa do livro dos salmos. Leiamos os versículos de nove a doze:
        “9. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. 10. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. 11. Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12. Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.
  • Invocação ao Senhor
        Oremos ao SENHOR:
        Pai amado e bendito, criador de todos as coisas, “sem ti nada podemos fazer”. Tu és a “videira verdadeira”, de ti dependemos constantemente. E, por estarmos cientes disto, pedimos a ti que use o meu intelecto, o meu espírito, a minha boca..., o meu ser por completo. Que o teu poder se manifeste através deste sermão e que, segundo a tua soberana vontade, atenda ao mais íntimo clamor que flui do coração do teu povo. Que todos digam amém!”


II. DESENVOLVIMENTO
  • Delimitação do Tema
        O salmo no qual se encontram os versículos que selecionei para ser o trecho-base desta mensagem, ou seja, o salmo noventa, recebe em minha bíblia o seguinte título: “A Eternidade de Deus e a Transitoriedade do Homem”. No caso desta mensagem, que se baseia principalmente no versículo 12, o tema e o título são o seguinte: “A NECESSIDADE HUMANA DE BUSCAR SABEDORIA NO CRIADOR, A ÚNICA FONTE DE VIDA QUE POSSUÍMOS”. Portanto, fixem em seus intelectos o versículo “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”. Ele será a espinha dorsal deste sermão.
  • Contexto do Versículo 12
        A primeira pergunta que surge, referente ao presente tema é a seguinte: “qual é o contexto deste versículo?” Moisés, escritor deste salmo, estava confrontando as características opostas do homem e de seu criador, a saber, a eternidade deste e a transitoriedade daquele. Entretanto, o foco principal da reflexão de Moisés não está na transitoriedade do homem, mas nos atributos de Deus, que o tornam digno da nossa adoração e do nosso louvor e o estabelecem como a única pessoa capaz de completar o nosso ser.
  • A figura da Relação entre o Sol e a Terra
        Assim como o sol completa a Terra, e lembremos que não é o sol que gira ao redor da Terra mas sim esta ao redor do sol, Deus nos completa. Penso que a figura da relação entre o Sol e a Terra reflete bem a relação Deus-homem.
        Vejamos:

        1º. A Terra, sem o Sol, seria gelada e não possuiria as condições necessárias à vida. Seria, portanto, um planeta morto. Também assim é o cristão sem Deus: está morto espiritualmente. O que diz Paulo, quando escreve aos efésios, no versículo 1 do capítulo 2? “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” Estávamos, portanto, Mortos. E por que estávamos mortos? O próprio Paulo responde no versículo 11 e 12 do mesmo capítulo: “11. Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12. naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.”

        2º. A Terra não possui luz própria. É o Sol quem produz a luz que a ilumina e, assim, permite que os seres que nela habitam possam exercer o sentido da visão. Gn 4.10: “E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.” Jo 1.5: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” Nós, os gentios, estávamos em trevas, mas a luz, Cristo, brilhou e, agora, nós podemos nos achegar ao SENHOR com consciência pura e tranquila. Você quer poder enxergar tudo o que está ocorrendo a sua volta e não ser confundido? Vejamos o que Jesus disse aos discípulos (Jo 11:9-10): “9. Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; 10. mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.” Aplicando isto à vida espiritual, andando na luz do Evangelho, você não será confundido; mas se, ao contrário, você se afastar dos caminhos do SENHOR, tropeçarás.

