quinta-feira, 4 de março de 2010

A ESCRITA E O PENSAMENTO

       Deus, faço das minhas mãos a minha boca, enquanto digito estas palavras. E na crença de que o SENHOR me dá ouvido, exercito o meu intelecto.
       Preciso refletir, Pai. Tenho andado ocupado... Outras coisas tentam roubar-me o meu tempo. Não quero desativa a minha sensibilidade espiritual. A tua presença, eu bem sei, é insubstituível.
       Creio que escrever disciplina o pensamento. Permite que se gaste mais tempo na observação de determinado assunto. Quando apenas pensamos, as idéias se atropelam, se confundem; “voam” muitas vezes e, geralmente, caem no esquecimento... Quando escrevemos, temos a preocupação de selecionar o que realmente é significativo. E o que não é... entregamo-lo ao vento.
       Claro que deve-se ter muita cautela ao decidir entregar algo ao vento. Isto digo porque o vento é inflexível: o que vier ele “topa“, despedaça. Que garantia tem uma pessoa de que conseguirá reaver o que o vento levou? Nenhuma!
       Ocorre-me agora que existem várias maneiras de escrever. Não pretendo discorrer sobre tal diversidade. E sim apenas lembrar que ela existe. Mas... para que faço isto? Apenas para pôr em destaque o caráter especial da ação de escrever, tal como é concebida neste texto: escrever, neste caso, significa pensar através do texto. Enquanto escrevo, penso -- enquanto penso, escrevo.
       É bom ter consciência de tais coisas. Melhor do que isto, é fazer desta prática um exercício diário. Por isso, eu te peço humildemente, Pai: ensina-me a disciplinar o meu tempo. E a desenvolver o dom de pensar, digo: o pensar profundo, aquele que vai além da aparecia, mergulhando nas entrelinhas. E que, “na cola” dos meus pensamentos, estejam os meus dedos, ágeis e atentos, prontos para a nobre arte! Esteja comigo, SENHOR, nos desafios deste ano, 2010. Faça-me próspero. Que eu saiba ouvi-lo, entendê-lo! E a tua vontade prevaleça em mim! Amém!

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