Tudo começou
quando um dia, ao me deitar, eu ouvi, no ouvido esquerdo, alguns sons parecidos
com apitos de insetos. Fiquei preocupado pensando "Será que tem insetos no
meu ouvido?".
Esses apitos
pararam como se já não existissem mais. Porém reapareceram em outros momentos.
E foram se tornando mais frequentes. Por fim, se tornaram contínuos, embora eu
apenas os ouvisse em lugares silenciosos. Verifiquei, também, colocando o meu
polegar em um dos meus pulsos, que o som que eu ouvia pulsava no ritmo das
batidas do meu coração. Isso me levou a pesquisar a respeito no Google.
Diante de tal
quadro, havendo passado um tempo significativo e orando a respeito, entendi que
precisava reconhecer que aquele som era o meu corpo acendendo uma luz vermelha.
Eu precisava fazer alguma coisa. Encarar o problema. Buscar a solução.
Resolvi contar
para Juliana, minha esposa, o que estava acontecendo. A partir de então, após
consultar-me com uma médica de clínica geral do posto de saúde, marquei
uma consulta com um otorrinolaringologista para o dia 26 de setembro de 2024,
às 18h e 20.
No dia da
consulta, passei na creche de carro, por volta das 16h, peguei minha filha e
fui para Miguel Pereira, onde seria a consulta. 50 minutos depois
aproximadamente, cheguei a Miguel Pereira, dirigi-me ao local onde minha esposa
trabalha e deixei a minha filha com ela. Aguardei alguns minutos e fui para o
consultório do otorrino.
Após aguardar o
atendimento de alguns pacientes, o meu nome foi finalmente chamado.
Relatei, com
detalhes, ao otorrino o que estava acontecendo. Este examinou o meu ouvido e
viu que tudo estava em ordem. Depois, levou-me a uma cabine e, usando os seus
equipamentos, conseguiu ouvir o mesmo som que eu ouvia. Fez-me ouvir, também, e
perguntou-me se aquele era o som que eu ouvia. Eu disse que sim.
Retirou-me da
cabine, por fim, para conversar comigo. Denominou aquele som como "Sopro
Pulsátil Craniano". Proibiu-me de pegar peso e de fazer atividade física.
Solicitou que eu fizesse rapidamente uma Angioressonância. E elaborou um
encaminhamento para o Instituto do Cérebro.
Enquanto ouviu o
diagnóstico e as instruções, imaginei que estava recebendo tranquilamente
aquelas informações. Porém, algo me provou o contrário: saindo da sala do
médico e já chegando à recepção, tive uma tontura e percebi que eu poderia ter
um desmaio.
Disse ao médico
sobre a tontura. Ele me orientou que me sentasse em uma das cadeiras, afirmando
que o mal-estar passaria. De fato, passou, após eu recobrar a minha
consciência. Vi que eu estava no chão, deitado. O médico segurava as minhas
pernas no alto, tentando recobrar-me do desmaio e os outros pacientes tentavam
ajudar de acordo com suas possibilidades.
Diante de tamanho
susto, o médico pediu-me que fizesse contato com algum familiar para que este
viesse me buscar na clínica.
Liguei para a
minha esposa e, assim que ela veio, contei-lhe detalhes do que havia
acontecido. Penso que Deus usou aquele desmaio para que minha esposa ouvisse
não só a mim, mas também ao médico (o que de fato aconteceu) e pudesse me
ajudar, de posse de mais informações.
Diante daquele
diagnóstico e das orientações do otorrino, marcamos a Angioressonância em uma
clínica de Petrópolis. Este exame detectou que eu estava com Fístula Dural
Arteriovenosa. Ou seja, de forma anômala, fluxo sanguíneo estava fluindo de
uma artéria para uma (s) veia (s). Era necessário que tal condição fosse
corrigida.
Tudo isso gerou
em nós uma corrida contra o tempo. Pois entendíamos que estávamos diante de
algo grave. Aquela Fístula poderia se romper. E qual seria a consequência de
tal incidente?
Essa luz
vermelha, que também havia acendido em minha mãe, irmãos e familiares (os quais
me ajudaram bastante com orações, apoio e principalmente exigindo de mim mais
celeridade), fez com que eu marcasse, às pressas, uma consulta com um
neurologista, mesmo antes de eu marcar a revisão com o otorrino.