        3º. O Sol é o grande responsável pelas fontes de energia que estão disponível no planeta Terra. As quais, além da energia solar, são a energia eólica, a energia hidrelétrica e a termoelétrica, entre outras. A energia eólica é aquela que é produzida pelo vento. Mas quem produz o vento, senão o Sol, através do deslocamento de ar que provoca com o seu calor? A energia hidrelétrica é aquela que é produzida a partir do movimento das águas. Mas quem permite que as águas se movimentem nos rios, senão o Sol que as recolhe no estado gasoso e, depois, as despeja sobre a terra seca em forma de chuva? A energia termoelétrica é aquela que é obtida a partir da queima de combustíveis, como o carvão e o petróleo, que, por sua vez, são derivados de matéria orgânica fossilizada. Como a matéria orgânica foi em geral sintetizada por processos fotossintéticos (e a fotossíntese se utiliza da energia solar), ela tem energia solar. Deus é a nossa fonte de energia, ou seja de poder, como está escrito nas Escrituras a cerca do rei Davi: “Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o SENHOR dos Exércitos era com ele.” (1 Cr 11.9) Davi não estava crescendo por causa dos seus atributos pessoais, mas sim porque o SENHOR era com ele. Jó 9.4: “Ele é sábio de coração e grande em poder; quem porfiou com ele e teve paz?” Jó 25.2: “A Deus pertence o domínio e o poder; ele faz reinar a paz nas alturas celestes.”
  • Transitoriedade do Homem
        Moisés, ao longo do salmo, reconhece que o tempo do homem na Terra é curto. No versículo 10, ele afirma: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.” Então, de posse desta compreensão, ele faz a Deus um pedido extraordinário, pede-lhe a capacidade de se tornar sábio. E eu lhe pergunto: você tem buscado sabedoria? Tem pedido isto a Deus?
        Claro que não estou me referindo à sabedoria deste século, que é frágil e duvidosa, mas a que vem do SENHOR. 1 Co 2.6-7: “6. Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada;7. mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória.” Veja que maravilhoso! Deus já preordenou desde a eternidade uma sabedoria para nossa glória. Por isso, temos que ter a ousadia de tomar posse desta herança e viver a intensidade desta benção.
  • O Sábio Salomão
        Quem, além de Moisés, foi o outro grande homem de Deus que, quando recebeu a visita do SENHOR em sonho, lhe pediu sabedoria? Vamos conferir isto em 1 Reis, 3.5-13: “5. Em Gibeão, apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê. 6. Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê. 7. Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me. 8. Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar. 9. Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo? 10. Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. 11. Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; 12. eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá. 13. Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.
        Mas o que o sábio Salomão diz a respeito da sabedoria? Diz, porventura, que ela foge de nós? Ou que ela é inacessível? Pelo contrário, ao lhe fazer referência, afirma (Pv 1.20-21) “20. Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz; 21. do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras:” E não é isto que vemos hoje! A palavra da verdade tem sido pregada. Nós a ouvimos na igreja, através da televisão, dos rádios. Nós a lemos porque possuímos um exemplar do livro sagrado que a contém... A própria natureza -- o mundo visível, as coisas observáveis... -- nos prega a palavra de Deus. Leia comigo os versículos 19 e 20 de Rm 1: “19. porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;”
  • A Sabedoria Deste Século
        Ao refletirmos sobre este último versículo, surge uma pergunta que eu considero inevitável: Por que muito “entendidos”, cientista, estudiosos, apesar de terem os seus olhos voltados para o universo, para o genoma dos seres vivos etc., afirmam, por exemplo, que Deus não existe, que o universo surgiu por acaso, que o ser humano é nada mais que um ser vivo que evoluiu a partir dos macacos? Eu acredito sinceramente que Isaias 44.18 responde: “18. Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender.
        Somente a luz do SENHOR pode nos capacitar para compreendermos profundamente as grandezas do nosso Pai celestial!

