No ano de 1997, eu cursava a segunda série do Ensino Médio. Era aluno da noite (terceiro turno, na linguagem dos profissionais do ensino). Foi nesse tempo, na segunda metade do ano, que algo extraordinário – um divisor de águas – mudaria para sempre a minha vida, instituindo um novo período, em que as reticências do eterno, e somente eles, são o limite. Tive um encontro real com Jesus.
Dois fatores importantes concorreram para esse acontecimento, os quais Deus, como sempre, soube utilizá-los de forma extraordinária. O primeiro, uma espécie de tristeza – desgosto pela vida terrena. O segundo, em sintonia perfeita com o outro, foi um apego arrebatador, emotivo, algo de muito forte, por Deus e por tudo que lhe dizia respeito. Ele era a minha razão de viver; o meu tudo; a minha origem, o meu destino. Esses dois fatores foram se intensificando cada vez mais, até culminar no meu encontro com Deus.
O primeiro fator mencionado por mim, a tristeza, ganhou força em algumas falsas amizades que contraí naquele ano. Havia uma sincronia perfeita nos acontecimentos. Tudo, de alguma forma, conduzia-me para Deus. E as falsas amizades, que vieram a tirar os meus interesses pelo estudo, eram um “mal que haveria de contribuir para o bem”. É verdade que parei de estudar, um tanto traumatizado com os estudos. Mas Cristo entrou em minha vida, tornando-me um novo homem.
Ter recebido a salvação foi um progresso, algo extraordinário. Imagine o que é estar morto em espírito e, de repente, ganhar vida. Imaginou? Pois bem, foi exatamente isto que aconteceu comigo.
Que Deus o abençoe! E o Espírito Santo ilumine os seus olhos para fazê-lo compreender que, sem Jesus, a sua vida estará caminhando a passos largos para a condenação eterna! Graça e paz!

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