Ambas consultas
(com o neurologista e com o otorrino) trouxeram luz à questão: era necessário
fazer uma avaliação com um neurocirurgião, uma arteriografia e, por fim, o
procedimento reparatório. Este poderia ser uma cirurgia (abrindo o crânio) ou
uma embolização — procedimento que se dá por meio de um cateter o qual,
após acesso à artéria pela virilha ou braço, chega onde a doença está e leva o
material específico (cola, dentre outros) para a realização da intervenção no
ponto exato.
Começamos a agir
para agendar o procedimento, tendo em vista, primeiramente, o Instituto do
Cérebro. No entanto, as portas se abriram para que o procedimento fosse
realizado, através do SUS, no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis.
Chegando ao
Hospital de Petrópolis, cumpri todos os requisitos burocráticos: assinatura de papéis,
etc. E fui direcionado à Sala de Hemodinâmica, local onde eu deveria aguardar o
horário de início do procedimento, previsto para aquele mesmo dia.
A enfermeira que
ficou responsável por me auxiliar se chamava Vitória. Não demorou muito, fui
presenteado com algumas furadas nos dedos, recebi um acesso venoso no braço.
Tive a pressão aferida e ganhei alguns cabos colados no tórax para acompanhar
os batimentos cardíacos.
Procurei
manter-me em oração. Precisava ser fortalecido. Eu não tinha certeza se o
procedimento seria realizado naquele dia, como estava previsto. Nem mesmo sabia
qual seria o procedimento. Cirurgia... Embolização... Sabia que, primeiramente,
realizariam a arteriografia. Esse era o exame que daria direção à equipe médica
a respeito de qual procedimento adotar.
Restava-me, portanto,
orar a Deus, confiar nele e crer que irmãos e irmãs ativados por Deus estavam
"na brecha" pela minha vida.
Aquela tarde e
início da noite passaram lentamente. E eu, cheio de cabos no corpo, não podia
me mover livremente.
Por fim, chegou o
momento desejado por um lado, porém temido por outro. Desejado, porque
corrigiria aquela anomalia na qual uma de minhas artérias havia se metido.
Temido, porque definitivamente eu não desejava permanecer vulnerável (sedado)
diante da equipe médica, enquanto esta faria intervenção em meu corpo, artéria...,
na região interna do crânio.
Eu não tinha
escolha. Na verdade, havia orado para que Deus abrisse aquela porta. Ele havia
atendido a minha oração.
Levaram-me para o
local do procedimento. Fui em espírito de oração. Puseram-me no local do exame.
Recebi mais agulhadas no corpo.
Não discerni
quando terminou o exame e começou o procedimento, pois o efeito da anestesia me
fez perder a consciência, como era de se esperar.
Terminado o
procedimento e já de volta à Sala de Hemodinâmica, comecei a recobrar a minha
consciência. Para a minha surpresa, enquanto recobrava a consciência,
encontrei-me falando em línguas com uma desenvoltura incrível. As línguas fluíam
como um rio, mesmo não havendo uma intencionalidade pré-determinada. Senti que
eu não conseguiria controlar aquele fluxo. Na verdade, não tentei fazê-lo, pois
senti que era algo de Deus.
Havia um profissional
de saúde ao meu lado, acompanhando-me nesse processo. Este me perguntou: O que
é isto que você está falando? São línguas estranhas? Balancei a cabeça
afirmativamente. Ele continuou: Rapaz, gostei daquela oração que você fez.
Fui recobrando a
consciência, até atingir os 100%. O efeito da anestesia e de outros
medicamentos passou. As línguas cessaram. O profissional de saúde, cumprida a
sua missão, se apartou de mim. E eu fiquei me perguntando a que oração ele
estava se referindo. Não me lembrei de tê-la feito. Porém se a fiz, como ele
afirmou, estou seguro de que Deus dirigiu as minhas palavras, de forma que elas
cumprissem os desígnios que estavam no coração dele. Infelizmente, fiquei
sabendo que o procedimento não havia sido concluído.
No dia seguinte
(terça-feira), fui transferido para a UTI São Judas. Fiquei sozinho em um
cômodo. Recebi visitas de vários profissionais: psicólogo, fisioterapeuta,
assistente social, o médico do hospital...
Para minha
surpresa, a enfermeira que recebeu a incumbência de me assistir se chamava
Vitória. Vitória? Como assim? Não era esse o nome da enfermeira do dia
anterior?
Isso mesmo. Ela
possuía o mesmo nome. Tal fato ativou a minha percepção profética: Estaria Deus
se comunicando comigo? De fato, Deus fala através de sinais. E não apenas
através de palavras. Ele fala de diversas maneiras. Cabe a nós aprender a
discernir essas diversas formas.