III. CONCLUSÃO

        E para finalizarmos a nossa mensagem de hoje, um texto profético, proferido pelo sábio Salomão, e uma súplica poderosa emitida pelo Apóstolo Paulo. Leiamos, primeiramente, o texto profético, que se estrutura da seguinte forma: condição, finalidade, condição novamente e palavra profética, com explicação.
  • Pv 2.1-6
        “1. Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, 2. para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, 3. e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, 4. se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, 5. então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. 6. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.”
  • Ef 3.14-20
        “14. Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, 15. de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, 16. para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; 17. e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18. a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19. e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. 20. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, 21. a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”
        Fiquem com Deus!

domingo, 4 de abril de 2010

TESTANDO UM NETBOOK

          Neste momento, estou diante do meu netbook (comprei-o ontem) e penso em escrever alguma coisa. Quero testá-lo! Engraçado: nada vem à mente... Exceto essa idéia estranha de escrever sobre o que estou escrevendo, o fato de não haver nenhuma idéia brilhante.
          Mas, pensando bem, este poderá ser um bom ponto de partida. É em um terreno baldio que, através do trabalho dos construtores, se estabelece uma grande construção.
          A produção textual pode também ser comparada à arte de tecer, ao trabalho da pessoa que vai tricotando até produzir uma bela blusa.
          Todavia, posso afirmar que já atingi o meu objetivo, que era apenas escrever algo. Não tenho do que reclamar, caso resolva parar por aqui. No entanto, não nego que uma vontade palpitante, de dar uma razão significava a este texto, constrange-me a continuar explorando a “inspiração” (ou talvez deva dizer: a falta de inspiração) que o deu à luz. Eis que, enquanto prossigo, embrenho-me em um metatexto, um metapensamento, como se pode ver claramente.
          Lembro-me que, quando eu era adolescente, tinha uma certa dificuldade em redigir textos: preocupava-me muito em criar um bom início. Acabava não escrevendo nada.
          Certa vez, imaginei que este era o grande entrave. Resolvi, então, reverter a minha preocupação, de forma que, daquele dia em diante, o estilo estivesse em segundo plano, isto é, logo após a apreensão das idéias. Em outras palavras, eu deveria acima de tudo “jogar” as idéias no papel, sem grandes preocupações estilísticas.
          Para isto, busquei confortar-me com o fato de que eu poderia (e deveria fazê-lo) reescrever o texto, modificar o que não ficasse legal. A partir desse dia, confesso, comecei a ter maior facilidade para redigir. E descobri uma coisa, quando as idéias vêm, mesmo que comece do nada, o estilo as acompanha. Mas nem sempre o contrário acontece.

terça-feira, 9 de março de 2010

O MEDO E O DESEJO

TEMA: MEDO E DESEJO __ SEMELHANÇAS E DISTINÇÕES

TEXTO: “Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos justos, Deus o cumpre”. Pv. 10.24

INTRODUÇÃO

       “Saúdo os irmãos e irmãs em Cristo, eleitos no Senhor, com a graça e a paz de nosso Deus __ certamente, não poderíamos viver sem a bondade e provisão dele.

       Convido os abençoados do Senhor a abrirem as suas bíblias no capítulo 10, versículo 24, do livro do Rei Salomão intitulado Provérbios. Assim escreveu o sábio: Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos justos, Deus o cumpre.

Invocação ao Senhor:

       Oremos ao Senhor:

       SENHOR DOS Exércitos, a presente mensagem não teria valor algum se não tivesse a unção do teu Espírito e não se baseasse na tua palavra. TU mesmo disseste que 'velas para que a tua palavra se cumpra'. Onde está a tua palavra, ali está o teu Espírito e, portanto, a tua provisão.

       Por esse motivo, ou seja, por não ser ação do homem a obra que se opera através da tua palavra, submeto-me ao teu poder, para que não seja eu a falar, mas a tua própria voz através de mim. Que ao usares o teu servo, conforme a tua vontade, os corações aqui presentes possam ser fortalecidos “na força do teu poder”! Que haja crescimento espiritual! E que cada um de nós possa, por meio dessa mensagem, adquirir conhecimento e sabedoria para que sejamos melhores naquilo que constitui o teu querer. Que todos digam AMEM!

Delimitação do tema:

       Queridos do senhor, nesta bendita oportunidade, estarei, nos próximos minutos, discorrendo sobre o seguinte tema: Medo e Desejo; semelhanças e distinções. Quando Salomão fala ‘aquilo que teme’, está falando do medo; e quando fala ‘anelo’, se refere ao desejo, visto que esse é o significado desta palavra. Devo ressaltar de antemão que, ao pôr em evidência tais semelhanças e tais diferenças, estarei simultaneamente conduzindo-os a uma firme convicção de que, ‘em Cristo, nós somos mais que vencedores’.

DESENVOLVIMENTO

       I __ O PODER DA MENTE. A primeira informação que, de imediato, atinge o nosso intelecto, quando lemos esse versículo, é a capacidade de a mente atrair os acontecimentos, sejam estes bons ou maus. Como você pode deduzir, não existia ainda a ciência Psicologia, mas o sábio já estava preconizando a lei do otimismo de do pessimismo. O que é a fé, senão o exercício otimista da nossa mente em relação a alguma expectativa ou acontecimento escatológico? Está claro a qualquer leitor das Escrituras que Deus não aprova o medo. Segundo os estudiosos, a expressão NÃO TEMAS aparece na Bíblia trezentas e sessenta e cinco vezes. Uma vez para cada dia do ano.

       II __ O MEDO E O DESEJO EM UMA MESMA ESCALA. Há um fato curioso nesta afirmação do sábio que não podemos ignorar. Refiro-me a oposição entre o fenômeno do medo e do desejo. É comum, em nossos cultura, as pessoas associarem ao medo, como sendo o seu contrário, a coragem; e não o desejo. Quando refletia sobre esse tema, enquanto formulava as conclusões que ora apresento, tive a curiosidade de perguntar a algumas pessoas se havia alguma semelhança entre esses fenômenos. Todas elas disseram-me que eles não possuíam nada em comum. Mas Salomão, curiosamente, os coloca em oposição. Em parte, posso dizer que foi essa percepção que me motivou a refletir sobre esse tema.

       III __ SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE O MEDO E O DESEJO. No começo deste sermão, propus-me a estabelecer as semelhanças e diferenças entre esses fenômenos. Ao passo que eu for desenrolando essa tarefa, estarei também definindo-os. O medo e o desejo podem ter várias definições, dependendo do contexto, o qual pode levá-los a ter características diferentes.

       1) Semelhanças: tanto o medo quanto o desejo se encaixam na definição de “expectativa em relação a algum acontecimento”. Vejamos um exemplo em que a expectativa originária do medo estimula um homem a buscar a intervenção de Deus: (2 Reis 19. 14-19). Há, no entanto, sensações que distinguem a expectativa produzida pelo medo daquela que flui da ação de desejar.

       2) Diferenças: sabemos que o desejo cativa; já o medo expele. Quando desejamos algo, reconhecemos que a expectativa que flui desse fenômeno é positiva, pois é o ponto de partida para a realização do objeto desse desejo. Para atingir algum objetivo, primeiramente precisamos desejar a sua realização. Só então podemos dar os passos seguintes. Portanto, o desejo, devido ao seu caráter positivo, associa-se às expectativas saldáveis __ àquelas que ao sujeito é conveniente a sua realização. Já o medo, em função do seu caráter negativo, descreve a expectativa na realização de algo indesejável (por exemplo, alguém que, morando em casa alheia com sua família, recebe o comunicado de que deverá abandoná-la dentro do prazo de três meses. Digamos que essa pessoa não tenha para onde ir. Ela permanecerá na casa, enquanto o prazo não for esgotado, porém sofrerá a terrível, indesejável, expectativa [ou seja, o medo] de que aquele dia pré-estabelecido chegará, e ela, abandonando a casa, terá que ir para a rua.) Concluímos que a ação de esperar algo favorável é o desejo e a ação de esperar algo desfavorável, o medo.