Senti uma certa
alegria ao imaginar que Deus poderia estar tentando se comunicar comigo. Fiquei
em alerta. Deus é mesmo tremendo! Ele teria movido todo o sistema, as escalas,
enfim, tentando dizer-me que eu seria VENCEDOR.
Terça-feira
terminou. Apesar da alegria descrita acima, eu ainda lidava com a tristeza de
saber que restava a parte B do procedimento. Eu teria que me submeter a um novo
procedimento. Mais agulhadas... Anestesia na virilha... Cateter transitando
através da artéria... Acesso no braço... Medicamentos necessários à realização
do procedimento...
Quarta-feira
chegou. Outra enfermeira se apresentou. Perguntou se eu estava precisando de
alguma coisa. Disse que estava responsável por me assistir. Acrescentou que, se
eu precisasse de alguma coisa, poderia apertar a campainha. Quando ela
mencionou o seu nome, tive plena certeza de que Deus realmente estava falando
comigo. Ela também se chamava Vitória.
Deus havia falado
comigo. Havia confirmado a mensagem usando um número bíblico. O número TRÊS. Eu
seria vitorioso. Glória a Deus! Restava-me somente persistir, continuar crendo
e perseverando em oração.
Na quarta-feira à
tarde, fui transferido para a UTI São José. Era um cômodo grande. Ali havia
outros pacientes (alguns em estado muito grave), vários enfermeiros e outros profissionais
da saúde prestando assistência.
Neste setor, como
se poderia imaginar, havia mais falatório, tanto conversas agradáveis como
desagradáveis. Era preciso ter sabedoria, continuar orando e crendo no favor de
Deus.
A noite seguiu
avançando. A essa altura, eu já estava sentindo o impacto de estar longe de
casa (da família), longe da minha Bíblia, sem poder ouvir um louvor, preso
naquela cama hospitalar e na rotina característica de um hospital.
Comecei a sentir
muita angústia. O tempo passava de gota em gota. O sono não vinha. Eu rolava de
um lado para o outro, por não encontrar boa posição para dormir. Além disso,
não havia me conformado com a ideia de que haveria de passar por um segundo
procedimento. Sabia que, quanto mais o tempo passava, mais próximo eu estava do
segundo procedimento. Sabia que tinha que passar por aquele desafio, porém uma
parte de mim desejava fugir do mesmo.
Nesse mesmo dia
(quarta-feira), faltando cerca de uns 40 minutos para a meia noite, fui
informado de que o procedimento aconteceria no dia seguinte. Disseram-me,
também, que entrasse em jejum à meia noite. Jejum de tudo, inclusive de água.
Mesmo rodeado de
temores e não desejando enfrentar o procedimento, alegrei-me, pois sabia que a
luta precede a vitória. E Deus já havia falado que eu seria vitorioso. Era meu
dever confiar no favor de Deus.
Todos estes
fatores juntos, somados às oposições espirituais oportunas, geravam um peso de
angústia (mal-estar, mal humor...) insuportável. Graças à misericórdia de Deus,
consegui vencer aquela noite e a angústia que lhe acompanhava.
Chegou a
quinta-feira. Outra equipe de enfermeiros deu início a escala. E eu sentia que
precisava criar uma estratégia para evangelizar. Visto que, na quarta-feira, eu
havia compartilhado com uma enfermeira o link dos meus louvores no YouTube,
resolvi usar a mesma estratégia.
Ouvi uma
enfermeira cantando trechos de louvores, enquanto trabalhava. Logo que tive a
oportunidade, puxei conversa com ela e fiz a propaganda dos meus louvores,
dando-lhe o endereço do meu canal no YouTube ( https://www.youtube.com/@denilsonnunes7932
). Para a minha surpresa, ela acessou na mesma hora, no computador da
enfermaria, os meus louvores, fazendo-os tocar, de forma que toda a equipe de
enfermeiros, os pacientes que ali estavam bem como os demais profissionais da
saúde os ouvissem.
Fiquei muito
feliz, pois sabia que o nome do Senhor estava sendo glorificado. Todos ali
estavam ouvindo o Evangelho através das letras que o Senhor me deu. Que em
todos os lugares, oh Deus, seja o teu nome glorificado! Aleluia!
O tempo passou
lentamente. Chegou a noite e, com ela, o momento de eu passar pela segunda fase
do procedimento.
Levaram-me novamente
para à Sala de Hemodinâmica. E, por fim, para o locar onde seria realizado o
procedimento. Como já era previsto, passei pelos mesmos sofrimentos: agulhadas,
dores, temores... No entanto, eu estava confiante no Senhor. Orando em todo
tempo. Crendo que amigos, familiares e irmãos em Cristo estavam intercedendo
pela minha vida. Isso me dava paz em meio à guerra. E eu sabia que Deus me
daria a vitória.
A anestesia me
fez perder a consciência. Acordei depois, na Sala de Hemodinâmica, com muita
dor de cabeça e pressão nos ouvidos. Um enfermeiro me acompanhava nesse
processo.
Nesse mesmo dia,
levaram-me de volta à UTI onde estava.
A noite seguiu
avançando até amanhecer o dia. Sexta-feira começava a todo vapor. Deram-me algo
para comer. Já era hora de finalizar o jejum. Comi um pouco, mesmo sem fome,
porém nada parava no meu estômago. Assim foi durante todo aquele dia. Nunca
vomitei tanto na minha vida!
Em certo momento
desse dia, presenciei a crise que uma paciente que estava ao meu lado teve. A
princípio, ela estava normal. De repente, começou a reclamar de frio, o qual
foi aumentando, aumentando..., até que ela começou a gemer de tanto frio. Pediu
ajuda. A enfermeira que estava responsável por ela se aproximou, mas não
conseguiu solucionar a questão.
A situação começou
a piorar. Outros enfermeiros chegaram. Alguém ligou a manta térmica, mas não
obteve o resultado esperado. Mais enfermeiros chegaram para ajudar. Por fim,
chegou também o médico que, pela escala, estava responsável por aquela UTI.
A situação
continuou se agravando. Tive a impressão de que ela estava à beira da morte,
talvez na fronteira. Ou, como diria o rei e salmista Davi, atravessando o
"Vale da Sombra da Morte" (Salmo 23). A essa altura, eu já estava
intercedendo por ela. Intensifiquei a minha intercessão, pedindo mais
insistentemente que Deus tivesse misericórdia dela.
E Ele teve.
Louvado seja o nome de Senhor! Alguém sugeriu que retirassem o acesso venoso
que haviam colocado nela. Assim fizeram. Não demorou muito, o frio começou a
diminuir até parar completamente. E a paciente ficou bem.
De acordo com a
conclusão a que aqueles profissionais chegaram, a crise de frio estava
relacionada a uma infecção bacteriana através do acesso. Foi por isso que a
crise terminou, diante do simples fato de retirarem o acesso.
No sábado,
levaram-me para a enfermaria. Fiquei em um cômodo, onde já havia um paciente
com a sua acompanhante.
Segui sem fome.
Achava horrível o gosto dos alimentos. Somente alguns poucos itens eu conseguia
comer. Sempre uma pequena porção. Não sei o que seria de mim, se o soro não
fosse mantido no meu braço, pingando as suas gotas intermináveis...
Disseram que
havia a possibilidade de eu ter alta no domingo. Alegrei-me imensamente.
Veio a tarde.
Depois a noite. E, por fim, amanheceu o dia. Era domingo. E eu ansiava por ter
alta.
Felizmente,
recebi a visita da minha esposa. Conversamos bastante sobre vários assuntos.
Inclusive sobre a minha filha, a qual, segundo a minha esposa, estava sentindo
muita falta de mim. Alegrei-me, pois eu não era o único que sentia falta dela. O
sentimento era recíproco.
Aqueles momentos
com a minha esposa foram momentos de renovo. Pedi que ela orasse por mim.
Quando ela o fez, senti o Espírito Santo trazendo renovo sobre a minha vida. Na
mesma hora, lembrei-me de Jó 14.7-9, que diz: "Porque há esperança para a
árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus
renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no
pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta”.
Lembrei-me, também, do hino "O Cheiro das águas", do Diante do Trono.
Terminada a oração, nós o acessamos, usando YouTube.
Creio que Deus me
fortaleceu, pois havia ainda uma grande luta a caminho. Certamente, eu estava
mais fraco do que imaginava.
Estávamos
esperando a comunicação de que eu estava de alta. Visto, porém, que, à medida
que o tempo passava, nenhum profissional aparecia com tal informação, minha
esposa se dirigiu ao setor que poderia nos esclarecer. Infelizmente, ficamos
sabendo que a alta não se daria naquele dia, pois restava orientações por parte
do neurocirurgião.
A alta ficou
adiada para a segunda-feira. Eu teria que passar, ainda, mais uma noite no
hospital.