       IV __ AS MENSAGENS QUE ESTÃO INPLÍCITAS NA AÇÃO DE TEMER. A pergunta que surge nessa altura da nossa reflexão é a seguinte: o que acontece quando o cristão teme? Ou melhor, quais são as vozes que fluem da ação de temer? Não podemos ou não devemos responder a essas perguntas, sem primeiro respondermos a outra que surge de permeio:

       1) Por que o cristão deve fugir do medo? Em Romanos 9.28, há uma afirmação do apóstolo Paulo que pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Assim ele afirma: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Esta afirmação deixa claro que tudo coopera para o nosso bem, visto que amamos a Deus. A expressão ‘todas as coisas’ não exclui nada. Até os acontecimentos terríveis, assustadores, que nos assolam contribuem para o nosso bem. É nesses momentos que a nossa comunhão com Deus se intensifica e nós percebemos que é o próprio Deus quem nos conduz em triunfo. Lembremo-nos do que afirmou o rei Davi, no Salmo 23.4: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo. Logo, a crença na naquilo que diz a palavra de Deus exclui a necessidade de ter medo.

       2) Resposta à pergunta anteriormente formulada: agora podemos responder à pergunta que formulamos anteriormente: quais são as vozes que fluem da ação de temer? Quando alguém teme, é como se esta pessoa estivesse, na verdade, dizendo: “eu não creio que tudo coopera para o meu bem”; ou então: “eu não creio que sou guardado por Deus, por isso tenho medo; eu não creio que Deus me livrará, quando estiver em situações difíceis”. Tais afirmações não podem fazer outra coisa, senão desagradar a Deus, pois ao fazê-las, estamos, na verdade, duvidando de Deus e de seu caráter.

       V __ MAS..., O QUE DIZER DO MAIOR HOMEM (JESUS) DE TODO OS TEMPOS? ELE TAMBÉM TEVE MEDO. Ousei afirmar que o cristão não deve temer, pois temer é sinônimo de esperar algo desfavorável, o que desagrada a Deus, posto que ele comprometeu-se em suprir todas as nossas necessidades e livrar-nos de todo o mal. Assim, se confiamos nele, não devemos temer. As Escrituras, no entanto, revela-nos algo para o qual não podemos fechar os olhos: O maior homem de todos os tempos, Jesus, temeu. Marcos, no livro que leva o seu nome, registra essa passagem. Vejamos como tudo ocorreu: (Marcos 14.32-40). (obs.: lido o trecho, voltar aos versículos 33 e 34, onde está escrito “... começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia”; comentar também a expressão “o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”, versículo 38.).

       Nesta altura da nossa reflexão, pergunta o abençoado (a), certamente: esta constatação não invalida as afirmações anteriores? De maneira nenhuma, o fato de grandes homens terem sentido medo não implica, necessariamente, que o medo não tenha uma representação negativa diante do Senhor. Prova, no entanto, que enquanto habitarmos em um corpo físico, sujeito a fraquezas, o medo sempre tentará tomar ocasião na nossa carne. Conforme disse Jesus, “o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Os mesmos grandes homens que tiveram medo, por exemplo, Elias, Ezequias, Moisés e outros, lutaram contra esse sentimento, pois sabiam que a permanência no medo desagrada o Senhor.

CONCLUSÃO

       VI __ SE O MAIOR HOMEM DE TODOS OS TEMPOS TEMEU, O QUE DEUS ESPERA DE NÓS, ESTÃO? Sem dúvida, Deus nos conhece profundamente. Sabe qual é o potencial do nosso espírito, que é um com ele; conhece, também, a fraqueza da nossa carne. Ele sabe que mais cedo ou mais tarde o medo, oriundo de alguma situação inusitada, poderá atingir a nossa estrutura humana. Há um ditado que diz que, às vezes, não se pode evitar que um pássaro voe sobre a nossa cabeça; todavia, podemos evitar que ele faça ali ninho. Se não podemos em alguns momentos evitar que o medo venha, podemos, no entanto, confessando as promessas proferidas pelo nosso Senhor, evitar que ele nos domine. Além disso, a fé capacita-nos a vencer as fraquezas da carne. Vejamos que declaração maravilhosa o apóstolo Paulo faz a respeito dos heróis da fé: “E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros” (Hebreus. 11.32-34).