O dia seguiu
adiante. Veio a noite. Aquietei-me, evitando a proliferação de muitos
pensamentos em minha mente. Isto eu o fiz porque sabia que precisava dormir,
renovar as minhas forças. O corpo já reclamava daquele colchão duro. Virando de
um lado para o outro, finalmente encontrei uma posição que convidou um sono
profundo. Sono do qual eu estava precisando. Nesse dia, diferente dos demais, a
enfermeira fechou a porta que dava para o corredor. Com isso, o cômodo ficou
totalmente escuro.
Cerca de duas
horas da manhã, enquanto eu dormia profundamente, uma grande opressão
imergiu-me imediatamente em um confronto terrível. Um demônio fora enviado para
causar danos em minha vida.
No mesmo instante,
uma fraqueza envolveu o meu ser. Tentei levantar os meus braços, mas estes não
ultrapassavam a distância de um palmo acima da cama. Inicie a oração de guerra,
pois já havia compreendido que estava sob um ataque do reino das trevas. A
oração, porém, por mais que eu me esforçasse, não fluía. Cada frase era
produzida através de um grande esforço.
Insisti na oração
de guerra, clamando a Jesus com toda minha força, enquanto repreendia aquele
mal. Fui me fortalecendo, à medida que orava com mais autoridade dada por Deus.
Até que aquele espírito se retirou.
O sono, porém,
era cruel naquela altura da noite. Era por volta das duas horas da madrugada.
Poucos instantes depois, já quase sendo vencido pelo sono, a mesma opressão
caiu sobre mim. Dessa vez, o adversário veio com ainda mais fúria. E golpeava-me
com toda força.
Novamente, não
conseguia levantar os braços mais do que um palmo acima da cama. Dei início,
mais uma vez, à oração de guerra. Clamava o nome de Cristo e repreendia aquele
mal, ainda que com dificuldade. Fui perseverando e, com isso, levantando os
braços cada vez mais alto. Até que, por fim, estava com as mãos completamente
estendidas. Finalmente, senti que precisava moderar a minha voz para não
acordar as pessoas com as quais estava compartilhando aquele cômodo.
Felizmente,
aquele demônio se foi. E Deus me concedeu a vitória.
Este último
confronto deixou-me completamente desperto. Eu sabia que precisava
fortalecer-me em Deus. Por isso, decidi permanecer em oração, lendo a Bíblia do
meu celular e meditando na Palavra de Deus. Somente por volta das cinco horas
da manhã, quando as luzes já estavam acesas e muitos funcionários iniciavam suas
escalas, eu voltei a dormir.
Pela misericórdia
de Deus, chegou o dia da minha alta. Pude ver a natureza, o Sol... E voltar
para os meus familiares, amigos, para a minha realidade.
Dentre as muitas
coisas que Deus me ensinou através desta experiência, aprendi que, quando tudo
está bem, temos uma certa sensação de segurança. Achamos que temos algum
controle sobre a realidade. Dizemos que confiamos em Deus, mas, na verdade, uma
boa parte da nossa confiança está depositada em nós mesmos, ou seja, na crença
de que temos controle sobre alguma coisa.
Quando nos
encontramos diante de experiências como a que vivi, nós nos deparamos com a
nossa vulnerabilidade. Em tais situações, a única opção que temos é crer,
confiar completamente em Deus. Sentimos que estamos diante da vida e da morte.
Diante do fato de que Deus tem a última palavra. Do fato de que, se sou capaz
de confiar em Deus para readquirir a vida, tenho que ser também para enfrentar
a morte, caso seja esta a última palavra de Deus. O mesmo Deus que nos acolhe
do lado de cá (ou seja, na vida), é poderoso para nos acolher do outro lado,
pois, como diz a Escritura "Eu (Jesus) sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim,
ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente.
Você crê nisso?". João 11.25-26
Retomo a pergunta de Jesus: “Você crê
nisso?”. Quanto você está preparado para enfrentar os desafios da vida e da
morte? O quanto você confia realmente em Deus?
Que seja este um
momento de reflexão e de retorno a uma vida profunda em Deus, pois ele é a
nossa Rocha!
Paz seja contigo!
Denílson Nunes

Vc não faz ideia de quanto eu chorreu Clamando Deus por sua vida e sempre Deus atendía minhas súplicas tudo que eu pedía a honra a gloria seja dada ao único Deus que fez e continúa fazendo milagres.
ResponderExcluirQue esse testemunho sirva para edificar muitas vidas e trazer a nossa memória que Deus ainda faz milagres em nossos dias. Ele é um Deus do passado, presente e futuro. ELE AINDA FAZ MILAGRES!!!!
ResponderExcluirGlória a Deus pela sua vida, parabéns por esse testemunho edificante
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