quinta-feira, 4 de março de 2010

A ESCRITA E O PENSAMENTO

       Deus, faço das minhas mãos a minha boca, enquanto digito estas palavras. E na crença de que o SENHOR me dá ouvido, exercito o meu intelecto.
       Preciso refletir, Pai. Tenho andado ocupado... Outras coisas tentam roubar-me o meu tempo. Não quero desativa a minha sensibilidade espiritual. A tua presença, eu bem sei, é insubstituível.
       Creio que escrever disciplina o pensamento. Permite que se gaste mais tempo na observação de determinado assunto. Quando apenas pensamos, as idéias se atropelam, se confundem; “voam” muitas vezes e, geralmente, caem no esquecimento... Quando escrevemos, temos a preocupação de selecionar o que realmente é significativo. E o que não é... entregamo-lo ao vento.
       Claro que deve-se ter muita cautela ao decidir entregar algo ao vento. Isto digo porque o vento é inflexível: o que vier ele “topa“, despedaça. Que garantia tem uma pessoa de que conseguirá reaver o que o vento levou? Nenhuma!
       Ocorre-me agora que existem várias maneiras de escrever. Não pretendo discorrer sobre tal diversidade. E sim apenas lembrar que ela existe. Mas... para que faço isto? Apenas para pôr em destaque o caráter especial da ação de escrever, tal como é concebida neste texto: escrever, neste caso, significa pensar através do texto. Enquanto escrevo, penso -- enquanto penso, escrevo.
       É bom ter consciência de tais coisas. Melhor do que isto, é fazer desta prática um exercício diário. Por isso, eu te peço humildemente, Pai: ensina-me a disciplinar o meu tempo. E a desenvolver o dom de pensar, digo: o pensar profundo, aquele que vai além da aparecia, mergulhando nas entrelinhas. E que, “na cola” dos meus pensamentos, estejam os meus dedos, ágeis e atentos, prontos para a nobre arte! Esteja comigo, SENHOR, nos desafios deste ano, 2010. Faça-me próspero. Que eu saiba ouvi-lo, entendê-lo! E a tua vontade prevaleça em mim! Amém!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A LÓGICA DA ILIMITAÇÃO DIVINA

       Deus é “ilimitado em suas potencialidades” à medida que é onipotente, onisciente e onipresente. Essa ilimitação que o caracteriza o deixa insuperável em todos os aspectos.
       Acredito que tal fato seja racionalmente compreensível. Vamos pensar juntos:
       Se é racional crer que toda criatura é menor que seu criador, também o é a crença no fato de que as mesmas (ou seja, as criaturas) não o podem superar, seja em obras, pensamentos ou qualquer outra coisa.
       Não é difícil encontrar pessoas que “acreditam” na ilimitação de Deus — isto incute-nos a nossa cultura, desde que nascemos. A questão que surge, sobre a qual pretendo discorrer, é a seguinte: até que ponto tal fato é racionalmente inteligível?
       Para examinarmos tal questão, permita-se imaginar o seguinte fato:
       É-lhe dado o poder de sair do domínio divino. Você está agora fora do controle dele e pode observá-lo bem como observar também a sua relação com toda criatura e a relação desta com ele. Considere, ainda, que no processo de observação surge algo surpreendente: você descobre que Deus não é ilimitado. Essa consciência, no entanto, só foi possível graças a um fator: foi-lhe dado também o poder de comparar Deus e sua realidade a outros seres iguais a ele e a outras realidades iguais a dele.
       Agora, responda a essa pergunta:
       A sua descoberta poderá mudar o ponto de vista das outras pessoas, as quais não puderam nem podem olhar a realidade da existência divina a partir do mesmo ponto de observação do qual você olhou e com as mesmas capacidades intelectivas que você recebeu naquele momento?
       Certamente não! — não podem comprovar o que você comprovou...
       Isso prova que, mesmo que Deus fosse limitado, conforme “atestou” a hipotética observação, ainda assim seria ilimitado a nós, seres que, submissos a ele, não o podem superar, olhar além dos “limites” ilimitados que a sua existência nos condiciona. Em outras palavras, mesmo que Deus fosse limitado, nós não teríamos a capacidade, na realidade em que vivemos, de vê-lo dessa forma.
       Continuando o nosso raciocínio, considere ainda que esta “realidade”, a partir da qual você observou Deus, não existe — é apenas fruto da sua imaginação. Igualmente, os seres aos quais você o comparou, bem como as realidades com as quais você comparou a realidade dele, não existem. Só Deus, que é o tudo, existe. Logo, ninguém pode observá-lo, estando fora dele. Ele é e sempre será ilimitado para todas as criaturas, posto que nenhuma delas o pode observar estando fora dele — o “fora dele” não existe

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A ARTE DA ESCRITA E A FORMAÇÃO DE OPINIÃO

       Entre tantos sentidos, escrever significa formar opinião.
       Tomemos estas duas palavras, “formar opinião”, como ponto de partida. Creio que elas contêm a razão principal de muitas pessoas terem dificuldades em redigir um texto. Formar opinião não exige apenas conhecimento, requer, acima de tudo, uma formação cultural definida. Lembremos que os valores e os dogmas religiosos são determinantes na formação do caráter de cada pessoa.
       Um exemplo bem prático é o tema “aborto”. O que escrever, numa redação de vestibular ou concurso, sobre este tema? Esta é a grande pergunta que experimenta uma pessoa em tal situação. A dificuldade, normalmente, não advém da falta de informação, mas sim da necessidade de defender um ponto de vista. Um ponto de vista que se baseie em fortes argumentos, que seja capaz de convencer o leitor.
       Se na base da formação do caráter prevalecem, estando ali arraigados, os conceitos bíblico-cristãos, provavelmente o ponto de vista de quem escreve será contrário ao aborto. Será, no entanto, favorável, se o indivíduo for oriundo de uma família não-conservadora.
       O grande problema é que nem sempre é possível se identificar precisamente com um destes conceitos, digo o conceito de ser ou não ser conservador.
       Há fortes argumentos que dão base à condenação do aborto. Há, por outro lado, argumentos igualmente fortes reunidos pelos que o defendem. Ambas as linhas de raciocínio são difundidas pela mídia. E, nesse contexto, as famílias e as comunidades ora se posicionam favoráveis ora contrárias. É, como se pode ver facilmente, difícil para alguém que cresce nesse ambiente formar uma opinião irrefutável. Se isto ocorresse, o tema em questão não seria polêmico.
       A escrita pode e deve, na medida do possível, ser direcionada segundo as intenções do sujeito. Todavia, nem sempre isto é possível. É comum o escritor não saber aonde vai chegar quando inicia um determinado texto. Por isso, nem sempre é recomendado que se espere que a inspiração chegue. Isto pode não acontecer e, consequentemente, a obra não surgir. É quando colocamos a mão na massa, que as coisas começam a acontecer.
       Quem não consegue perceber claramente os conceitos básicos que definem o seu caráter, ou seja, de que lado do muro se encontra, tem, em geral, dificuldade de formar opinião e, consequentemente, de escrever. Eis a importância do pensamento reflexivo. Ele nos faz encontrar a nós mesmos e nos conecta ao sobrenatural.
       Que a força do nosso Deus ilumine o nosso espírito e nos capacite para (sem perder a capacidade de ouvir e respeitar a opinião alheia) termos um posicionamento racional e definido diante deste mundo, onde a confusão impera!